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SÃO PAULO – A semana que terminou foi bastante agitada. Enquanto na segunda-feira o leilão de Libra disparou as ações da Petrobras (PETR3; PETR4), os outros dias tiveram temores com o calote da OGX Petróleo (OGXP3) derrubando as ações, enquanto notícias negativa na China prejudicaram os papéis da Vale (VALE3; VALE5).
Ainda nesta sexta-feira (25), a temporada de resultados chama a atenção do mercado, mesmo com as bolsas já encerradas. Os números apresentados pela Petrobras devem ter grande reflexo nos papéis no início da próxima sessão. Em relação à temporada de resultados, os próximos dias começam a ficar bastante agitados: entre os dias 28 de outubro e 1 de novembro serão divulgados 27 balanços.
Para o estrategista Hamilton Moreira Alves, do BB Investimentos, entre os destaques do período ficam os balanços do Itaú Unibanco (ITUB4), da TIM (TIMP3) – devido ao seu cenário de possível venda – e da Fleury (FLRY3) – também envolvida em notícias de venda da empresa). Porém, ele destaca o setor siderúrgico, um dos de maior participação no Ibovespa, como os que mais chamarão atenção.
Na quarta-feira (30), a Usiminas (USIM3; USIM5) divulga seu resultado, enquanto um dia depois será a vez da Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4). As duas companhias passam por um momento de fortes altas na bolsa, com ganhos que chegam a atingir mais de 50% desde julho. Segundo alguns analistas, a Usiminas deve voltar a registrar lucro neste trimestre.
Prazo final para a OGX
A próxima sexta-feira (1) será um dia bastante importante para a OGX, a petrolífera de Eike Batista que tem apresentado grandes oscilações na bolsa e que por ter grande participação no índice, 4,6%, acabam influenciando o índice. A próxima semana é o prazo final para que a empresa apresente uma solução para a dívida que tem com os credores.
Alves explica que o mercado trabalha basicamente com duas hipóteses para o caso: ou a companhia resolve seus problemas, provavelmente com a entrada de algum investidor para ajudar, e pode ver suas ações dispararem na bolsa. Ou então, pode declarar recuperação judicial, o que levará a empresa a sair do benchmark da bolsa, e deixaria de ter influência na oscilação do Ibovespa.
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“Apesar desses serem os dois cenário trabalhados, eu vejo o resultado, pelo menos por enquanto, diferente”, explica o estrategista. “O que eu acredito é que a OGX vai conseguir encontrar alguma forma de adiar esse prazo por mais algum tempo, como foi feito anteriormente, o que deixará a situação basicamente sem mudança”, afirma ele.
Fomc e indicadores nos EUA
Fora do ambiente de bolsa, as atenções devem ficar com os EUA, onde seguem as publicações de indicadores atrasados, além da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), que segue sem apresentar mudanças para o atual programa de estímulos ao país.
Para Alves, esta próxima reunião não deve ter grandes surpresas para o mercado: “a declaração deve se manter de que o país está crescendo de forma moderada, enquanto a decisão para a redução do QE3 deve ficar para o encontro de dezembro, ou mesmo apenas para 2014”, afirma.
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Ele explica que as atenções devem ficar para os indicadores que mais tem relação com as recentes declarações do Federal Reserve, como os dados da indústria e de emprego. “Mesmo com mudanças no cenário econômico, acredito que alterações devem ficar apenas para o próximo ano já que Bernanke sairá em janeiro. Ou seja, as decisões devem ficar nas mãos da nova líder do Fec, Janet Yellen”, afirma o estrategista.
Semana termina com China em destaque
No último dia da semana, as atenções ficarão com os dados na China. Sexta-feira (1) será a vez da publicação do PMI da indústria no país. Principalmente este ano, o indicador chamou bastante atenção dos investidores, já que vem mostrando menos força de crescimento em uma das maiores economias do mundo.
Alves explica que os dados do gigante asiático acabam tendo bastante influência em empresas voltadas para commodities, com atenção especial para a Vale. A mineradora possui a maior participação no Ibovespa, ou seja, caso ocorra algum movimento mais forte com seus ativos, o índice todo pode sofrer junto.