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Prejuízo da Oi cai a R$ 2,63 bi e Cogna tem perdas de R$ 1,29 bi com impairment; lucro da Cyrela salta 1.244% e mais balanços

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (13)

(Foto: Reprodução)
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SÃO PAULO – Na sessão desta sexta-feira (13), o mercado deve repercutir o noticiário corporativo mais uma vez movimentado com a divulgação de diversos resultados, com destaque para Oi, B3, Natura & Co, Sabesp, entre outros destaques. Confira abaixo:

Oi (OIBR3;OIBR4)

A Oi, em recuperação judicial, registrou prejuízo líquido atribuível aos controladores de R$ 2,63 bilhões no terceiro trimestre de 2020, 54,1% abaixo do prejuízo líquido de R$ 5,74 bilhões obtido no mesmo trimestre de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) subiu 6,4% no período, a R$ 1,46 bilhão, frente o R$ 1,37 bilhão na mesma base de comparação.

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A receita líquida total somou R$ 4,70 bilhões, 5,9% menor frente os R$ 5 bilhões do mesmo período de 2019.

A dívida líquida foi de R$ 21,2 bilhões, 44,4% acima da dívida líquida de R$ 14,7 bilhões do mesmo período do ano passado.

O Bradesco BBI afirmou que o faturamento bruto da Oi no terceiro trimestre superou em 0,8 pontos percentuais suas expectativas. O Ebitda ajustado de 6,4% ficou abaixo de sua estimativa em 3,5 pontos percentuais.

O banco avalia que os resultados são um sinal de que a Oi está caminhando na direção certa, em especial na expansão da fibra ótica, elevando a receita média por cliente acima de suas expectativas. O Bradesco avalia que a fibra ótica deve impulsionar crescimento sustentável no faturamento nos próximos anos, além de expansão da margem.

Além disso, o banco diz que está confiante na capacidade da gestão da Oi, e avalia que os resultados positivos no terceiro trimestre podem fazer com que investidores prestem mais atenção a suas operações e sua recuperação financeira.

O Bradesco mantém a avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 3,10, frente os R$ 1,69 atuais.

Cogna (COGN3)

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A Cogna teve prejuízo líquido de R$ 1,29 bilhão no terceiro trimestre, revertendo lucro de R$ 20 milhões um ano antes, sendo impacto pelo reconhecimento de perda no valor recuperável de ativos na Saber e na divisão de outros negócios, além da baixa de imposto de renda diferido.

Em termos ajustados, o prejuízo foi de R$ 162,9 milhões, revertendo lucro de R$ 135 milhões de um ano antes, com piora no resultado operacional e aumento de provisões, entre outros fatores, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.

A receita líquida, por sua vez, teve baixa de 17,1% na comparação anual, para R$ 1,256 bilhão, refletindo pressões de receita no ensino superior, que foram parcialmente compensadas pelas vendas iniciais ao ciclo de 2021 do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

O Ebitda foi negativo em R$ 610 milhões, ante dado positivo de R$ 511,5 milhões em igual período de 2019, com a margem Ebitda também negativa em 48,6%, de margem positiva de 33,7% um ano antes.

Em termos recorrentes, o Ebitda teve baixa de 50,5%, a R$ 229,3 milhões de reais, afetado pela queda de receita e do aumento no volume de provisionamento no ensino superior (derivados dos efeitos da pandemia). A margem Ebitda recorrente foi de 30,5% para 18,3%.

A geração de caixa operacional pós capex ficou positiva em R$ 183 milhões, representando conversão de 80% do Ebitda recorrente, em função, segundo a companhia, da melhor arrecadação no ensino superior e da redução do capex e investimentos em expansão.

A Kroton captou 178.981 novos alunos, baixa de 2% frente ao segundo semestre de 2019, com o crescimento de 32% na captação do ensino digital sendo compensada por forte queda na demanda por ensino presencial (-61%).

Na Vasta, a receita de subscrição no ciclo comercial encerrado em setembro teve alta de 18%, a 692 milhões de reais, 3% inferior ao valor de contrato anual (ACV) anunciado no começo do ano. Até a data de hoje, fechou contratos para o ano letivo 2021 de 835 milhões de reais, alta de 21% ante receita de subscrição reconhecido em 2020 (4T19 a 3T20).

B3 (B3SA3

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Beneficiada pelo atual cenário de juros baixos no país e aumento da educação financeira, que gerou uma onda de investidores pessoas físicas na Bolsa brasileira, a B3 registrou um aumento de 57,9% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2020, na comparação anual, para R$ 1,136 bilhão. Desde o começo do ano, a base de investidores de varejo na B3 cresceu 84% e atingiu 3,1 milhões de contas em setembro.

