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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Bolsas mundiais mais uma vez apontam para uma sessão de ganhos em meio aos sinais de arrefecimento do coronavírus; varejo pode mover os DIs

Bandeiras da China ao vento
(Shutterstock)
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SÃO PAULO –  A sessão desta quarta-feira (12) é mais uma vez positiva para as bolsas mundiais em meio aos sinais preliminares de que a difusão do vírus na China está se arrefecendo, após província de Hubei informar menor nível de casos este mês. Já no Brasil, saem os dados de vendas do varejo de dezembro, que podem dar sinais sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom) depois da ata da última reunião ter deixado dúvidas.

1. Bolsas mundiais

As bolsas internacionais registram uma sessão de ganhos, com mineradoras em destaque, enquanto o S&P futuro e o Dow Jones futuro têm altas moderadas, diante de sinais de que a propagação do coronavírus está desacelerando e de que a economia mundial poderá superar o impacto da doença.

Dados oficiais mostram que 2.015 novos casos de coronavírus foram relatados na China nas últimas 24 horas, número que diminuiu pelo segundo dia seguido. Com isso, o total de infecções alcançou 44,653. Já o número de vítimas fatais aumentou para 1.113.

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Em entrevista à Reuters, o epidemiologista chinês Zhong Nanshan, responsável por combater o vírus da Sars em 2003, previu que o surto do novo coronavírus deverá atingir seu pico entre a metade e o final deste mês e terminar em abril. Com isso, a sessão é mais uma vez de alta para as commodities, com o minério de ferro negociado em Dalian em alta de mais de 3%, enquanto o WTI e o brent avançam cerca de 2%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h58 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), +0,32%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,45%
*Dow Jones Futuro (EUA), +0,37%

*Dax (Alemanha) , +0,65%
*FTSE (Reino Unido), +0,26%
*CAC 40 (França), +0,31%
*FTSE MIB (Itália), +0,61%

*Nikkei (Japão), +0,74% (fechado)
*Kospi (Coreia do Sul), +0,84% (fechado)
*Hang Seng (Hong Kong), +0,87% (fechado)
*Xangai (China), +0,87% (fechado)

*Petróleo WTI, +1,42%, a US$ 50,70 o barril
*Petróleo Brent, +1,87%, a US$ 55,07 o barril

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**A Bolsa de Dalian fechou em alta. Em 12 de fevereiro, contratos futuros do minério de ferro negociados em Dalian fecharam com alta de 3,16%, cotados a 619.500 iuanes, equivalentes a US$ 88,89 (nas últimas 24 horas). USD/CNY= 6,9686 (+0,06%)
*Bitcoin, US$ 10.335,04 +0,41%

2. Indicadores econômicos

O IBGE publica na manhã de hoje sua pesquisa do varejo, relativa a dezembro de 2019. As vendas no varejo devem ter avançado 0,2% em dezembro na comparação mensal, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, após ter registrado alta de 0,6% na medição anterior. O Banco Central divulga o fluxo cambial às 14h30. Esta sessão também marca o vencimento de opções sobre Ibovespa na B3.

Já na Europa, serão publicados na manhã de hoje indicadores sobre a produção industrial em dezembro, enquanto nos Estados Unidos serão divulgadas as solicitações de empréstimos hipotecários às 9h.

Já Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, volta ao Congresso dos EUA e fala no Comitê Bancário do Senado, às 11h50, em Washington. Na véspera, Powell destacou que o vírus impõe risco aos EUA e ao mundo.

3. Prévia democrata nos EUA

Nas primárias norte-americanas para a eleição presidencial, Bernie Sanders vence em New Hampshire e se torna líder indiscutível da ala esquerda do partido democrata, com Amy Klobuchar surpreendendo em 3º lugar e tornando ainda mais embolado o campo dos centristas.

New Hampshire foi o segundo a realizar prévias do partido, logo após a confusão do caucus em Iowa, que teve inclusive um pedido de revisão parcial feito pelas campanhas dos dois primeiros colocados, Pete Buttigieg e Sanders.

4. Política nacional

Ante a decisão quase certa do governo Jair Bolsonaro de travar o envio da proposta de PEC da reforma administrativa, a avaliação da equipe econômica é de que ela fez a sua parte, conforme ressalta o Estadão.

Diante do recuo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e seus assessores mais próximos, reforçam a interlocutores o discurso de que a proposta de reforma está pronta desde o fim do ano passado e que foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro.

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Para a equipe de Guedes, a proposta é necessária, mas o “timing” e a estratégia para o envio, agora, estão nas mãos do presidente.

Enquanto isso, o governo federal e líderes do Congresso entraram em um acordo nesta terça-feira para a derrubada de um veto presidencial em um projeto que mudou regras para a execução do Orçamento de 2020. Conforme destaca o jornal O Globo, os parlamentares irão assegurar seu direito de indicar a prioridade para a execução das emendas, mas aceitaram que não haverá um prazo de 90 dias para cumprir a ordem e que o gestor não será punido caso esse prazo não seja respeitado.

5. Noticiário corporativo

A construtora e incorporadora imobiliária Moura Dubeux Engenharia, de Pernambuco, realiza uma oferta pública de ações avaliada em R$ 1,2 bilhão, com um preço de R$ 19,00 para o papel. A empresa fará sua estreia amanhã na B3, com o código MDNE3. A Moura Dubeaux atua em cinco estados do Nordeste, da Bahia ao Ceará. Já a TIM (TIMPE3), a Comgas (CGAS3) e a ROMI (ROMI3) publicaram balanços na noite de ontem. A TIM informou lucro líquido de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, uma expansão de 28,7% sobre igual período do ano anterior.

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(Com Agência Estado e Bloomberg)