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SÃO PAULO – Iniciando cobertura sobre a Oi, a BB Investimentos recomendou a compra tanto das ações da empresa operacional (TNLP3; TNLP4) quanto dos papéis da holding (TMAR5). Além de enxergar a companhia como uma das mais bem posicionadas no seu segmento para tirar proveito do crescimento econômico do País, a corretora do banco também destaca vantagens a serem absorvidas com a aquisição da Brasil Telecom (BRTO4).
“Consideramos o case uma boa oportunidade de investimento, principalmente devido às sinergias provenientes da aquisição da Brasil Telecom, cujo valor ainda não foi incorporado ao preço das ações, o que deve ser rapidamente ajustado depois do resultado do 1T10”, disse o analista do BB, Leonardo Ribeiro Nitta.
Destacando não só as perspectivas favoráveis em relação à economia brasileira como também a expansão do próprio setor de atuação da Oi, Nitta acredita que a companhia é atualmente a que apresenta maior número de vantagens competitivas em relação aos seus pares, ressaltando o fato da empresa ser a única “quadruple play” do setor – isto é, tem operações em telefonia fixa, móvel, banda larga e TV por assinatura.
| Código | Preço-alvo | Upside* | Recomendação |
| TNLP3 | R$ 55,30 | 41,8% | Compra |
| TNLP4 | R$ 45,50 | 58,98% | Compra |
| TMAR5 | R$ 80,10 | 52,6% | Compra |
| *Estimado para o final de 2010, com base na cotação de fechamento desta segunda-feira (7) |
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Ademais, o especialista do BB levanta alguns pontos positivos conquistados com a aquisição da BrT, tais como a ampliação da estrutura de redes para transferência de dados – que se tornou a maior e mais capilar do País – e a “transformação” da Oi em uma empresa com atuação nacional. “Acreditamos que a Oi deverá capturar grande parte do potencial de expansão da banda larga, assim como da TV por assinatura, que ainda depende de mudanças regulatórias para deslanchar seu crescimento”, prevê Nitta.
Unificação acionária
Além do aspecto operacional, o analista também discorre sobre a questão societária referente à aquisição da Brasil Telecom. O analista do BB diz que não vê risco na operação de migração e unificação dos acionistas da empresa adquirida, “uma vez que os ajustes são apenas societários e não operacionais”.
Contudo, ele destaca que essa indefinição acaba prejudicando as ações da Telemar na questão referente à liquidez. Além do volume de negócios no mercado acionário ficar segregado entre as duas ações (TMAR5 e BRTO4), Nitta ressalta que a postergação do programa de ADRs (American Depositary Receipts) estimula o investidor estrangeiro a preferir os ativos da empresa holding.
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Apesar disso, por esperar que os acionistas da BrT aprovem a nova relação de troca de ações na próxima assembleia da empresa, que será realizada no próximo dia 16, o analista da corretora recomenda a compra aos papéis TMAR5.