“A manutenção dos altos volumes negociados em nossas plataformas contribuiu com um sólido desempenho financeiro e geração de caixa robusta durante o terceiro trimestre”, afirmou a operadora da Bolsa brasileira. “O crescimento das receitas combinado com disciplina na gestão de despesas resultou em crescimento das nossas margens, refletindo a nossa alavancagem operacional”, completou.

A receita líquida da companhia ficou em R$ 2,289 bilhões entre julho e setembro deste ano, um aumento de 49,6% sobre o mesmo período de 2019. Enquanto isso, as despesas da empresa caíram em 4,3%, na mesma base de comparação, para R$ 648,5 milhões.

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Já o Ebitda recorrente da B3 saltou 50,1% no terceiro trimestre de 2020, frente a igual período do ano passado, totalizando R$ 1,666 bilhão. A margem Ebitda recorrente (relação percentual entre o Ebitda e a receita líquida) passou de 72,5% para 79,2%.

“Em linha com nosso objetivo de ter uma estrutura de capital adequada para a companhia, realizamos em agosto, emissão de debênture no mercado local de R$ 3,55 bilhões e, em julho, liquidamos o Global Bond 2020, de US$612 milhões, chegando a um endividamento bruto de 1,2x Ebitda recorrente”, destacou a B3.

“Além disso, nesse trimestre encerramos, por meio de um acordo no valor de R$ 140 milhões, a discussão jurídica com a Massa Falida da Spread Corretora. Para esse litígio, havia uma provisão de R$ 379 milhões em nosso balanço (em 30/06/2020), e o encerramento da ação trouxe impacto em diversas linhas do nosso resultado”, completou.

A B3 reduziu sua projeção de endividamento para 2020, que passou a ser de até 1,2x Dívida Bruta/Ebitda recorrente dos últimos 12 meses — antes, era de até 1,5x. Em 2019, foi de 1x.

As demais projeções da empresa para este ano foram mantidas, como a distribuição do lucro aos acionistas entre 120% e 150% do lucro líquido societário. Em 2019, foi de 130%.

Natura & Co (NTCO3)

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A Natura &Co registrou lucro líquido de R$ 377,7 milhões no terceiro trimestre de 2020, o número é praticamente estável em relação ao apresentado um ano antes, R$ 376,8 milhões.

O Ebitda do grupo ficou em R$ 1,457 bilhão, alta de 32,8%. E a receita líquida atingiu R$ 10,4 bilhões, uma alta de 31,7%.

O grupo também informou em fato relevante que voltou a projetar as sinergias com a Avon entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões, entre 2020 e 2024. “O valor estimado não compreende os custos para a implementação das iniciativas atreladas a essas sinergias, os quais são estimados por Natura &Co em aproximadamente US$ 190 milhões ao longo do mesmo período de 2020 a 2024”, diz o comunicado da empresa.

No release de resultados, a empresa diz que as sinergias de custo da integração da Avon ficaram em US$ 17,6 milhões no terceiro trimestre de 2020, acima das estimativas. “Os resultados alcançados neste trimestre estão relacionadas principalmente a sinergias administrativas e de suprimentos, incorrendo em custos de captura de US$ 11,5 milhões”, diz o Grupo.

A Natura &CO termina o trimestre com R$ 8 bilhões em posição de caixa.

Cyrela (CYRE3)

A incorporadora paulistana Cyrela Brazil Realty, da família Horn, teve lucro líquido de R$ 1,403 bilhão no terceiro trimestre de 2020, montante 13,5 vezes (ou 1.244,4%) maior do que o lucro de R$ 104 milhões no mesmo período de 2019.

O resultado foi recorde na história da companhia e acabou impulsionado, principalmente, pelos ganhos de R$ 1,153 bilhão oriundos das ofertas iniciais de ações (IPOs) das incorporadoras Lavvi, Cury e Plano & Plano.

Já o lucro líquido ajustado, que exclui o ganho com os IPOs, foi de R$ 250 milhões, o que representa um aumento de 140% na mesma base de comparação anual.

Mesmo sem os ganhos com as operações na Bolsa, a Cyrela se beneficiou do aumento dos lançamentos e das vendas nos últimos trimestres, com avanço expressivo na receita e diluição de custos, levando a margens mais altas.

A margem bruta subiu 2,3 pontos porcentuais, para 32,5%. A receita líquida cresceu 59,6%, para R$ 1,164 bilhão. Os lançamentos foram de R$ 1,893 bilhão, alta de 52%. E as vendas, de R$ 1,822 bilhão, aumento de 56,4% – conforme há havia mostrado o relatório operacional prévio.

A incorporadora também reportou no trimestre impacto negativo de R$ 24 milhões devido às contingências judiciais, pagos em despesas gerais e administrativas.

