Fusão

Omega Energia (MEGA3): Em primeiro dia após reestruturação, papéis recuam 3,1%

No primeiro momento, mercado viu a fusão entre as companhias irmãs com bons olhos, com papéis subindo

Por  Equipe InfoMoney -

Esta segunda-feira (27) marcou a estreia da nova Omega Energia (MEGA3) na bolsa de valores brasileira. As ações da companhia, que é resultado de uma fusão entre Omega Geração e Omega Desenvolvimento, fecharam com queda 3,13%, cotadas a R$ 11,80.

A empresa combinada está listada no Novo Mercado e pretende ultrapassar 4,5 mil MW em geração renovável operacional até dezembro de 2024.

Os acionistas da Omega Geração, que deixou de ser negociada na B3 na última semana, receberam 2,263 novas ações ordinárias da Omega Energia para cada ação da companhia que foi incorporada. Como resultado, após a combinação dos negócios, a empresa passou a representar 81,51% da Omega Energia.

A operação, para ser finalizada, sofreu diversos reveses. Acionistas das duas companhias demoraram para chegar a um acordo sobre quanto cada uma valia. No final, a Omega Geração conseguiu se valorizar frente ao braço de desenvolvimento, com esta chegando a um valor implícito de R$ 1,784 bilhão, ante R$ 1,966 bilhão nas primeiras negociações.

Apesar de queda, movimentação da Omega Energia foi bem vista pelo mercado

A notícia foi bem recebida pelo mercado financeiro, com as ações subindo no dia da aprovação dos acionistas. Apesar da queda de hoje, na data da proposta, no começo de outubro, os papéis avançaram quase 3%.

A Levante Investimentos, na ocasião, apontou para as sinergias possíveis, apesar de pontuar que a Omega Desenvolvimento possui mais riscos de execução do que a companhia de geração. “Os minoritários da Omega Geração investem atualmente em um veículo que detém apenas projetos operacionais, com energia já comercializada. Logo, é uma empresa com previsibilidade financeira e menores riscos operacionais, exigindo também uma menor taxa de retorno”, comentaram.

Já o Itaú BBA avaliou como positiva a aprovação da fusão entre as companhias, uma vez que deve melhorar a governança corporativa da empresa e permitir que o grupo cresça em um ritmo mais rápido e com maior rentabilidade.

A XP, por fim, apontou que o acordo destravará valor por meio de potenciais sinergias no valor de R$ 1 bilhão.

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