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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Bolsas mundiais têm leve alta após pausa em rali das vacinas na véspera; confira no que ficar de olho

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SÃO PAULO – Após um início de sessão praticamente estável, as bolsas europeias e os índices futuros americanos registram leves ganhos depois de pausarem o rali das vacinas na véspera, ao mesmo tempo em que o aumento de casos de coronavírus inspira cautela.

Por aqui, os investidores seguem observando a volta dos investidores estrangeiros em meio a perspectivas mais positivas para as vacinas. Vale destacar que dados preliminares de testes clínicos com a CoronaVac, vacina experimental contra a covid-19 da chinesa Sinovac, mostraram rápida reposta imune, mas o nível de anticorpos produzidos foi menor do que o visto em pessoas que se recuperaram da doença.

Em Brasília, reformas de maior peso devem esperar 2º turno, mas governo tenta destravar pauta com matérias mais pontuais. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

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As bolsas europeias ficam praticamente estáveis na manhã desta quarta-feira (18), após mais de uma semana absorvendo ganhos devido a resultados animadores no desenvolvimento de vacinas contra o coronavírus. Por outro lado, após um início de manhã estável, os índices futuros americanos passaram a ter leves ganhos.

O índice Eurostoxx tem alta de 0,17%. O Dax, da Alemanha, sobe 0,19%; o FTSE 100, do Reino Unido, cai 0,17%; o CAC 40, da França, sobe 0,21%; o FTSE MIB, da Itália, sobe 0,7%.

Na semana anterior, os mercados haviam sido impulsionados pela vitória de Joe Biden como presidente, e pela divulgação, pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, de que a vacina que desenvolvem em parceria havia obtido 90% de eficácia na prevenção de covid em testes. Nesta segunda-feira, outra empresa, a Moderna, anunciou que seu produto obtivera 94% de eficácia na prevenção da doença.

O dia do anúncio foi marcado por altas nas bolsas mundiais. Mas a terça-feira já foi marcada por queda nas bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os índices foram afetados na véspera pelo anúncio de resultados de vendas no varejo mais baixos do que o esperado em outubro.

Milhões de americanos perderam acesso ao seguro-desemprego, enquanto o número de novos casos de coronavírus vai a patamares recordes. A média de novos casos diários de contaminação pela doença nos últimos sete dias superou 150 mil pela primeira vez na segunda feira, de acordo com análise de dados da rede CNBC a partir de informações sistematizadas pela Universidade Johns Hopkins.

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Na sexta-feira anterior, o número de novos casos ultrapassara 180 mil no país, um recorde.

Já nesta quarta, o índice S&P 500 Futuro sobe 0,28%; o Nasdaq Futuro tem alta 0,26%; o Dow Jones Futuro avança 0,37%.

Os mercados asiáticos fecharam em sentidos diversos. Investidores continuam a observar com cautela o aumento do número de casos de covid em economias importantes.

Por outro lado, chamam a atenção números animadores no Japão, que divulgou que as exportações em outubro tiveram queda de apenas 0,2%, um patamar bem abaixo do esperado. A expectativa de economistas ouvidos pela agência internacional Reuters era de que haveria queda de 4,5%. As exportações foram impulsionados por demanda de carros pela China e pelos Estados Unidos.

O índice Nikkei, do Japão, fechou em queda de 1,1%; o Hang Seng Index, de Hong Kong, subiu 0,49%; o Kospi, da Coreia do Sul, teve alta de 0,26%; o índice Shanghai SE, da China, subiu 0,22%.

Confira o desempenho dos principais índices às 7h20 (horário de Brasília):
Estados Unidos
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,28%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,26%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,37%
Europa
*Dax (Alemanha), 0,19%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,17%
*CAC 40 (França), +0,21%
*FTSE MIB (Itália), +0,7%
Ásia
*Nikkei (Japão), -1,1% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong) +0,49% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,26% (fechado)
*Shanghai SE (China), +0,22% (fechado)

Commodities e bitcoin
*Petróleo WTI, +0,44%, a US$ 41,87 o barril
*Petróleo Brent, +0,53%, US$ 44,28 o barril
*Bitcoin, US$ 18.169,74, +9,42%
Sobre o minério: **Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian fecharam em alta de 1,54%, cotados a 858 iuanes, equivalente hoje a US$ 130,94 (nas últimas 24 horas).
USD/CNY = 6,55

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2. Agenda

Às 7h, foram divulgados dados do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que caiu 0,3% em outubro ante igual mês do ano passado, mantendo o mesmo nível de queda de setembro, segundo dados finais divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado confirmou a estimativa preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal. A leitura negativa de outubro deixa a inflação anual da zona do euro ainda mais distante da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

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No Brasil, na manhã desta quarta, atenção para a inflação medida pelo IGP-M, indicador divulgado pela Fundação Getulio Vargas. O Banco Central também divulga dados de fluxo cambial às 14h30. A sessão ainda marca o vencimento de opções sobre o Ibovespa na B3.

Às 9h são divulgados nos Estados Unidos dados sobre solicitações de empréstimos hipotecários.
Às 10h30 são divulgados no mesmo país licenças para construção, alvarás e construção de casas novas, também referentes a outubro.