A Cyrela chegou ao fim do terceiro trimestre com dívida bruta de R$ 2,432 bilhões, recuo de 2,6% ante o fim do segundo trimestre. Nesse período, as disponibilidades em caixa subiram 39,7%, para R$ 2,396 bilhões. Como resultado, a dívida líquida encolheu 95,4%, para apenas R$ 36 milhões.

O lucro líquido ajustado da Cyrela, de R$ 250 milhões, foi 131% maior do que a média das estimativas de quatro instituições financeiras (BTG Pactual, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander) consultadas pelo Prévias Broadcast, que apontava para R$ 109 milhões. A receita da companhia, de R$ 1,164 bilhão, superou em 19% as expectativas de R$ 981 milhões.

Moura Dubeux (MDNE3)

A incorporadora Moura Dubeux teve um lucro líquido de R$ 14,9 milhões no terceiro trimestre, revertendo parte do prejuízo de R$ 95,2 milhões no trimestre anterior. No terceiro trimestre de 2019 a empresa teve um prejuízo de R$ 20,6 milhões.

Já o Ebitda Ajustado da companhia foi de R$ 13,1 milhões, contra o Ebitda negativo de R$ 19,9 milhões no mesmo período em 2019. O indicador de geração de caixa havia ficado em R$ 88,8 milhões negativos no trimestre anterior.

Por fim, a receita no trimestre foi de R$ 198,5 milhões, número 342,5% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. No segundo trimestre a receita da companhia havia sido de R$ 58,1 milhões.

Outro destaque no período foi a redução do endividamento. A dívida líquida ficou em R$ 56 milhões no terceiro trimestre de 2020, depois de bater R$ 121,1 milhões no segundo trimestre. O múltiplo dívida líquida dividido pelo patrimônio líquido caiu de 12,2% para 5,6%, uma queda de 6,7 pontos percentuais.

Centauro (CNTO3)

A rede varejista Centauro teve prejuízo líquido de R$ 33,251 milhões no terceiro trimestre de 2020, revertendo a marca positiva de R$ 38,413 milhões vista um ano antes, de acordo com balanço divulgado há pouco. O Ebitda do período foi de R$ 31,004 milhões, queda de 73,5% sobre os R$ 117,076 milhões do mesmo período de 2019. A margem Ebitda ficou em 5,4%, queda de 13,4 pontos porcentuais na comparação anual.

A receita líquida da empresa entre julho e setembro foi de R$ 569,039 milhões, queda de 8,4% sobre o ano passado. A Centauro destaca o crescimento de 104,9% na receita de plataformas online, a R$ 209,535 milhões, o que abateu parcialmente a queda de 30,7% nas receitas de lojas físicas (R$ 359,504 milhões).

“Apenas em setembro todas as lojas da companhia se encontravam reabertas durante todos os dias do mês mas ainda com restrições de horário de funcionamento dos shoppings e experimentação limitada”, comenta a varejista. O volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) consolidado da Centauro nas plataformas online foi de R$ 296,4 milhões no trimestre, crescimento de 120,3% sobre o mesmo período 2019.

O resultado financeiro da Centauro foi de R$ 31,155 milhões negativos no trimestre, piora ante as despesas de R$ 13,899 milhões de 2019. A empresa diz que houve um aumento de despesas financeiras no trimestre devido aos esforços realizados para reforço de caixa no início da pandemia. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 80,247 milhões, aumento de 97,1% sobre 2019, com iniciativas para melhora de capital de giro durante a pandemia.

A empresa terminou setembro com saldo de caixa líquido de R$ 850,787 milhões, refletindo as novas dívidas e o ‘follow on’ da companhia, operações realizadas para reforçar o caixa durante a pandemia e para financiar eventuais transações. Os investimentos somaram R$ 44,522 milhões no trimestre, aumento de 5,4% sobre 2019, com a retomada dos projetos de reforma de lojas e novas contratações.

O Bradesco BBI afirmou que os resultados da Centauro no terceiro trimestre estão em linha com suas expectativas para a receita, e com lucros maiores do que havia estimado.

A receita total voltou a ter margem bruta próxima a níveis normais. As lojas físicas estão se recuperando em ritmo mais lento do que outras empresas acompanhadas pelo Bradesco, mas isso é compensado pelos canais online, que tiveram alta de 120% no volume.

Clientes foram encorajados a utilizar o aplicativo da empresa para acessar promoções, o que garante maior lealdade do que o uso de mecanismos de busca, avalia o banco. A empresa enfrenta um grande número de promoções em seu setor, o que é um desafio. Mas o banco destaca que as margens brutas voltaram a níveis próximos ao normal em setembro.

O Bradesco BBI destaca que a Centauro está voltando a ampliar investimentos, e avalia a empresa como bem posicionada no mercado de itens esportivos no Brasil, que é fragmentado. O banco mantém a avaliação como neutra, com preço-alvo de R$ 36, frente os R$ 27,15 atuais.

