Balanço telecom

Oi (OIBR3 OIBR4) tem prejuízo de R$ 4,8 bi no 3º trimestre, alta de 82%

Oi tem piora no prejuízo por conta do resultado cambial, que ficou negativo em R$ 1,224 bilhão, ante perdas de R$ 440 milhões de um ano antes

Por  Rodrigo Petry -

SÃO PAULO – A Oi (OIBR3;OIBR4) registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 4,813 bilhões no terceiro trimestre, uma alta de 82,4% nas perdas, na comparação com o mesmo período do ano passado, de R$ 2,638 bilhões. No 2º trimestre, a tele teve lucro de R$ 1,139 bilhão.

Segundo a empresa, no terceiro trimestre, a companhia registrou um resultado financeiro líquido consolidado negativo de R$ 4,830 bilhões e um Imposto de Renda e Contribuição Social negativos no valor de R$ 292 milhões, “resultando em um prejuízo líquido consolidado de R$ 4,811 bilhões, no período”.

A Oi acrescenta que na comparação anual que houve aumento das despesas financeiras consolidadas por conta da desvalorização do real frente ao dólar, que somaram menos R$ 2,314 bilhões, ante menos R$ 1,045 bilhão de um ano antes. No 2º trimestre, as despesas financeiras e outras receitas foram negativas em R$ 237 milhões.

Dessa forma, o resultado cambial líquido ficou negativo em R$ 1,224 bilhão no 3º trimestre, ante perda de R$ 440 milhões de um ano antes, enquanto no 2º trimestre deste ano foi positivo em R$ 1,924 bilhão.

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O Ebitda de rotina recuou 0,2% em um ano, atingindo R$ 1,460 bilhão no terceiro trimestre deste ano. Em relação ao segundo trimestre, o Ebitda avançou 13,7%.

A margem Ebitda de rotina foi de 32,3%, alta de 1,2 p.p. em um ano e avanço de 3 p.p. na comparação trimestral.

Resultado operacional do balanço da Oi

No terceiro trimestre, o resultado operacional da Companhia antes do resultado financeiro e dos tributos (EBIT) foi positivo em R$ 310 milhões, comparado ao resultado negativo de R$ 255 milhões no 3T20 e ao resultado positivo de R$ 256 milhões do 2T21.

A receita líquida da Oi somou R$ 4,520 bilhões, retração de 3,9% na comparação anual, mas alta de 3% sobre o segundo trimestre.

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Apenas a receita líquida das operações continuadas no Brasil totalizou R$ 2,223 bilhões no 3T21, queda de 2,7% na
comparação com o 3T20 e crescimento de 0,4% em relação ao 2T21.

Residencial

No segmento residencial, a receita líquida das operações continuadas totalizou R$ 1,335 bilhão no 3T21, apresentando crescimento de 2,1% na comparação sequencial e crescimento de 2,4% no comparativo anual.

Assim, segundo a empresa, “se confirma o turnaround” do segmento como resultado da “execução bem-sucedida da estratégia de expansão dos serviços de Fibra”.

Enquanto isso, as receitas ligadas aos serviços de Fibra já são superiores às receitas dos serviços de cobre, atingindo R$ 751 milhões no trimestre, que representam 56% de participação no total da receita do segmento.

Dívida da Oi

A dívida líquida da Oi, que está em recuperação judicial, encerrou o 3º trimestre em R$ 29,899 bilhões, alta de 40,7% em um ano e aumento de 16,4% frente ao segundo trimestre.

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