Oi, TIM e Vivo podem ser multadas; Petrobras e resultados são destaques

Oi, TIM e Vivo podem ser multadas, segundo coluna Radar; Investigação dos EUA sobre Petrobras preocupa Planalto

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SÃO PAULO – O radar do investidor desta terça-feira (11) segue agitado no mercado brasileiro. Entre os destaques, as investigações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e SEC, principal reguladora do mercado de capitais americano, sobre irregularidades na Petrobras (PETR3; PETR4) estaria preocupando o governo Dilma, informou a Folha de S. Paulo. 

Segundo o jornal, as preocupações são por causa dos impactos econômico e financeiro negativos do funcionamento da estatal brasileira. Além de multas e indenizações pesadas, com risco de pedido de prisão de executivos, a imagem da governança da Petrobras no exterior pode ficar abalada a partir do que for apurado la fora. Conforme a Folha apurou, a Petrobras, Polícia Federal e o Ministério da Justiça não foram notificados sobre a investigação criminal que teria sido aberta pelo órgão americano, revelada pelo jornal britânico Financial Times.

Oi, TIM e Vivo
A Secretaria Nacional do Consumidor instaurou processo administrativo contra a Oi (OIBR4), TIM (TIMP3) e Vivo (VIVT4) por cobrança indevida e venda irregular de serviços adicionais. Se condenadas, as teles poderão pagar multas de até R$ 7,4 milhões, informou a coluna Radar, da Veja. 

Oi
O Conselho de Administração da operadora de telecomunicações Oi disse na noite de segunda-feira que a oferta pública de aquisição (OPA) da empresária angolana Isabel dos Santos pela Portugal Telecom SGPS era “inaceitável” por promover mudanças nos termos de sua fusão com a companhia portuguesa. 

O Conselho afirmou ter decidido por unanimidade rechaçar quaisquer propostas para alteração dos termos da união com a Portugal Telecom SGPS, reforçando posição da diretoria da Oi divulgada mais cedo no mesmo dia de considerar “descabida” qualquer mudança nesse sentido.

Telefônica
A Telefônica Brasil, líder em telefonia móvel no Brasil com a marca Vivo, viu avanço anual de 34,5% no lucro do terceiro trimestre, a R$ 1,022 bilhão, beneficiada por menor depreciação e ganhos fiscais no período.

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Já a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve avanço de 7% sobre o mesmo trimestre do ano passado, a 2,548 bilhões de reais. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 2,57 bilhões e lucro líquido de R$ 932 milhões, segundo pesquisa da Reuters.

Embraer
A Azul, terceira maior empresa aérea do Brasil, pode adiar ou cancelar encomendas de jatos regionais da Embraer (EMBR3) se o Congresso Nacional aprovar um projeto sobre aviação regional, disse o presidente-executivo da companhia à Reuters na segunda-feira. 

As mudanças propostas para um projeto de lei elaborado pela presidente Dilma Rousseff tiraria vantagem competitiva de jatos feitos pela Embraer em rotas regionais que o governo quer incentivar.

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Abril Educação
A Abril Educação (ABRE11) ampliou o prejuízo no terceiro trimestre na comparação anual, mas afirmou que espera iniciar 2015 com metas “mais agressivas”. A empresa teve prejuízo líquido após a participação de minoritários de R$ 18,7 milhões no período, ante resultado negativo de R$ 15,1 milhões um ano antes. 

De julho a setembro, as despesas financeiras subiram a R$ 38,1 milhões, ante R$ 28 milhões um ano antes. No segundo trimestre, a Abril Educação fez uma provisão para reestruturação de R$ 27,9 milhões referentes a gastos não recorrentes. Desse montante, já foram realizados R$ 18,2 milhões, informou a empresa.

Usiminas
A ação Ternium para responsabilizar judicialmente o presidente do conselho de administração da Usiminas (USIM5) sobre a demissão do alto escalão de executivos da siderúrgica brasileira é descabida, afirmou nesta segunda-feira o presidente do conselho de administração da produtora de aço, Paulo Penido. 

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O grupo latino-americano anunciou na quinta-feira que “vai adotar todas as medidas judiciais cabíveis para promover a responsabilização de Paulo Penido nesta manobra ilegal de destituição de Julián Eguren, Paolo Bassetti e Marcelo Chara”.

Marcopolo
O lucro líquido da fabricante de ônibus Marcopolo (POMO4) caiu mais de 30% no terceiro trimestre, na comparação anual, pressionado por despesas financeiras maiores. 

A empresa divulgou nesta segunda-feira lucro líquido de R$ 56,7 milhões entre julho e setembro, 34,8% menor em relação aos R$ 86,9 milhões um ano antes.