Ser (SEER3)

A Ser Educacional registrou prejuízo líquido ajustado de R$ 1,301 milhão no terceiro trimestre deste ano, revertendo o ganho de R$ 36,185 milhões obtidos em igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado somou R$ 54,816 milhões no mesmo trimestre, queda de 19,8% sobre o intervalo entre julho e setembro de 2019. A margem Ebtida ajustada passou de 23,6% para 20,3% no terceiro trimestre de 2020.

Entre o terceiro trimestre de 2019 e o terceiro trimestre de 2020, a receita líquida caiu 6,7%, para R$ 269,454 milhões, impactada pelos efeitos da covid-19 que geraram aumento das taxas de evasão durante o ano e prolongaram o processo de captação e rematrículas para o mês de outubro, “o que significa que parte do reconhecimento de mensalidades desse trimestre ocorrerá no quarto trimestre”, informou a Ser.

O grupo educacional apresentou resultado financeiro negativo de R$ 32,768 milhões, alta de 50,7% em relação a igual época de 2019, quando atingiu resultado negativo de R$ 21,750 milhões.

O grupo, que é dono de universidades como UNG (Guarulhos-SP) e Uninassau (presente em todos os Estados do Nordeste, no Distrito Federal, em Belém-PA e em Manaus-AM), afirma que conseguiu aumentar a sua base de alunos apesar da pandemia do novo coronavírus.

A base total de alunos alcançou 181,9 mil alunos no terceiro trimestre, avanço de 12,4% na comparação com o mesmo trimestre em 2019, em função do crescimento da base de alunos no segmento de graduação presencial, em decorrência principalmente do crescimento orgânico da base de alunos de ensino à distância (EAD), que ultrapassou a marca de 50 mil alunos no trimestre e da aquisição da Uninorte. “Se considerarmos a comparação entre outubro de 2020 e 2019, a base total de alunos apresentou crescimento de 17,2%”, apontou a empresa.

A captação de alunos de graduação e pós-graduação presencial e EAD totalizou 41,1 mil alunos, expansão de 12,0% na comparação com o terceiro trimestre de 2019, com destaque para o crescimento de 52,0% no segmento de EAD.

Biosev (BSEV3)

A Biosev, braço sucroenergético do Grupo Louis Dreyfus, reportou lucro líquido (ex-IFRS 16) de R$ 436,3 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2020/2021 (2t21), entre julho e setembro deste ano. O resultado representa reversão sobre os R$ 288,215 milhões de prejuízo de igual período do ciclo anterior, também ajustado ex-IFRS. No primeiro semestre da safra, o lucro líquido foi de R$ 155,5 milhões, ante prejuízo de R$ 451,9 milhões nos mesmos seis meses do ano anterior.

“Os resultados foram impactados principalmente pelo aumento do resultado operacional, influenciado pelo melhor desempenho operacional, da receita líquida e por maiores ganhos na liquidação e marcação a mercado de posições em derivativos, parcialmente compensados pela variação cambial”, informou a empresa em comunicado.

A receita líquida da companhia (ex-HACC) cresceu 92,25% na mesma base de comparação trimestral, de R$ 1,552 bilhão no 2tri20 para R$ 2,984 bilhões no 2tri21. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ex-revenda/HACC totalizou R$ 885,548 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2020/2021, alta de 26,61% sobre igual período da safra passada, de R$ 699,429 milhões.

Levando em conta o primeiro semestre de 2020/21, a receita líquida ex-HACC teve avanço de 27,1% ante o mesmo período da temporada 2019/20, para R$ 3,3 bilhões; e o Ebitda ajustado ex-revenda/HACC avançou 20,8%, para R$ 3,3 bilhões.

CPFL (CPFE3)

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,352 bilhão no terceiro trimestre de 2020, o que corresponde a um crescimento de 80,8% na comparação com os R$ 748 milhões reportados no mesmo período do ano passado.

A geração de caixa medida pelo Ebitda consolidado do grupo somou R$ 1,954 bilhão, alta de 20,8% na mesma comparação.

A Receita líquida entre os meses de julho e setembro chegou a R$ 7,781 bilhões, alta de 0,4% frente o reportado no mesmo período do ano passado.

O resultado financeiro correspondeu a uma despesa financeira líquida de R$ 192 milhões, 45,1% maior que os R$ 132 milhões anotados de julho a setembro do ano passado.

Com a recuperação observada nesse trimestre, a CPFL anotou lucro de R$ 2,7 bilhões no acumulado do ano, alta de 43,7% frente o mesmo período de 2019. O Ebitda consolidado voltou a mostrar expansão no acumulado no ano, com alta de 4,4% na comparação com o período de janeiro a setembro de do ano passado, para R$ 4,858 bilhões, enquanto a receita líquida ainda apresenta recuo, de 1,3%, para R$ 21,625 bilhões.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) registrou lucro líquido de R$ 680,4 milhões no terceiro trimestre de 2020, crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período de 2019, e queda de 57,3% ante o resultado do segundo trimestre deste ano.

