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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quinta-feira

Bolsas mundiais estendem rali com Biden mais perto de chegar à Casa Branca; resultado do BB e mais destaques

Bandeira dos EUA (Crédito: Shutterstock)
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As bolsas e moedas emergentes seguem o movimento de alta enquanto o mercado vê Joe Biden prestes a declarar vitória como presidente eleito dos EUA. O triunfo em apenas um estado importante bastaria para o democrata levar a Casa Branca de Trump, enquanto os investidores passam a ver como positiva uma presidência democrata com Senado republicano, diminuindo a chance de reversão dos baixos impostos ou regulamentação suave da tecnologia que sustentaram a bolsa por anos.

Ao mesmo tempo, pacote menor de estímulos poderia ser compensado pelo Fed. Fomc anuncia decisão hoje às 16h, seguida pela fala do presidente Jerome Powell, mas não se espera mudança com eleição ainda em curso. Além disso, os EUA divulgam dados seguro-desemprego na véspera do relatório de emprego.

No Brasil, o Congresso derruba veto à prorrogação da desoneração da folha enquanto que o noticiário corporativo tem mais uma vez como destaque a temporada de resultados, com atenção para os números do BB. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

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As bolsas europeias registram o seu segundo dia de altas, à medida que o ex-vice presidente democrata Joe Biden lidera a contagem de votos ante Donald Trump. Índices americanos também tiveram alta, com a perspectiva do anúncio de um resultado ainda nesta quinta-feira.

Até o momento, nenhum dos candidatos obteve os 270 colégios eleitorais necessários para a vitória, mas Biden lidera com 264 delegados, perto do mínimo necessário ante os 214 de Trump. Após ganhar em Michigan e Wisconsin, Democrata precisa apenas levar mais um estado de destaque, como Nevada, onde ele está liderando, ou Geórgia, onde sua campanha acredita que os votos ausentes o empurrarão para o topo, enquanto Trump iniciou uma batalha legal.

Na Europa, o índice Eurostoxx sobe 0,64%; o Dax, da Alemanha, tem alta de 1,19%; o FTSE 100, do Reino Unido, sobe 0,51%; o CAC 40, da França, sobe 0,91%; o FTSE MIB, da Itália, sobe 1,79%.

O mercado também acompanha a composição do Congresso americano. Até a noite de quarta-feira, democratas pareciam em vias de controlar a Câmara dos Deputados, enquanto republicanos pareciam manter o controle sobre o Senado. Na manhã de quinta, o controle republicano ainda não parece assegurado, mas tampouco parece haver uma supremacia democrata.

Senadores são responsáveis por confirmar nomes indicados pelo presidente para cargos importantes, e podem impulsionar ou barrar medidas de interesse da Casa Branca.

A perspectiva de um Congresso dividido entre democratas e republicanos é vista com bons olhos por uma parcela dos investidores, temerosos de que um governo democrata excessivamente forte levaria a regulação em excesso, em especial sobre grandes empresas de tecnologia.

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O índice S&P 500 Futuro, sobe 1,78%; o Nasdaq Futuro sobe 2,71%; o Dow Jones Futuro sobe 1,27%.

Além disso, o senador republicano Mitch McConnel, líder da atual maioria no Senado, acenou com a possibilidade de fechar um acordo de estímulo à economia americana ainda em 2020, contribuindo para melhorar o desempenho das bolsas. Ainda em destaque, às 16h, está a reunião de política monetária do Federal Open Market Committee (Fomc).

O Reino Unido inicia nesta quinta-feira seu novo lockdown de um mês. E o Bank of England elevou em 150 bilhões de libras seu programa de quantitative easing, à medida que espera que a economia britânica encolha no quarto trimestre.

O banco francês Société Générale informou lucro de 862 milhões no terceiro trimestre, levando a altas de 5% em suas ações. Já a fabricante britânica de software Aveva teve queda de 38% em seu Ebitda ajustado, refletindo em desvalorização de suas ações.

