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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Bolsas seguem rali com expectativa de reabertura da economia de alguns países; nova operação da PF, Caged e veto no radar no Brasil

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Os principais indicadores acionários globais operam em alta nesta quarta-feira, sustentados pelo otimismo causado pelas medidas de reabertura da economia na Europa, Japão e boa parte dos Estados Unidos. Esse otimismo serve para mitigar o aumento da tensão entre as duas principais economias do mundo.

No Brasil, o dia começa com mais uma operação da Polícia Federal, que cumpre nesta quarta-feira 29 mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a disseminação de fakenews.

Na terça-feira, em outra operação, a PF realizou buscas na sede do governo do Rio de Janeiro, o que acirrou os ânimos em torno das suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na corporação. Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

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Os futuros americanos e as bolsas europeias operam em alta com a adoção de medidas de relaxamento do isolamento social nas principais economias do mundo, minimizando a crescente tensão entre Estados Unidos e China.

Os futuros do Dow Jones sobem 1,02% e os do S&P 500 registram variação positiva de 0,92%.

“Pela primeira vez nesta crise, estamos sendo bombardeados por boas notícias. Mais novos medicamentos vacinais parecem promissores”, afirmou, à CNBC, Jim Paulsen, estrategista-chefe do Leuthold Group, sobre o início dos estudos em humanos de uma vacina da Novavax, anunciada na segunda-feira.

No continente europeu, a Comissão Europeia avalia um pacote de ajuda à região. Segundo um tuíte do comissário europeu Paolo Gentiloni, o braço executivo da União Europeia proporá um novo pacote de estímulo fiscal de até 750 bilhões de euros (US$ 823 bilhões), em um esforço sem precedentes para superar a recessão. O Dax, de Frankfurt, sobe 1,74% e o CAC 40, de Paris, avança 1,82%.

Apesar do otimismo, os investidores estão atentos à situação entre as duas principais economias do mundo. Segundo a Bloomberg, o governo americano está avaliando impor sanções à China como forma de punição à nova lei de segurança nacional válida para Hong Kong.

Essa tensão fez com que os índices asiáticos fechassem mistos. O Hang Seng Index, de Hong Kong, recuou 0,36%. Já o índice Sanghai SE registrou variação negativa de 0,34%. Em Tóquio, o Nikkei 225 subiu 0,70%.

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Veja o desempenho dos mercados, às 7h31 (horário de Brasília):

Nova York

*S&P 500 Futuro (EUA), +1,20%

*Nasdaq Futuro (EUA), +0,83%

*Dow Jones Futuro (EUA), +1,37%

Europa

*Dax (Alemanha), +1,74%

*FTSE 100 (Reino Unido), -0,08%

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*CAC 40 (França), +1,82%

*FTSE MIB (Itália), +1,36%

Ásia

*Nikkei 225 (Japão), +0,70% (fechado)

*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,36% (fechado)

*Shanghai SE (China), -0,34% (fechado)

*Petróleo WTI, -0,67%, a US$ 34,12 o barril

*Petróleo Brent, -1,60%, a US$ 35,75 o barril

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**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em queda de 0,07%, cotados a 706.000 iuanes, equivalente hoje a US$ 98,65 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 7,1569 (+0,31%)

2. Indicadores econômicos

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) até o mês de abril devem ser publicados nesta quarta-feira, às 11h. A divulgação estava suspensa desde fevereiro com a justificada, dada pelo Ministério da Economia, de que as empresas estavam enfrentando dificuldade no repasse dos dados após o governo concentrar em um único canal o sistema de registros.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) irá divulgar os dados sobre a sondagem industrial, às 8h. Às 14h30, será a vez do Banco Central apresentar os dados sobre o fluxo cambial para o país.

Nos Estados Unidos, James Bullard, presidente do Fed (Federal Reserve, o BC americano) de St. Louis faz um discurso às 13h30 (horário de Brasília). Ainda em destaque, às 15h, estará o Livro Bege, com mais informações sobre a atividade econômica nos EUA.

3. Panorama político

A Polícia Federal (PF) realiza nesta quarta-feira 29 mandados de busca e apreensão no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a disseminação de fakenews.

A operação ocorre um dia após a PF no Rio deflagar buscas na sede do governo do Rio de Janeiro, o que acirrou os ânimos em torno das suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na corporação.

A expectativa também fica ao veto ao reajuste aos servidores esta quarta, no final do prazo, prometido por Bolsonaro para hoje, em meio a um noticiário político que segue carregado após alívio gerado pelo vídeo da reunião ministerial. O STF também determinou que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, preste depoimento à PF para apurar ofensas do ministro, segundo o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, proferidas contra o Supremo.

4. Pandemia no Brasil

O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), irá anunciar nesta quarta-feira as regras para a flexibilização da quarentena que vigora no estado desde março.

O anúncio dos protocolos sanitários para essa reabertura, que deve ter início pelo interior paulista, pode dar uma dimensão de quais setores podem se recuperar primeiro.

O cronograma dessa reabertura será diferente para cada uma das 16 regiões administrativas do estado, sendo que a região metropolitana e a baixada santista são os locais com maior disseminação da Covid-19 e maior ocupação dos leitos hospitalares.

No Brasil, já são 391.222 casos confirmados do novo coronavírus. O número de mortes chega a 24.512.

5. Noticiário corporativo

As empresas do segmento de proteína são os destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira.

A processadora de carnes Marfrig e a empresa de nutrição americana ADM anunciaram, na terça-feira à noite, uma parceria para a criação da PlantPlusFoods, “joint venture” que atuará na produção e comercialização de produtos de base vegetal.

A Marfrig ficará com 70% da nova companhia e será responsável pela produção, venda e distribuição da PlantPlusFoods. A ADM ficará com 30% da empresa.

Já a J&F, holding que controla a JBS, poderá contar com a volta dos irmãos Joesley e Wesley Batista para funções executivas na companhia, após decisão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Eles estavam afastados desde 2017.

Dentro da temporada de balanços, o Iguatemi divulgou na terça-feira à noite que registrou lucro líquido de R$ 12,45 milhões, queda de 77,5% ante igual período do ano passado. O resultado reflete a pandemia do coronavírus, que levou ao fechamento de shoppings e aumento da inadimplência. A empresa suspendeu os “guidances” (projeções) para 2020 e vai emitir R$ 300 milhões em debêntures.

Outro destaque é a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de abrir dois inquéritos para investigar possíveis irregularidades envolvendo a IRB Brasil.

O primeiro envolve suposto conflito de interesse envolvendo a Squadra Investimentos. Já o segundo inquérito tem origem em suspeitas levantadas pela Squadra sobre a conformidade das demonstrações financeiras do IRB.

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(Com Bloomberg)