O Ebitda ficou em R$ 1,134 bilhão entre julho e setembro, uma queda de 11,1% ante o mesmo período do ano passado, e de 34,1% em relação ao segundo trimestre. O Ebitda ajustado com operações descontinuadas chegou a R$ 1,24 bilhão, aumento de 28,3% na comparação com o terceiro trimestre de 2019.

A receita operacional líquida da Copel no trimestre ficou em R$ 4,329 bilhões, aumento de 3,6% na comparação anual. O resultado financeiro ficou positivo de R$ 46,95 milhões, ante valor negativo de R$ 126,7 milhões no mesmo período de 2019.

O Itaú BBA classificou os resultados da Copel como “muito positivos”. O banco destacou a “forte geração de caixa”, de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre, e afirmou que o Ebitda recorrente, de R$ 1,176 bilhão, está em linha com sua estimativa, de R$ 1,166 bilhão. O Itaú diz que vê espaço para que a Copel aumente o seu pagamento de dividendos no médio prazo, devido à forte geração de caixa e queda na dívida. O banco mantém a avaliação em outperform, com preço-alvo de R$ 70, frente os R$ 65,72 atuais.

Hapvida (HAPV3)

A operadora de saúde Hapvida divulgou o balanço referente ao terceiro trimestre de 2020, quando apresentou lucro líquido de R$ 247,8 milhões, alta de 16,7% na comparação com o mesmo período de 2019. O Ebitda entre julho e setembro foi de R$ 512,2 milhões, marca 93,8% maior que o ano passado. A margem Ebitda ficou em 24,1%, ganho de quatro pontos porcentuais sobre o ano anterior.

A receita líquida da Hapvida no trimestre foi de R$ 2,126 bilhões, marca 61,6% maior que o visto entre julho e setembro de 2019. De acordo com a empresa, o resultado foi influenciado por R$ 523 milhões vindos do Grupo São Francisco, adquirido em maio do ano passado, aumento de 7,6% no tíquete médio de planos médicos e pelo aumento de 2,3 milhões na base de beneficiários de saúde e odonto, 6,401 milhões de clientes, elevação de 56,9% sobre o ano passado.

Já a sinistralidade do grupo entre julho e setembro, que mede os ressarcimentos por atendimentos e procedimentos utilizados por seus clientes, foi de 60,4% da receita líquida, queda de 1,8 ponto porcentual ante o ano passado, ainda impactada pela pandemia do novo coronavírus. “A companhia continua apresentando ganhos de eficiência operacional em função dos projetos de gestão de sinistro e de promoção de saúde e bem-estar”, diz a empresa, comentando também a queda nos ressarcimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS), de R$ 13,5 milhões no período.

O resultado financeiro líquido da Hapvida no terceiro trimestre foi uma despesa de R$ 20,5 milhões, influenciado pelo maior volume de despesas com juros, multas e correção monetária, menores receitas financeiras como consequência do saldo de investimentos e também pela baixa taxa Selic. O fluxo de caixa livre foi de R$ 414,6 milhões no período, aumento de 111,1% sobre o ano anterior, como amortização de mais-valia da carteira de clientes e das marcas das empresas adquiridas.

Em termos de endividamento, a empresa fechou setembro com um saldo de R$ 2,005 bilhões, composto da captação de sua primeira emissão de debêntures, além de um saldo de dívida remanescente proveniente do balanço das empresas adquiridas de R$ 38,6 milhões.

Sabesp (SBSP3)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) teve lucro líquido de R$ 421,6 milhões no terceiro trimestre de 2020, queda de 65,1% na comparação com o R$ 1,208 bilhão registrados um ano antes. No acumulado do ano, a Sabesp tem lucro líquido de R$ 141,8 milhões, queda de 93,9% ante igual período em 2019.

O Ebitda ajustado foi de R$ 1,513 bilhão, queda de 49,7% também na comparação anual. A margem Ebitda ajustada foi de 34,1%, ante 55,6% no terceiro trimestre de 2019.

A receita operacional líquida da companhia de saneamento foi de R$ 4,438 bilhões no terceiro trimestre, recuo de 18% na comparação anual. No acumulado do ano até setembro, a Sabesp teve receita de R$ 11,105 bilhões, o que representou um declínio de 8,2% ante igual período de 2019. No trimestre, a receita de construção aumentou 50,6%, para R$ 1,053 bilhão. No acumulado do ano, houve alta de 30,3%, para R$ 2,594 bilhões.

