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As opções semanais de ações, ETFs e BDRs apresentaram um salto de 165% no volume negociado em 2025, sinalizando uma guinada relevante no comportamento do investidor brasileiro. O movimento reflete não apenas uma evolução na estrutura de produtos da B3, mas também uma maior sofisticação nas estratégias de curto prazo.
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Em entrevista ao InfoMoney, Renato Munhoz, gerente de Derivativos de Equities da B3, explicou os fatores que impulsionaram essa adoção acelerada e por que a expectativa para 2026 é ainda mais otimista.
Viva do lucro de grandes empresas
- Adoção impulsionada pela liquidez
- ETFs ganham protagonismo nas semanais
- Demanda e estratégia caminham juntas
- Estratégias com mais precisão e flexibilidade
Adoção impulsionada pela liquidez
Desde o lançamento das opções semanais em 2024, a Bolsa vem ampliando gradualmente os tickers disponíveis, sempre com foco em garantir liquidez. Essa abordagem contribuiu para o crescimento constante da negociação, especialmente entre investidores pessoa física. “O que passa pelas pessoas físicas é bem relevante, mas a gente também teve institucionais aderindo cada vez mais a esse produto”, afirma Munhoz.
Além disso, a B3 atuou em várias frentes para fomentar o mercado: educacional, divulgação e formadores de mercado. Essa combinação de esforços contribuiu diretamente para o amadurecimento do segmento. “Isso em conjunto garantiu, então, o crescimento do produto”, explica.
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ETFs ganham protagonismo nas semanais
Outro destaque foi o crescimento das opções de ETFs dentro do universo de semanais. Segundo Munhoz, esse subsetor já representa metade do volume negociado nas opções semanais, o que demonstra o avanço também na busca por ativos diversificados. “Até no mercado à vista de ETFs, a gente tem visto um crescimento muito acelerado. Nas opções não é diferente”, observa o executivo da B3.
O crescimento das opções semanais não apenas se sustentou, como ganhou força ao longo do tempo. Em 2025, a média diária negociada foi de R$50 milhões, mas os números saltaram no mês de dezembro. “Só para ter uma ideia, dezembro teve uma média de R$77 milhões por dia nas semanais, e janeiro já fechou com R$113 milhões”, afirma Munhoz, revelando o ritmo impressionante de adesão.
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Demanda e estratégia caminham juntas
A expansão do número de ativos elegíveis para vencimento semanal foi guiada tanto por uma estratégia ativa da B3 quanto por demandas específicas do mercado. A liberação dos ativos seguiu critérios de liquidez e interesse demonstrado por corretoras e investidores. “O aumento dos ativos foi impulsionado por demanda de mercado. A gente foi liberando aos poucos, conforme a gente recebia aquela demanda de clientes finais”, explica Munhoz.
Ao mesmo tempo, a Bolsa também monitorou ativamente os papéis com maior destaque nas opções mensais, para avaliar a viabilidade de incluir vencimentos mais curtos. “Sempre se preocupando com o quesito também de ter liquidez. Garantir que, ao lançar os novos tickers, teríamos formador de mercado em tela para garantir preço”, conclui.
Estratégias com mais precisão e flexibilidade
No cenário atual, as opções semanais permitem uma diversidade de usos — desde proteção até especulação — com a vantagem adicional da flexibilidade no timing. “O que os vencimentos semanais trouxeram foi principalmente essa flexibilidade de você poder fazer ali trades mais precisos, mais específicos”, afirma Munhoz.
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A B3 observa que as estratégias com foco em volatilidade, divulgação de resultados e eventos econômicos são cada vez mais frequentes. “A gente tem visto realmente aqui um mix de todos esses cenários, não tem um assim predominante que a gente vê, diferentes de alguns outros produtos que isso é mais claro”, conclui.
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