Publicidade
SÃO PAULO – Os membros da Opep entraram em acordo durante reunião organizada nesta terça-feira. Sua oferta de petróleo seguirá em níveis elevados, com o intuito de segurar os preços. Mantidos os 28 milhões de barris ao dia no mercado internacional.
Ao final do evento, os representantes da organização anunciaram que a decisão foi unânime. Mesmo o Irã e a Venezuela, que haviam dado fortes indícios de corte na produção, afirmaram a vontade do todo.
Irã não comprometeu
A disputa entre os iranianos e a ONU (Organização das Nações Unidas) em torno de questões nucleares acendeu polêmica sobre o encontro desta terça. Analistas não descartavam que o segundo maior produtor da Opep poderia jogar com a redução na oferta e a liberdade no trato do urânio.
Contudo, o ministro do Petróleo iraniano reafirmou seu compromisso com o equilíbrio do mercado energético: “não misturamos petróleo com política”. E garantiu que o Irã não deixará de exportar.
Conter os preços
As projeções de menor demanda durante a primavera no hemisfério norte ficaram em segundo plano. Superando-as, a pressão exercida pelos grandes consumidores mundiais de energia, preocupados com os rumos da cotação do petróleo.
De acordo com o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, preços entre US$ 50 e US$ 60 por barril seriam satisfatórios para vendedores e compradores. Mas valores acima da banda prejudicariam o equilíbrio energético global.