Os custos, despesas administrativas e comerciais e custos de construção apresentaram um acréscimo de R$ 588,6 milhões (20,5%) entre julho e setembro. Desconsiderando os custos de construção, o acréscimo foi de R$ 242,6 milhões (11,1%). Em um ano, a participação dos custos, despesas administrativas e comerciais e custos de construção na receita líquida passou de 53% para 77,9% no terceiro trimestre.

Segundo a empresa, a instabilidade econômica, agravada pela covid-19, trouxe reflexos negativos para seus resultados, entre eles a redução de R$ 275 milhões nas receitas com clientes comerciais e industriais. Já a postergação do reajuste tarifário representou um impacto líquido estimado de R$ 65,6 milhões sobre a receita operacional. “A reposição deste impacto já foi autorizada pela Arsesp e iniciada em agosto de 2020”, ressalta a Sabesp no informe de resultados.

A isenção de pagamento dos clientes das categorias de uso “Residencial Social” e “Residencial Favela”, por sua vez, teve um impacto estimado no nível de inadimplência de R$ 51,6 milhões, elevando em R$ 75,1 milhões as perdas previstas com créditos de liquidação duvidosa.

No trimestre, segundo a companhia, também houve o reconhecimento de despesa relacionada ao encerramento de processos judiciais, não recorrente, devido à celebração de acordo com o município do Guarujá, no valor de R$ 46,9 milhões.

O Credit Suisse afirmou que os resultados operacionais ajustados da Sabesp estão em linha com suas expectativas.

A empresa teve aumentos totais de volume de 4%, 5,6% acima da expectativa do Credit Suisse. Houve uma queda nas tarifas médias, que ficaram 12,3% abaixo da expectativa do banco. Itens não recorrentes ajustáveis ficaram em 0,3%, ou seja, 2,3% abaixo da estimativa do Credit Suisse. Os custos de tratamento de materiais subiram 17,1%, ou seja, 7,9% abaixo da estimativa do banco.

Os custos de eletricidade subiram 10,1% no ano, ficando 9,8% acima da estimativa do banco. E as despesas fiscais subiram 23,5%, ou seja, 1,6% acima da expectativa do banco.

Os resultados são impactados por volumes melhores do que o esperado, mas tarifas abaixo do esperado, aliadas a performance de custo razoável.

Mesmo assim, o banco avalia que os principais fatores do desempenho da empresa não são esses resultados, mas sim atualizações de privatizações e melhor governança. Por isso não espera grandes reações do mercado aos resultados divulgados. O Credit Suisse mantém avaliação em outperform, e preço-alvo de R$ 60,9, frente os atuais R$ 44,75.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica  tem lucro líquido de 286 milhões de reais no terceiro trimestre, alta de 40% na base de comparação anual, com o menor uso de serviços de saúde eletivos em meio às medidas de isolamento social durante a pandemia da Covid-19.

Em termos líquidos, o lucro somou R$ 1,7 bilhão, com ganho extraordinário de R$ 1,4 bilhão com a conclusão da venda dos negócios de seguros de automóveis e massificados.

As receitas operacionais da companhia foram de R$ 5,1 bilhões no trimestre, crescimento anual de 4,5%, impulsionado principalmente pelos segmentos de saúde e odonto e previdência.

O índice de sinistralidade, que mede as despesas com prestação de serviços de saúde e pagamento de seguros como proporção das receitas, caiu 4,2 pontos percentuais no comparativo ano a ano.

Já a divisão de gestão de recursos fechou setembro com R$ 46,1 bilhões em ativos, crescimento de 2,7% em 12 meses, com a expansão das reservas de previdência (+11,2%)e recursos de terceiros (+1,6%).

Com isso, as receitas com taxas de administração subiram 2,9% ano a ano, mais do que compensando a queda com receitas de performance, esvaziadas pelo fraco desempenho do mercado de capitais no período, com queda das ações.

brMalls (BRML3)

A administradora de shopping centers brMalls sofreu queda de 80% no lucro líquido do terceiro trimestre ante mesmo período de 2019, ainda impactada por medidas de quarentena que limitaram os negócios em seus empreendimentos.

A receita líquida despencou 37%, para R$ 207,75 milhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas subiram 33,4%, para R$ 59,15 milhões.

A empresa afirmou no balanço que no trimestre o percentual de horário em funcionamento de seus shoppings subiu de 13,5% nos três meses encerrados em junho para 61,6%, avançando para 89,7% em outubro.

“Existe uma correlação forte entre essa flexibilização (das medidas de quarentena) e o crescimento das vendas dos lojistas, evidenciada pela métrica de vendas mesmas lojas, que atingiu no terceiro trimestre 67,4% do valor registrado no terceiro trimestre de 2019 e 86,5% no final de outubro”, disse a brMalls.