3. Agenda de reformas

O mercado monitora possível retomada da votações no Congresso após as eleições de domingo, embora as reformas de maior peso devam ficar para após o 2º turno ou 2021. Um dos itens da sessão do Plenário da Câmara, marcada para quarta-feira, seria o chamada projeto da BR do Mar, de incentivo à navegação de cabotagem, que está trancando a pauta, segundo informações da Agência Câmara.

Contudo, os líderes do Congresso definiram nesta terça-feira a pauta de votações das próximas semanas e decidiram deixar para depois do segundo turno das eleições o debate sobre projetos importantes da agenda econômica, como o projeto que trata da revisão do Regime de Recuperação Fiscal, destaca o jornal O Globo.

4. Alta dos casos de coronavírus

Em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que o Instituto Butantan deve receber o primeiro lote da vacina Coronavac, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac, na próxima quinta-feira, 19, um dia antes do prazo previsto. “E a vacina do Butantan, a Coronavac, ela chega agora, nesta quinta-feira, chega já o primeiro lote das vacinas. Ela virá em lotes, pronta do laboratório Sinovac, e depois nós produziremos aqui, no próprio Butantan, para os brasileiros de São Paulo e brasileiros de todo o país, isso se o Ministério da Saúde entender, como deveria, que a vacina é para todos. Aliás, essa é a nossa defesa”, afirmou Doria ao programa Passando a Limpo.

Vale destacar que, com a alta nos casos de Covid no Brasil, especialistas já discutem retomada de medidas de isolamento, conforme destaca o jornal o Globo. Estados de todas as regiões do país, como Rio, São Paulo, Mato Grosso, Acre e Paraná, observam as médias móveis de ocorrências e mortes até triplicarem nos últimos dias.

Na segunda-feira foram registrados 32.262 novos casos no Brasil, e 676 mortes em 24 horas, de acordo com boletim do consórcio de veículos de imprensa. A média móvel -que representa a média dos dados do dia com os seis anteriores- do número de mortes fechada na segunda-feira atingiu a marca de 557, uma alta de 45% frente o patamar de 15 dias antes. 15 estados apresentam tendência de alta, dentre eles Rio e São Paulo. A média móvel do número de novos casos subiu 71%, a 26.674 por dia.

O rápido aumento pode ter sido influenciado pelas falhas no sistema do Ministério da Saúde, que fez com que dados referentes ao período entre os dias 4 e 10, especialmente de mortes, não fossem contabilizados por alguns estados.

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De acordo com o Imperial College de Londres, a taxa média de transmissão por Covid-19 no Brasil foi de 1,1 na semana passada, um crescimento de 0,33. Isso significa que cada cem pessoas contaminadas contaminam outras 110, um patamar próximo àquele de duas semanas atrás.

A adoção de novas medidas de isolamento social pode ser recebida com maior resistência pela população, conforme as festas de fim de ano se aproximam.

Além disso, a cidade de São Paulo registrou aumento de 29,5% nos novos casos de covid-19 em novembro, na comparação entre os primeiros 17 dias de novembro e o mesmo período de outubro. Foram 15.794 casos novos diagnosticados no período de novembro. Apesar disso, houve em novembro queda de 16,2% no número de mortes. Os dados são da Fundação Seade, usados pelo governo estadual para acompanhar a pandemia.

Na terça-feira, o governo do estado publicou um decreto prorrogando a quarentena no estado para ao menos o dia 16 de novembro.

De acordo com artigo revisado por pares e publicado na terça-feira na revista científica Lancet Infectious Diseases, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac é segura e tem capacidade de levar o corpo a produzir resposta imune 28 dias após sua aplicação, em 97% dos casos.

As informações se baseiam na análise de ensaios clínicos de fases 1 e 2 conduzidos na China, entre abril e maio, com 744 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos. Eles não possuíam histórico de infecção pelo novo coronavírus. A vacina ainda passa por testes em fase 3, que no Brasil são realizados pelo Instituto Butantan.

Todas as outras vacinas que haviam chegado a esse estágio já haviam divulgado seus resultados. Os resultados divulgados pela Moderna na segunda, e aqueles divulgados pela parceria entre Pfizer e BioNTech na semana passada são especialmente adiantados, e se baseiam em testes de fase 3.

A Coronavac é a principal aposta do governo do estado de São Paulo para imunizar sua população. O governo pretende importar 46 milhões de doses do produto ou de insumos para produzi-lo localmente, no Instituto Butantan.

5. Radar corporativo

Os acionistas da empresa de tecnologia Linx aprovaram, na segunda-feira, por maioria qualificada, a venda da companhia para a Stone.

A BK Brasil Operação e Assessoria a Restaurantes, que opera a rede Burger King no Brasil, aprovou preço de R$ 10,80 por ação em sua oferta pública com esforços restritos de distribuição primária de ações. A empresa pretende emitir, nesta quinta-feira (19) 47,250 milhões de ações ordinárias, e aumentar seu capital social em 510,3 milhões. Assim, o capital social da companhia deverá passar a R$ 1.461.968.417,41, dividido em 275.355.447 ações ordinárias.

Sem acordo, a Vale agendou novo audiência sobre Brumadinho para 9 de dezembro.

No radar de resultados, a Cosan divulgou lucro líquido de R$ 222,9 milhões no terceiro trimestre.

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