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SÃO PAULO – Após registrar forte alta na véspera, quando subiu 2,64%, o Ibovespa passou por uma sessão de realização de lucros nesta quinta-fiera (19) e fechou com queda de 1,09%, aos 55.095 pontos. Pesando para o desempenho negativo do índice, destaque para as ações da OGX Petróleo (OGXP3), que recuaram 9,09%, a R$ 0,40.
Na véspera, um relatório do JP Morgan apontou que as chances de Eike Batista, acionista controlador da petroleira, não injetar a “put” (opção de venda) cedida à empresa no valor de US$ 1 bilhão são de 60%, evidenciando um cenário de extrema incerteza para a companhia. Caso a injeção não ocorra, como estimado pelos analistas, as ações devem passar a vale apenas R$ 0,04 a R$ 0,05.
Diante disso, o JP Morgan (último dos grandes bancos internacionais a revisaram para baixo sua recomendação) cortou a classificação dos papéis da empresa para underweight (desempenho abaixo da média do mercado), frente a manutenção anteriormente.
Oi sobe 4% após anunciar dividendos intermediários
No campo positivo, destaque para os papéis da Oi (OIBR3; OIBR4). As ações ordinárias da companhia registraram valorização de 2,79%, a R$ 5,15, ao passo que as preferenciais avançaram 4,13%, a R$ 4,79. Na véspera, a empresa comunicou a aprovação do pagamento de dividendos intermediários, no valor de R$ 500 milhões, equivalente ao montante de R$ 0,30487 por ação ordinária e preferencial.
A equipe de análise da XP Investimentos, entretanto, viu a informação como negativa para os acionistas e para as perspectivas da nova administração da empresa, pois considera que a companhia não tem condições de pagar esses dividendos sem riscos. Atualmente, a empresa tem uma relação de dívida total sobre patrimônio líquido em 286%, mais do que as outras do setor. No mês, os papéis ONs acumulam ganhos de 34,21% e os PNs sobem 33,90%.
Fibria e Suzano caem mais de 3% com efeito do câmbio
Voltando à ponta negativa, chamaram atenção as ações do setor de papel e celulose, com Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5). Os papéis das companhias recuaram 3,69% e 3,52%, respectivamente, cotados a R$ 27,15 e R$ 9,04.
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O câmbio impacta os papéis nesta sessão. Isso porque mais de 90% da receita da Fibria está atrelada ao dólar, enquanto as exportações da Suzano representam cerca de 50% da sua receita total. Na véspera, o dólar registrou forte queda, ao menor patamar em quase três meses, depois do Federal Reserve anunciar que iria manter inalterado o Quantitative Easing 3, programa que compra mensalmente US$ 85 bilhões em títulos por mês nos Estados Unidos.
Vale mesmo com venda da VLI
Também exportadora, as ações da Vale (VALE3, -0,41%, R$ 36,38; VALE5, -1,21%, R$ 32,60) recuaram neste pregão, acompanhadas pelos papéis da Bradespar (BRAP4, -1,96%, R$ 25,50) – holding que detém participação na Vale. A mineradora anunciou na véspera o desfecho da venda da VLI (Valor da Logística Integrada), empresa focada em transporte de carga em geral. A Vale vendeu fatia de 35,9% do capital da empresa, por US$ 2,7 bilhões para dois compradores.
Segundo a equipe de análise da Planner Corretora, a venda se insere na estratégia da empresa de se desfazer de negócios não ligados diretamente à mineração, reduzindo também a necessidade total de investimentos.
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Os analistas acreditam que a venda da participação da VLI se insere perfeitamente na estratégia da empresa e vai liberar capital para investimentos nos grandes projetos de mineração da empresa, que são: Carajás Adicional 40, CLN 150 e o S11D.
Kroton cai apesar de aumento no total de alunos
Entre as quedas, chama atenção ainda as ações da Kroton (KROT3), que caíram 1,79%, a R$ 31,23, apesar do incremento no total de alunos de graduação.
A empresa surpreendeu positivamente o mercado – que já trabalhava com expectativas altas -, entregando uma boa expansão na base de alunas. Segundo a equipe de análise da XP, ao longo dos últimos anos superar expectativas vem sendo prática recorrente da empresa, fazendo grande parte das instituições financeiras revisar as perspectivas de lucro no 2° semestre do ano, algo que não parece diferente em 2013.
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Inepar cai 1,7% após subir com novos contratos
Fora do índice, a Inepar (INEP4, R$ 1,13, -1,74%) passa por um dia de realização após subir forte na véspera com a notícia de que a companhia assinou dois contratos baseados em processos licitatórios que venceu perante a Petrobras.
O primeiro contrato se refere a construção na modalidade EPC das plataformas de produção de petróleo P-75 e P-77, que serão construídas no Rio Grande do Sul e com previsão de entrar em operação em dezembro de 2016 e dezembro de 2017, respectivamente. O segundo contrato é para uma unidade para recuperação de enxofre (URE) do COMPERJ, em consórcio com a Queiroz Galvão, Galvão e Tecna.
Mangels recua após 3 dias de alta
Na última segundaa Mangels (MGEL4) divulgou seu resultado do segundo trimestre deste ano. No período, a empresa apresentou prejuízo líquido de R$ 11,8 milhões, ante um resultado negativo de R$ 23,2 milhões um ano antes.
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Nesta sessão, os ativos da companhia recuaram 4,13%, cotados a R$ 1,16 – na mínima do dia. Porém, após o resultado, as ações da companhia acumulam alta de 27,47%.
Ações passam por realização
Segindo o movimento do Ibovespa, as ações da Lojas Americanas (LAME4, R$ 17,18, -3,21%) também passaram por realização nesta quinta, após fecharem com alta de 5,34% na véspera. Movimento também registrado pelas imobiliárias, que ficaram em destaque na última sessão com o rali após o Fomc.
Neste pregão, os ativos da MRV (MRVE3), recuaram 4,97%, para R$ 9,37, após subirem 3% na véspera. Enquanto isso, os ativos da Gafisa (GFSA3, R$ 3,68, 3,16%) e PDG Realty (PDGR3, R$ 2,57, -3,38%) fecharam com queda depois de avançarem 6,15% e 4,31% no último pregão.
Outras de real estate sobem
Por outro lado, as companhias do setor imobiliário não-voltadas para residências registraram valorização nesta quinta-feira, mesmo com a tendência negativa do resto da bolsa. Dentro o Ibovespa, destaque para a BR Properties (BRPR3), que avançou 2,59%, a R$ 20,62.
Fora do índice, as atenções ficaram com a Iguatemi (IGTA3), que viu suas ações subirem 2,00%, cotadas a R$ 24,48, enquanto a Aliansce (ALSC3) fechou com valorização de 1,71%, para R$ 20,85.