A brMalls afirmou que tem capturado “demanda crescente” dos lojistas pelos empreendimentos da empresa e que a taxa de ocupação dos shoppings se mantém na casa de 95%, ante marcas de cerca de 97% no primeiro bimestre.

A inadimplência líquida dos lojistas da brMalls fechou o trimestre em 7,7%, próxima do número reportado pela rival Multiplan no final de outubro, de 7,2%.

A companhia fechou setembro com alavancagem financeira de 3,9 vezes, medida pela relação dívida/Ebitda, ante 2,9 vezes no em junho e 2,1 vezes no fim do terceiro trimestre de 2019.

 

Vivara (VIVA3)

A Vivara registrou lucro líquido de R$ 36,1 milhões no terceiro trimestre, queda de 8,7% na comparação com o mesmo período de 2019.

Mas a receita líquida voltou ao nível pré-pandemia, com o e-commerce mantendo o ritmo acelerado. A receita líquida cresceu 1% ano a ano, para R$ 242,6 milhões. As vendas online saltaram 182,3% no período, passando a representar 22,9% do faturamento, enquanto as vendas mesmas lojas (SSS) – lojas físicas e ecommerce – caíram 3,9%.

O resultado operacional medido pelo Ebitda teve acréscimo de 0,4%, para R$ 63,6 milhões, com a margem ficando em 26,2%, de 26,3% um ano antes. Em termos ajustados, o Ebitda caiu 7,4%, a R$ 49,6 milhões, com a margem passando de 22,3% a 20,4%.

A companhia afirmou ainda que em 2021 voltará a buscar expansão orgânica mais acelerada, com a perspectiva de adicionar entre 40 a 50 novas lojas, de Vivara e Life, entre outros projetos.

EZTec (EZTC3

A EZTec teve lucro líquido de R$ 119,8 milhões entre julho e setembro, alta de 95,6% sobre mesma etapa de 2019.

A receita líquida da companhia totalizou R$ 271,6 milhões, 44,8% maior na base anual, com a companhia citando uma retomada em ‘V’ da construção civil desde junho.

A construtora mencionou custos maiores de insumos devido à alta do dólar. “Dentre os insumos mais relevantes cujos preços são ao menos em parte correlatos ao dólar, pode-se elencar esquadrias de alumínio (10% do orçamento de obra), aço (8%), elevadores (5%)e materiais hidráulicos (3%)”, disse no documento.

A margem bruta foi de 43,7% impulsionada pela pré-aquisição do aço utilizado em fevereiro (antes dos aumentos dos preços de materiais de construção).

C&A (CEAB3)

A C&A teve prejuízo líquido de R$ 28,2 milhões no terceiro trimestre, ante lucro de R$ 19,1 milhões de reais um ano antes, ainda afetada pelas medidas contra o coronavírus.

A receita líquida total registrou baixa de 14,1%, a R$ 1 bilhão; já as vendas mesmas lojas (SSS) recuaram 13,9%. A companhia, contudo, destacou que, ao final do trimestre, as receitas totais já estavam acima do nível do ano passado.

O Ebitda ajustado fo a R$ 96,6 milhões, queda de 50,9% ano a ano. O Ebitda ajustado teve baixa de 67,4%, para R$ 64,7 milhões, com a margem cedendo para 6,1%, de 16% um ano antes. As vendas sob a métrica GMV total foram de R$ 213,8 milhões, um salto 418% em relação ao terceiro trimestre de 2019, em resultado que a companhia atribuiu ao forte desempenho do ecommerce e evolução da ‘Galeria C&A’, marketplace da rede.

Even (EVEN3

A Even teve lucro líquido de R$ 40,7 milhões no terceiro trimestre de 2020, 147,2% maior na base de comparação anual.

O Ebtida foi de R$ 73,3 milhões no terceiro trimestre de 2020, enquanto a  margem Ebtida atingiu 16,9%, alta de 3,3 pontos percentuais na base de comparação anual.

A receita líquida foi de R$ 435 milhões no período, 21,4% acima frente igual período de 2019.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo teve queda de 21,3% no lucro líquido no terceiro trimestre na base de comparação anual, para  R$ 27,9 milhões.

Já o Ebitda caiu 18,1%, passando de R$ 77,1 milhões para R$ 63,1 milhões, enquanto a receita líquida teve queda de 5,5%, indo de R$ 440,8 milhões para R$ 416,4 milhões. Com isso, a margem Ebitda teve baixa de 17,5% para 15,2%.

 

Light (LIGT3)

A Light teve baixa de 91% no lucro líquido do terceiro trimestre, totalizando R$ 136 milhões.

Já a receita teve queda de 19,3%, a R$ 3,18 bilhões, na comparação com julho a setembro de 2019. O recuo veio principalmente da subsidiária Light Sesa, de distribuição de energia, com a receita caindo 22,3% para R$ 2,63 bilhões.