As ações asiáticas fecharam em alta na quinta-feira, seguindo o bom desempenho das ações em Wall Street, acompanhando o bom desempenho das bolsas americanas.

O índice Nikkei, do Japão, sobe 1,73%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, sobe 3,25%; o Kospi, da Coreia do Sul, sobe 2,4%; o índice Shanghai SE, da China, sobe 1,3%.

Veja o desempenho dos mercados às 7h20 (horário de Brasília):

Futuros dos EUA
*S&P 500 Futuro (EUA), +1,78%
*Nasdaq Futuro (EUA), +2,71%
*Dow Jones Futuro (EUA), +1,27%

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Europa
*Dax (Alemanha), +1,19%
*FTSE 100 (Reino Unido), +0,51%
*CAC 40 (França), +0,91%
*FTSE MIB (Itália), +1,79%

Ásia
*Nikkei (Japão), +1,73 (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong) +3,25% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +2,4% (fechado)
*Shanghai SE (China), +1,3% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, -0,18%, a US$ 39,08 o barril
*Petróleo Brent, -0,1%, US$ 41,94 o barril
*Bitcoin, US$ 14.493,98, 6,01%
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 1,14%, cotados a 783 iuanes, equivalente hoje a US$ 118,06 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,72

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2. Agenda de indicadores

São divulgados nesta quinta-feira dados da Anfavea sobre produção e venda de veículos no Brasil.

Às 7h a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, divulgou dados sobre as vendas do varejo da zona do euro, que indicam alta de 4,4% em agosto, superando expectativa de economistas consultados pelo jornal Wall Street Journal, de alta de 2,5%. Na União Europeia como um todo, as vendas foram 3,8% maiores. Em julho, havia ocorrido queda de 1,8% nas vendas na zona do euro, e de 1,2% na União Europeia como um todo.

Também às 7h, a Comissão Europeia anunciou suas previsões para a economia. A comissão espera quebra de 7,4% no PIB na União Europeia, e contração de 7,8% na zona do euro em 2020.

Às 9h30, são divulgados dados sobre a redução de postos de trabalho nos Estados Unidos em outubro.

No Brasil, às 10h são divulgados os índices Markit PMI Composto e PMI Serviços relativos a outubro.

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Às 10h30 são divulgados dados sobre novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos relativos ao final de outubro, além de dados de custo da mão-de-obra no terceiro trimestre.

Às 16h, o Federal Reserve divulgará sua decisão de política monetária nesta quinta-feira após dois dias de debates. O comunicado de política monetária do Fed vai atualizar a visão do banco central sobre a economia e provavelmente repetir a promessa anterior de manter a taxa de juros perto de zero até que o mercado de trabalho dos EUA retorne ao emprego “máximo” e a inflação esteja a caminho de superar a meta de 2% “por algum tempo”, destaca a Reuters. O chair do Fed, Jerome Powell, dará entrevista à imprensa meia hora depois.

3. Desoneração segue, extensão do seguro-desemprego é descartada

Em julho de 2020, Bolsonaro havia vetado um dispositivo do Congresso que prorroga até o final de 2021 a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores, responsáveis por empregarem um grande contingente de pessoas, incluindo call centers, transporte, construção civil, indústria têxtil e comunicações.

Nesta quarta, o Senado e a Câmara derrubaram o veto, mantendo o benefício. A desoneração permite que as empresas contribuam com a Previdência com entre 1% e 4,5% de sua receita bruta, ao invés de recolher 20% sobre a folha de pagamento. Assim, evitam-se demissões nesses 17 setores, responsáveis por empregar cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil.

Por outro lado, uma reunião do Conselho Deliberativo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) decidiu por não estender por mais duas parcelas o seguro-desemprego a pessoas demitidas no período entre 20 de março e 31 de julho, o que beneficiaria 2,7 milhões de trabalhadores.

