Oi: teleconferência destaca busca por base de clientes saudável

Ao comentar resultado, empresa explicou queda no número de clientes de telefonia fixa como um "fenômeno de mercado"

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SÃO PAULO – Após divulgar o desempenho operacionais e financeiro consolidado da Tele Norte Leste (TNLP3, TNLP4), a Oi comentou em teleconferência realizada nesta manhã os números alcançados pela companhia no período. O recuo de 1,9% da base de clientes de telefonia fixa foi um dos assuntos mais comentados e questionados pelos analistas que acompanharam os comentários da companhia acerca dos resultados obtidos no último trimestre.

A queda do número de clientes de telefonia fixa é um fenômeno de mercado, segundo justificou o Diretor de Finanças e Relações com Investidores, Alex Zornig. De acordo com ele, pesquisas mostram que 32% dos clientes de telefonia fixa que se desligaram não usam mais telefone fixo, portanto, não havendo a migração para outra operadora.

Questionada sobre uma nova postura no tocante à limpeza de sua base de clientes, a Oi é enfática e afirma que incentiva seus clientes a usarem o telefone fixo, contudo, aqueles que não usam e não possuem outros produtos da empresa são desligados.

Na base de clientes móveis, a despeito da alta de 9,7% observada entre junho de 2009 e junho de 2010, a Oi destaca que o posicionamento é mesmo. “Queremos uma base de clientes grande, mas saudável, com clientes falando e recebendo”, comentou.

A melhora na receita de serviços de telefonia móvel, que cresceu 19,2% no último trimestre, na base anual, também foi atribuída a fatores como o aumento do custo por minuto, redução de ofertas e aumento dos pacotes de dados de clientes pós-pagos, o principal foco da companhia.

TV por assinatura
Questionado por um analista, o Diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi afirmou que não achou o desempenho ruim, ressaltando o acréscimo de 200 mil clientes no segmento de TV por assinatura em cinco estados no período de um ano. Zoernig disse ainda que a companhia pretende implantar o serviço de TV por assinatura em Alagoas e Ceará ainda no segundo trimestre deste ano.

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Investimentos
O Oi destacou que os investimentos feitos pela companhia ainda no último trimestre de 2009 permitiram um menor Capex, de R$ 446 milhões, no segundo trimestre deste ano. Desmentido rumores de que estaria investindo menos para diminuir seu nível de endividamento, Zoernig ressaltou que, apesar da real intenção de redução da dívida, esse fato não tem ocorrido.

O executivo ressaltou que o poder de compra da companhia é igual ou maior que o observado no ano passado, e o diferencial é que os investimentos continuam sendo feitos, contudo, com custos menores.

A perspectiva de elevação do Capex no próximo semestre foi comentada por Zoernig como uma tendência da indústria de telecomunicações, que costuma investir menos na primeira e mais na segunda metade do ano.

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Silêncio
Questionada em diversos momentos sobre reflexos da aliança com a Portugal Telecom, bem como sobre as operações de aumento de capital que serão feitas por conta do negócio fechado com a operadora portuguesa, a Oi se negou a fazer qualquer comentário, afirmando que tudo que tinham para falar havia sido dito na teleconferência realizada na última quarta-feira.