O Ebitda teve baixa de 50,3%, a R$ 566 milhões.

Equatorial (EQTL3)

A Equatorial teve alta de 22,9% do lucro líquido ajustado do terceiro trimestre, a R$ 607 milhões, destacando resultados de suas distribuidoras no Pará, Maranhão e Alagoas.

O Ebitda consolidado ajustado, por sua vez, foi a R$ 1,17 bilhão no trimestre, alta de 13,7%.

Segundo a Equatorial, as distribuidoras do Pará, Maranhão e Alagoas tiveram aumentos nos resultados de 26,4%, 21,4% e 61%, respectivamente.

O consumo de energia elétrica dos mercados cativo e livre apresentou crescimento de 4,3% no terceiro trimestre. “O destaque do trimestre foi a Equatorial Pará, com um crescimento de 6,7%, seguido pela Equatorial Maranhão, crescendo 4,6%”, afirmou.

O consumo de energia elétrica dos mercados cativo e livre da Equatorial Alagoas apresentou um aumento de 1,7% no período, enquanto teve leve incremento de 0,3% na unidade do Piauí, em meio a medidas restritivas adotadas para combate ao novo coronavírus.

No terceiro trimestre, os investimentos consolidados da Equatorial totalizaram R$  576 milhões, 61,4% menores do que os investimentos realizados no mesmo período do ano passado.

Eneva (ENEV3

A Eneva registrou lucro líquido de R$ 55,6 milhões de reais no terceiro trimestre, queda de 38% em relação ao mesmo período do ano passado, com a companhia sendo afetada por redução nos despachos diante da contração da demanda por energia.

O Ebitda da Eneva (excluindo poços secos) foi de R$ 288,3 milhões, versus 334,4 milhões em igual período de 2019.

A companhia explicou que, apesar do segundo semestre do ano normalmente apresentar demanda por despacho termelétrico, os reservatórios de hidrelétricas estavam com volumes mais altos do que o usual por conta da expressiva redução no consumo diante dos impactos da pandemia.

A empresa disse ainda que, mesmo com um aumento na carga do terceiro trimestre, a demanda foi majoritariamente suprida por hidrelétricas.

 

Simpar (SIMH3)

A holding Simpar teve  lucro líquido consolidado de R$ 96 milhões de julho a setembro, alta de 45,2% ano a ano, em trimestre marcado pela reorganização societária do grupo.

O Ebitda teve alta de 14,8% na comparação anual, a R$ 587,5 milhões, com a margem indo a 32,4%, ante 28,9% um ano antes.

“Apesar do impacto residual da crise em nossas operações no terceiro trimestre, acreditamos que o pior cenário ficou para trás, visto que desde abril a dinâmica dos resultados têm evoluído positivamente “, disse o grupo no material de divulgação do balanço.

A Simpar controla a JSL, a empresa de locação de veículos Movida (MOVI3) e a companhia de locação e venda de caminhões, máquinas e equipamentos Vamos, entre outras.

A receita líquida consolidada somou R$ 2,6 bilhões, alta de 6,1% ano a ano. A receita líquida de serviços somou 1,8 bilhão de reais, avanço de 2%.

A holding também registrou redução na alavancagem medida pela dívida líquida/Ebitda para 3,3 vezes no trimestre, menor índice nos últimos 10 anos, ante 3,9 vezes no segundo trimestre e 3,6 vezes um ano antes.

A liquidez da Simpar totalizou R$ 5,2 bilhões de reais no período, com destaque para a entrada de recursos do IPO da JSL, com captação líquida de R$ 694 milhões. O investimento (capex) bruto no trimestre totalizou R$ 1,4 bilhão, sobretudo direcionado para compra de veículos leves, caminhões e cavalos.

 

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras voltou a adiar o prazo final de implementação do acordo com a empresa de sondas Sete Brasil, da qual a estatal está deixando o quadro de acionistas.

Segundo comunicado feito nesta quinta-feira, 12, pela companhia, a diretoria da Petrobras mudou para 31 de janeiro a data final para que sejam implementadas condições precedentes previstas no acordo. Esta é a terceira alteração do prazo, que venceria no próximo sábado.

Anunciado originalmente em dezembro passado, o acordo com a Sete Brasil prevê a manutenção de alguns contratos com a fornecedora e a saída da estatal do quadro de acionistas.

Embraer (EMBR3)

O conselho de administração da Embraer aprovou programa de recompra de até 7 milhões de ações, com prazo de 12 meses.

Com base na posição acionária de 12 de novembro, a Embraer tem atualmente 736.143.105 ações ordinárias em circulação no mercado.

O programa, segundo a companhia, tem como objetivo aquisição para permanência em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação das ações no mercado, bem como para cumprir com as obrigações e compromissos em planos de remuneração em ações.

(Com Reuters e Agência Estado)

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