Reservatórios

ONS eleva previsão de ENA para 102% na região Sudeste/Centro-Oeste em maio

Confirmada a projeção, o nível dos reservatórios chegará ao dia 31 de maio com o equivalente a 36,7% da capacidade de armazenamento

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O Operador Nacional do Sistema (ONS) elétrico divulgou nesta sexta-feira, 15, a segunda revisão das estimativas de volume de chuva e nível de reservatório para o mês de maio, e pela segunda vez consecutiva as indicações são mais favoráveis do que aquelas previstas inicialmente. A Energia Natural Afluente (ENA) da região Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento de água do Brasil, deve ser equivalente a 102% da média histórica para meses de maio. O número supera a previsão inicial, que indicava afluência equivalente a 93% da média de longo termo (MLT), e também os 100% da média histórica previstos na primeira revisão para o mês.

Confirmada a projeção, o nível dos reservatórios chegará ao dia 31 de maio com o equivalente a 36,7% da capacidade de armazenamento, 0,2 ponto porcentual acima da marca divulgada na semana passada e 0,5 ponto porcentual superior à previsão inicial divulgada no final de abril. Na quinta-feira, 13, os reservatórios da região armazenavam o equivalente a 35,39% da capacidade, mais de um ponto porcentual acima da marca de 34,24% apurada uma semana antes.

Maio é o primeiro mês do chamado período seco, que vai até outubro. Para que não haja risco de desabastecimento de energia em 2015, o nível dos reservatórios não pode cair abaixo de 10%. No início de maio, o diretor geral do ONS, Hermes Chipp, informou que esse nível de segurança estará garantido se as afluências na temporada de seca forem equivalentes a no mínimo 66% da média histórica no período para a região Sudeste/Centro-Oeste.

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Em contrapartida à previsão mais positiva para a região Sudeste, as projeções para a região Sul apresentaram deterioração importante na última semana. O ONS revisou a previsão de ENA de 107% da MLT para 65% da média histórica em meses de maio. A previsão inicial indicava 115% da MLT. Com isso, o ONS também ajustou a estimativa de água armazenada nos reservatórios ao final do mês de 44,7% para 33,2% da capacidade. Ontem, os reservatórios armazenavam 31,39% do volume possível.

No caso da região Nordeste, a ENA deve ser equivalente a 63% da média histórica, acima dos 59% previstos uma semana atrás, mas ainda abaixo da previsão inicial de 67% da média histórica de maio. Os reservatórios, dessa forma, terminarão o mês com o equivalente a 27,2% da capacidade de armazenamento, superior aos 26,8% previstos uma semana atrás e praticamente estável em relação aos 27,29% registrados ontem.

Chipp afirmou, dez dias atrás, que a margem de segurança das operações dos reservatórios na região Nordeste será garantida se o nível de afluências for equivalente a no mínimo 77% da média histórica durante o período seco. Justamente por conta do número mais elevado e do menor volume de chuvas, o diretor do ONS salientou que a situação do Nordeste é mais preocupante do que a da região Sudeste/Centro-Oeste e por isso o operador decidiu reduzir a defluência na bacia do São Francisco.

Na região Norte, aquela que apresenta a situação mais confortável neste momento, a ENA esperada para maio é equivalente a 112% da MLT, uma elevação importante em relação aos 82,5% previstos na semana passada. O ONS acredita que os reservatórios fecharão o mês com 82,8%, número semelhante aos 82,5% previstos na sexta-feira passada. Dados referentes a ontem indicam que os reservatórios operavam com 82,18% da capacidade.

O boletim semanal divulgado nesta sexta-feira pelo ONS também aponta que a carga brasileira deve atingir 61.546 MW médios em maio, o que representaria uma queda de 2% em relação a maio do ano passado. Na semana passada, o ONS trabalhava com uma expectativa de queda de 0,9% e carga de 62.286 MW. A primeira estimativa para maio sugeria uma alta de 0,9% e carga de 63.409 MW médios.

A queda na comparação entre meses de maio reflete a previsão mais fraca de consumo na região Sudeste. A carga esperada para o principal centro demandante de energia é de 35.789 MW médios, queda de 4,5% em relação a maio do ano passado. Na semana passada, o ONS previa retração de 2,3%, o que já era mais adverso do que a retração de 0,3% prevista inicialmente.

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Para a região Sul, o ONS reduziu a previsão de carga de uma retração de 0,5% para queda de 0,9%. A previsão para a região Nordeste foi elevada novamente, agora de 5,1% para 6%. Na primeira revisão o número já havia subido em relação aos 4,6% previstos inicialmente. Já na região Norte, a carga esperada foi reduzida de -2,3% para -1,7%.

CMO
O ONS também divulgou nesta sexta-feira o Custo Marginal de Operação (CMO) no período de 16 a 22 de maio para os quatro subsistemas do País. Nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o indicador foi elevado em 7,1%, de R$ 412,51/MWh para 442,06/MWh. Na região Nordeste, o indicador passou de R$ 424,37/MWh para iguais R$ 442,06/MWh, elevação de 4,2%. Na região Norte, o indicador foi elevado em 15,8%, de R$ 92,96/MWh para R$ 107,69/MWh.

Como o CMO é o balizador para o preço de liquidação das diferenças (PLD), e como há um limite no valor do PLD ao teto de R$ 388,48/MWh, ainda não são esperadas mudanças no valor do PLD para a próxima semana nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Nordeste. No caso da região Norte, o número deverá continuar abaixo do teto do PLD. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) é a responsável pela divulgação do indicador.