Orgânicos escapam ilesos da crise, afirma gerente do Sebrae

Motivo é que o setor não depende dos agroquímicos, ao contrário da agricultura convencional, que importa os insumos

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SÃO PAULO – A dificuldade enfrentada pela agricultura convencional do País, por conta da escassez de recursos ocasionada pela crise financeira, tem sido alvo de inúmeras matérias nos jornais e sites. De fato, o setor corre o risco de ser atingido pela turbulência, já que a maioria dos insumos agrícolas, especialmente herbicidas e inseticidas, são importados.

Mas o mesmo não deve acontecer com o mercado nacional de orgânicos. A opinião é do gerente de Agronegócios do Sebrae, Juarez de Paula.

Cenário para os orgânicos

Na abertura do 6º Biofach América Latina, na quinta-feira (23), em São Paulo, o gerente afirmou que o “mercado da agricultura orgânica, que não depende dos agroquímicos, não deverá ser atingido diretamente”, segundo informações da Agência Sebrae.

A teoria é corroborada pelo ex-ministro da Agricultura, Luis Carlos Guedes Pinto. Segundo ele, a comercialização desses produtos não está comprometida, porque são produtos de primeira necessidade. “A agricultura orgânica no País ainda é pequena e esse impacto não deverá ser grande”.

O ex-ministro aproveitou a ocasião para defender uma maior articulação do setor, visando à formação de uma visão integrada da cadeia de orgânicos. “Precisamos nos preocupar agora em explorar mecanismos que revelem as vantagens que a produção orgânica têm nos preços”.

Para ele, é igualmente importante o problema da certificação. Guedes lembrou da importância da credibilidade dos selos emitidos no País. “Tivemos problemas recentemente com certos selos de certificação. Essa desconfiança pode colocar em risco toda a produção”, completou.