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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Expectativa por novos estímulos da China volta a animar as bolsas pelo mundo; ata do Fomc também pode movimentar mercados

(Shutterstock)
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As bolsas de valores da Ásia fecharam hoje em alta, com a exceção de Xangai, à espera de novos estímulos econômicos que auxiliem a economia chinesa, afetada pelo surto do coronavírus. O Banco do Povo da China, BC chinês, se reúne na noite de hoje e pode decidir mais um corte na taxa de juros. Segundo informações da CNBC News, 80% das 20 mil fábricas da China que produzem para marcas e empresas ocidentais voltaram hoje ao trabalho.

Nos Estados Unidos o destaque é a publicação da Ata do Fomc às 16h, enquanto no Brasil os resultados corporativos continuam em cena. A resseguradora IRB Brasil e a EDP Brasil publicaram balanços na madrugada de hoje. A IRB Brasil informou que seu lucro líquido cresceu 44,7% em 2019, sobre 2018, para R$ 1,79 bilhão. Já a JBS comprou empresa nos Estados Unidos. Já a Petrobras divulga balanço após o fechamento do mercado. Confira os destaques abaixo:

1. Bolsas mundiais

As bolsas de valores da Ásia fecharam em alta, com a exceção de Xangai, que caiu 0,32%. Os mercados estão de olho na reunião do Banco do Povo da China, que poderá, às 22h30 desta quarta-feira (hora de Brasília) decidir mais um corte na taxa de juros para estimular a economia atingida pelo surto do coronavírus.

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Na Europa as bolsas abriram em alta, à espera de um plano de recuperação industrial que poderá ser divulgado hoje pela Comissão Europeia.

Os futuros de Nova York estão em terreno positivo e indicam uma abertura em alta, sugerindo recuperação da queda de ontem gerada pelo alerta da Apple, justamente em meio aos sinais de que a China pode estar planejando medidas adicionais para dar apoio a setores da economia mais ameaçados.

O número de mortos na China pelo coronavírus ultrapassou os 2 mil, enquanto o Japão começou a liberar passageiros de um navio de cruzeiro em quarentena. Já a província de Hubei, no centro do surto, relatou o menor número de casos adicionais desde que mudou seu método de contagem de infecções na semana passada.

As refinarias de petróleo chinesas cortam ainda mais a produção para lidar com a demanda fraca; no mercado de commodities, o petróleo brent sobe após sanções dos EUA à Rússia e o conflito da Líbia mudarem o foco para ameaças à oferta.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h06 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,22%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,32%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,22%

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Europa
*Dax (Alemanha) , +0,39%
*FTSE (Reino Unido), +0,73%
*CAC 40 (França), +0,64%
*FTSE MIB (Itália), +0,50%

*Nikkei (Japão), +0,89% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,07% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,46% (fechado)
*Xangai (China), -0,32% (fechado)

*Petróleo WTI, +0,85%, a US$ 52,45 o barril
*Petróleo Brent, +0,61%, a US$ 58,10 o barril

**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 19 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 1,10%, cotados a 645,500 iuanes, equivalentes a US$ 92,37 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9881 (+0,23%)
*Bitcoin, US$ 10.164,50 +0,01%

2. Indicadores econômicos

Nos Estados Unidos, serão divulgadas às 10h30 as informações sobre construções de novas casas e também o índice de preços ao produtor (IPP), todos dados relativos a janeiro.

O mais importante, contudo, será a divulgação da Ata da última reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) às 16h.

No Brasil, o Banco Central deverá divulgar o fluxo cambial às 14h30. Na China, o Banco do Povo (BC chinês) pode decidir às 22h30 de hoje mudar a taxa básica de juros.

3. Política

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ficará até o final do seu mandato. A afirmação foi feita dias após Guedes chamar os servidores públicos de “parasitas” que estariam alojados no “hospedeiro” que seria o governo federal. Boatos sobre a saída de Guedes começaram a circular nesta semana. “Se Guedes tem problemas pontuais e sofre ataques, é muito mais por sua competência do que por eventuais deslizes”, disse Bolsonaro ao jornal O Estado de S. Paulo.

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Vale ressaltar que Bolsonaro cancelou solenidade pública para lançamento do programa Brasil Mais para se reunir com o ministro da Economia e outros ministros e fechar os últimos detalhes da reforma administrativa, disse o porta-voz Otavio Rêgo Barros.

No âmbito estadual, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou na noite de ontem o projeto de reforma da previdência dos servidores públicos. Antes de seguir para a sanção do governador João Doria (PSDB), o projeto precisa ser votado em segundo turno. A PEC estabelece idade mínima de aposentadoria de 65 anos para os homens e de 62 anos para as mulheres.

4. Dólar em alta

Os investidores seguem de olho nas falas de autoridades do Banco Central. Na véspera, o dólar renovou máxima de fechamento, perto dos R$ 4,36.

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, afirmou que o BC intervém no câmbio quando vê problemas liquidez ou quando perceber que o real destoa dos pares. Segundo ele, câmbio é flutuante e está separado da política monetária. Apesar da alta do dólar, o câmbio pressionado não está se refletindo em deterioração generalizada dos ativos brasileiros; o CDS do país ontem fechou na casa dos 92 pontos, na 6ª baixa seguida e renovando menor nível desde 2010.

5. Noticiário corporativo 

A resseguradora IRB Brasil RE (IRBR3) e a EDP Brasil (ENBR3) publicaram balanços na madrugada de hoje. A resseguradora IRB Brasil RE informou um lucro líquido de R$ 1,79 bilhão em 2019, uma expansão de 44,7% sobre 2018, quando lucrou R$ 1,21 bilhão. A empresa informou ter fechado 2019 com caixa líquido de R$ 35,9 milhões – queda de 16,8% sobre o fim do ano anterior.

A IRB Brasil RE afirma que seus ativos consolidados cresceram 7,7% em 2019 para R$ 17,1 bilhões. A EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,48 bilhão em 2019, resultado um pouco superior ao lucro obtido de R$ 1,41 bilhão em 2018. Engie Brasil, Iguatemi e Banestes publicaram balanços na noite de ontem. A JBS anunciou a aquisição de cinco frigoríficos e da marca Ledbetter nos Estados Unidos, por R$ 1 bilhão. A Weg anunciou que pagará mais de R$ 350 milhões aos acionistas.

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