A extensão era proposta por sindicatos, e foi derrotada em uma aliança entre representantes do governo e empresários presentes no conselho do FAT, por 12 votos a 6.

4. Vacinação no Brasil

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou nesta quinta-feira junto ao seu balanço trimestral que espera apresentar ainda neste ano dados sobre a vacina contra o coronavírus que vem desenvolvendo em parceria com a universidade de Oxford. Essas vacinas estão sendo testadas no Brasil, e devem fazer parte da estratégia do país no combate à covid.

“Os resultados dos testes em estágios avançados devem ser antecipados neste ano, dependendo da taxa de infecção nas comunidades em que os testes clínicos estão sendo conduzidos. Os dados serão enviados a reguladores e publicados em periódicos científicos”, afirmou a AstraZeneca em seus resultados.

No balanço trimestral, a AstraZeneca afirmou que as vendas mundiais de produtos aumentaram 7%, a US$ 6,52 bilhões no terceiro trimestre, acima da expectativa do mercado, que era de US$ 6,5 bilhões.

A empresa deverá produzir vacinas no Brasil em parceria com a Fiocruz. Em evento realizado na quarta-feira, o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maurício Zuma, afirmou que a instituição pretende iniciar a produção assim que receber o ingrediente farmacêutico ativo, antes mesmo da aprovação da Anvisa. Ele espera receber o ingrediente em janeiro, iniciar a produção e ter até 30 milhões de doses já em fevereiro.

Rosane Cuber, vice-diretora de qualidade da Bio-Manguinhos/Fiocruz afirmou que a vacina apresentou bons resultados, com desenvolvimento de anticorpos neutralizantes contra o Sars-Cov-2 em 91% dos voluntários que participaram de testes.

Além disso, em posicionamento enviado ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que “não vê tratamento diferenciado” quanto ao produto que está sendo desenvolvido pela chinesa Sinovac, que deverá ser produzido no Brasil pelo Instituto Butantan. Mas afirmou que deve ser respeitada “a vontade política” do governo sobre a compra de vacinas contra a covid-19.

O documento foi enviado em resposta a duas arguições de descumprimento de preceito fundamental movidas na corte por partidos de oposição, em resposta ao fato de que, em outubro, o presidente desautorizou o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que anunciou a intenção de comprar de 64 milhões de doses da vacina produzida pelo Butantan.

“Tão logo qualquer vacina tenha ultrapassado todas as fases de desenvolvimento e seja registrada na Anvisa, será avaliada pelo Ministério da Saúde e disponibilizada à população por meio do programa nacional de imunizações”, diz o documento.

5. Radar corporativo

Mais uma vez, o noticiário corporativo tem como destaque a temporada de resultados, com destaque para o resultado de Banco do Brasil, além de d1000, banco Pan, Ultrapar, São Carlos, BR Properties, Cia. Hering, Ecorodovias e Mercado Livre.

O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 3,482 bilhões no terceiro trimestre, queda de 23,3% na comparação com o mesmo período de 2019, mas avanço de 5,2% ante o segundo trimestre de 2020.

A Cia Hering teve salto no lucro líquido no terceiro trimestre, que foi a R$ 155,5 milhões, mais do que o dobro do mesmo período do ano anterior. O desempenho foi puxado pela contabilização de créditos tributários.

A Ultrapar teve resultados acima da previsão de analistas no terceiro trimestre, com lucro no terceiro trimestre de R$ 277,3 milhões, queda de 9,76% frente o mesmo período do ano anterior. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv era de R$ 272,7 milhões.

A Ecorodovias anunciou lucro de R$ 71,6 milhões no terceiro trimestre, abaixo da expectativa da Refinitiv, de R$ 75,1 milhões.

O Mercado Livre reportou volume de vendas de US$ 5,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 62,1%. O Mercado Pago teve alta de 91,7% em volume de pagamentos.

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