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SÃO PAULO – O Ibovespa tem sessão positiva nesta sexta-feira (3), após forte queda no primeiro dia de negociação de 2014. Às 12h31 (horário de Brasília), o índice registrava alta de 0,48%, a 50.584 pontos, com o mercado atento a importantes discursos nos Estados Unidos e Brasil, além de uma série de notícias corporativas movimentam as ações nesta sessão. Com esse movimento, 12 de 72 ações da carteira teórica do Ibovespa subiam mais de 3%.
Lideravam a ponta positiva do índice as ações do setor de telecomunicação. Os papéis da TIM Brasil subiam 7,10%, a R$ 12,98, após notícia do jornal italiano Il Sole 24 Ore de que a Telefónica, América Móvel, dona da Claro, e Oi (OIBR3, +10,54%, R$ 3,88; OIBR4, +10,00%, R$ 3,85) estariam trabalhando em uma oferta conjunta para assumir a empresa. Acompanhavam o movimento os ativos da Oi. Na bolsa de Milão, as ações da Telecom Italia, controladora da TIM, avançavam 7,13%.
Segundo o jornal, a operadora de telefonia espanhola busca uma solução para sua participação no mercado de telefonia móvel brasileiro. A Telecom Italia, no entanto, disse desconhecer qualquer oferta pela sua unidade TIM Brasil. “A Telecom Italia… mais uma vez declara que a empresa brasileira é um ativo estratégico”, disse o comunicado. Para a equipe de análise da XP Investimentos, caso a notícia seja confirmada posteriormente, é positiva para o setor, mas, principalmente, para as ações da TIM, que seria vendida. Porém, para isso ocorrer, precisa de autorização da Anatel, pois será retirada um competidor do mercado e este será “fatiado” entre os outros concorrentes.
Novidades no Ibovespa: Tractebel sobe com entrada e MMX cai com despedida
Além disso, a BM&FBovespa divulgou nesta manhã a terceira e última prévia da carteira do Ibovespa, com duas mudanças que não constavam das duas prévias anteriores: a entrada da Tractebel (TBLE3, +3,15%, R$ 37,67), com uma participação de 0,647% e a saída da MMX Mineração (MMXM3, -4,48%, R$ 0,64). As ações da última companhia estão cotadas abaixo de R$ 1,00, o que será um impeditivo para que os ativos componham o índice a partir da carteira de maio, de acordo com a nova metodologia, divulgada em setembro do ano passado.
Em função disso, as ações reagem de forma bastante clara a essas novidades. Enquanto os ativos da Tractebel sobem forte com a nova carteira, que entrará em vigor entre janeiro e abril, as ações da MMX registram a maior queda do Ibovespa na sua despedida do índice, uma vez que a nova carteira entrará em vigor na próxima segunda-feira (6).
Imobiliárias e B2W sobem após forte queda na véspera
Já as ações do setor imobiliário, que foram fortemente penalizadas na véspera por já prever uma diminuição na participação da carteira teórica do índice, recuperam terreno perdido na bolsa nesta sessão. Os papéis da MRV (MRVE3), Gafisa (GFSA3), PDG Realty (PDGR3) e Brookfield (BISA3) sobem 4,71%, 4,31%, 2,96% e 2,94%, respectivamente, a R$ 8,23, R$ 3,39, R$ 1,74 e R$ 1,05. Na véspera, essas ações caíram 6,76%, 7,93%, 6,62% e 11,30%, nesta ordem.
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Mesmo movimento foi visto com os papéis da B2W (BTOW3), que caíram 11,59% na véspera com a saída da carteira do Ibovespa na próxima segunda-feira. Nesta sessão, os papéis mostram recuperação parcial e sobem 3,33%, a R$ 13,95.
Odontoprev sobe após concluir reorganização societária
Por sua vez, as ações da Odontoprev (ODPV3) registram valorização de 1,03%, a R$ 9,80. A Bradesco Saúde concluiu na véspera a operação de reorganização societária e adquiriu mais 6,5% do capital da Odontoprev. Com a conclusão, a Bradesco Saúde, que já detinha 43,5% da companhia, atingiu participação de 50,01%, enquanto o fundador da empresa, Randal Luiz Zanetti, passou a deter participação direta no capital social da empresa de aproximadamente 1%. Os 6,5% foram vendidos à Bradesco Saúde por Zanetti.
Além disso, o conselho de administração da Odontoprev elegeu Mauro Silvério Figueiredo para o cargo de diretor-presidente da empresa. Ele vai substituir Zanetti, que renunciou ao cargo, conforme já era esperado. A reunião do conselho ainda aprovou a convocação da AGE para deliberar sobre a eleição de Randal Luiz Zanetti como novo membro e vice-presidente do conselho de administração da empresa.
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Anhanguera formaliza termo de saneamento de deficiências
As ações da Anhanguera (AEDU3, +0,55%, R$ 14,63) avançam levemente nesta sessão. A empresa comunicou ao mercado mais cedo que, o MEC (Ministério da Educação) através do Diário Oficial da União, divulgou o cumprimento do Termo de Saneamento de Deficiências pela Uniban, revogando os efeitos das medidas cautelares aplicadas a instituição.
A companhia destacou que o resultado é fruto do investimento contínuo em qualidade acadêmica que engloba corpo docente, projeto pedagógico e infraestrutura. Desde a aquisição da Uniban em 2011, uma série de medidas foi realizada para a melhoria da Instituição, que inclui a implementação das matrizes curriculares do padrão Anhanguera, além da realização de treinamentos e capacitação de todo o corpo docente no padrão Anhanguera.
JHSF sobe 8,5% após receber licença de instalação de aeroporto
As ações da JHSF (JHSF3) registram forte valorização nesta sexta-feira (3) após receber licitação de instalação em aeroporto em São Paulo.Os papéis da empresa apresentavam alta de 7,69%, sendo cotados a R$ 4,30. Na máxima do dia, atingiram ganhos de 8,48%, a R$ 4,35.
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Em comunicado, a companhia informou ter recebido a Licença de Instalação, o único documento que faltava para a companhia iniciar a construção do Aeroporto Executivo Catarina. A licença, que foi emitida pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), permite a implementação da estratégia financeira para o desenvolvimento deste empreendimento em conjunto com outros investidores, conforme já adiantado em outras comunicações da companhia.