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Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta quarta-feira

Agenda econômica é movimentada com Fomc nos EUA e IPCA no Brasil na véspera de feriado da B3

Os principais indicadores do mercado acionário global operam com leve queda nesta quarta-feira. A expectativa é em torno da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre política monetária, que será divulgado às 15h (horário de Brasília), enquanto o Brasil divulgará os dados do IPCA de maio na véspera do feriado na B3.

Os investidores também repercutem as projeções da OCDE para a economia global. A expectativa é de uma retração da economia global de 7,6% caso ocorra uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus. Se não houver uma segunda onda, a contração é de 6%, mas com a recuperação a níveis pré-crise só no final de 2021.

No Brasil, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se mostrou favorável ao uso das provas das investigações das fake news nas ações contra Jair Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Já no cenário corporativo, BR Distribuidora adia pagamentos de proventos e a Azul mostra maior demanda em maio.

1. Bolsas mundiais

Os principais indicadores do mercado acionário global operam com leve queda nesta quarta-feira. A expectativa é em torno da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre política monetária.

Os futuros do Dow Jones caem 0,40% e os do S&P 500 registram pequena desvalorização de 0,22%.

A decisão sobre os juros será divulgada às 15h (horário de Brasília). A expectativa é de manutenção da taxa na faixa de zero a 0,25% ao ano. No entanto, o Fed irá anunciar também as revisões de suas projeções econômicas.

Na sequência, o presidente autoridade monetária, Jerome Powell, irá conceder uma entrevista coletiva e se espera uma sinalização sobre o prazo de duração das atuais medidas de estímulo.

“O Fed ofereceu uma quantidade substancial de apoio à economia dos EUA após a crise causada pela Covid. As expectativas são por mais acomodação para serem estendidas através do programa de compra de títulos, algum tipo de controle da curva de juros ou talvez outro canal”, disse, à Bloomberg, Siobhan Redford, analista do Firstrand Bank.

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Essa expectativa também influencia os mercados na Europa. O Dax, de Frankfurt, recua 0,87%.

Na Ásia, o índice Sanghai SE caiu 0,42% e o Hang Seng Index, de Hong Kong, ficou praticamente estável, com uma pequena variação negativa de 0,03%. Já o Nikkei 225, de Tóquio, subiu 0,15%.

Veja o desempenho dos mercados, às 7h36 (horário de Brasília):

Nova York
*S&P 500 Futuro (EUA), -0,22%
*Nasdaq Futuro (EUA), +0,14%
*Dow Jones Futuro (EUA), -0,40%

Europa
*Dax (Alemanha), -0,87%
*FTSE 100 (Reino Unido), -0,55%
*CAC 40 (França), -0,61%
*FTSE MIB (Itália), -0,97%

Ásia
*Nikkei 225 (Japão), +0,15% (fechado)
*Hang Seng Index (Hong Kong), -0,03% (fechado)
*Shanghai SE (China), -0,42% (fechado)

*Petróleo WTI, -2,77%, a US$ 37,86 o barril
*Petróleo Brent, -2,23%, a US$ 40,26 o barril
*Bitcoin, US$ 9.748, +0,66%

*Cotação do minério de ferro à vista no porto em Qingdao (pureza de 62%): queda de 1,2%, a US$ 103,85 a tonelada

2. Agenda econômica

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A principal divulgação do dia vem dos Estados Unidos. O Federal Reserve (Fed, o bc americano) anuncia às 15h (horário de Brasília) sua decisão sobre taxa de juros. Às 15h30, Jerome Powell concede entrevista coletiva.

Ainda nos Estados Unidos, será divulgado o IPC de maio, às 9h30. Também serão conhecidos os dados sobre os pedidos de hipoteca. Às 11h30, é a vez da publicação dos níveis do estoque de petróleo.

No Brasil, o principal indicador será conhecido às 9h, com o IBGE publicando a inflação de maio medida pelo IPCA. O IPCA deve ter ficado em 1,79% na comparação anual, menos da metade do centro da meta, segundo estimativa mediana em pesquisa Bloomberg, depois de ter sido de 2,40% na medição anterior
Na comparação mensal, o dado deve apontar deflação de 0,46%, contra deflação de 0,31% na medição anterior.

O professor da Fipecafi, instituição ligada à FEA-USP, Samuel Durso, afirma que prosseguiremos em deflação; ele possui uma previsão de deflação de 0,45% em maio. “Os alimentos terão alta, por conta do consumo ainda ser forte, mas produtos exportados podem faltar para os brasileiros, já que há grande exportação com a desvalorização do real.

Amanhã, quando não haverá negócios na B3, os ministros das finanças da área do euro se reúnem para discutir o pacote de recuperação da UE e a sucessão da presidência do Eurogrupo.

3. Cenário político

No cenário político, o Ministério Público Eleitoral se manifestou favorável ao compartilhamento de provas do inquérito das fake news com as ações contra o Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A manifestação ocorreu após um pedido do PT, que pede a impugnação da coligação de Bolsonaro por abuso eleitoral no pleito de 2018.

Começou na terça-feira o julgamento das ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas. Não há uma nova data definida para a retomada do julgamento.

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As ações foram ingressadas pela coligação “Vamos Sem Medo de Mudar o Brasil” (Psol/PCB), do então candidato Guilherme Boulos, e pela coligação “Unidos para Transformar o Brasil” (Rede/PV), da então candidata Marina Silva. Os autores alegam que hackers atacaram um grupo de Facebook e acabaram beneficiando a chapa eleita.

4. OCDE

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou as projeções de crescimento para 2020. Além do cenário de forte contração, a organização espera ainda a maior perda de renda da população em mais de cem anos e uma lenta recuperação.

A expectativa é de uma retração da economia global de 7,6% caso ocorra uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus, que já contaminou mais de 7,3 milhões de pessoas em todo o mundo. Se não houver uma segunda onda, a contração é de 6%, mas com a recuperação a níveis pré-crise só no final de 2021.

Para o Brasil, a OCDE prevê uma retração de até 7,4%, mas que pode chegar a 9,1% caso ocorra uma segunda onda de contágio pelo coronavírus.

5) Panorama corporativo

A atenção no ambiente corporativo está voltada para o ritmo de recuperação da atividade econômico em meio ao fim das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do coronavírus.

A pandemia do novo coronavírus deve acelerar a expansão do ensino a distância na graduação, segundo reportagem do jornal “Valor Econômico”. A expectativa da consultoria Educa Insights é que as matrículas na modalidade on-line superem a presencial em 2022. Antes da pandemia, a expectativa é que isso fosse acontecer só em 2023. Segundo último levantamento do Ministério da Educação, referente ao ano de 2018, o ensino superior privado tem 4,5% milhões de alunos em cursos presenciais e 1,8 milhão na graduação online.

Já a companhia área Azul registrou uma alta da demanda em maio na comparação com abril. A empresa terminou o mês passado com 115 voos diários. Segundo a companhia, houve uma alta de 51,6% na demanda e de 44,8% na oferta. Já a taxa de ocupação das aeronaves ficou em 72%, alta de 3,2 pontos percentuais.

A empresa informou ainda que espera ampliar sua malha de operações no próximo mês. A expectativa é chegar a 240 decolagens diárias nos dias de maior demanda.

A BR Distribuidora anunciou que o pagamento dos juros sobre capital próprio (JCP), que seria realizado até o dia 30 de junho, foi adiado para até o dia 30 de dezembro de 2020. A medida já era esperada. A companhia reforçou que o adiamento tem caráter “precaucional, em face das incertezas trazidas pela atual conjuntura”.

 

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