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SÃO PAULO – Após um começo de pregão alternando entre perdas e ganhos, o Ibovespa firma queda nesta quarta-feira (25) pressionado pelas ações do setor de telecomunicações, enquanto o dólar comercial passa a subir mais de 1%. Em Wall Street, o mercado segue sem tendência definida, com os os temores sobre o teto da dívida dos EUA ofuscando os indicadores melhores do que o esperado nos setores imobiliário e industrial. Às 12h54 (horário de Brasília), o índice registrava queda de 0,28%, a 54.280 pontos.
Chama atenção as empresas do setor de telecomunicações, com destaque para as ações da Oi (OIBR3, -6,85%, R$ 5,03; OIBR4, -7,18%, R$ 4,78) e TIM (TIMP3, -5,78%, R$ 10,44), que lideram as perdas do Ibovespa.
O movimento de realização ocorre após forte impulso do setor na véspera, quando os papéis do setor ganharam força após a espanhola Telefónica anunciar que elevará a participação na Telecom Italia, controladora da TIM. A ação da companhia teve a maior alta do Ibovespa na última terça-feira, de 9,59%.
Analistas já esperavam a venda da empresa para alguma operadora sem atuação no País, uma alternativa para a Telefónica concluir a tomada de controle da Telecom Italia, já que autoridades brasileiras mostravam ser contrárias à chance da TIM, da Telecom Italia, passar às mãos da Vivo, pertencente ao grupo espanhol.
Na noite da véspera, o ministro de Comunicações, Paulo Bernardo, disse que a Telefónica não vai poder manter o controle da Vivo e TIM no Brasil, caso se confirme a operação que vai elevar a participação da empresa espanhola na Telecom Italia. Ele apontou ainda que, no caso da venda da TIM, a empresa não poderia ser comprada por outros concorrentes do setor (Claro, Oi e Nextel). Assim, um novo grupo terá que assumir o controle da operadora – o mesmo vale se a decisão for para a venda da Vivo.
Embraer lidera ganhos do Ibovespa
Já do lado oposto, as ações da Embraer (EMBR3) figuram entre as maiores altas do Ibovespa, com valorização de 2,39%, sendo cotada a R$ 18,39. A fabricante de aeronaves anunciou nesta manhã contrato de compra de totalidade das ações da Atech, empresa nacional de sistemas que atua na área de defesa. A Embraer já era dona de 50% das ações desde 2011.
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Ainda na ponta positiva do índice, figuram as ações da Fibria (FIBR3), que registram ganhos de 1,16%, a R$ 26,24. Assim como no caso da Embraer, os papéis da Fibria são beneficiados pela escalada do dólar frente ao real por terem um perfil voltado principalmente à exportação. Nesta sessão, a moeda norte-americana registra alta de 1,32%, sendo cotada a R$ 2,23 na venda.
Gerdau sobe após vendas de agosto
No mesmo sentido, as ações da Gerdau (GGBR4, +1,14%, R$ 16,85) mostram alta nesta sessão. Os papéis refletem principalmente as vendas de aço plano no mercado brasileiro em agosto, que cresceram 12% contra o mesmo período do ano passado, para 424,1 m/ton. O volume é um recorde para as distribuidoras de aço.
Embora a Gerdau seja a única listada na bolsa voltada para a produção de aço longo, as demais Usiminas (USIM3, +0,40%, R$ 10,09; USIM5, +0,39%, R$ 10,39) e CSN (CSNA3, +0,75%, R$ 9,43) – que produzem principalmente aço plano – também operam no positivo neste pregão.
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Brookfield miniza ganhos após venda de prédios
As ações da Brookfield (BISA3, +1,82%, R$ 1,68) minimizam os ganhos nesta sessão, após atingirem ganhos de 3,03% na máxima do dia, sendo cotadas a R$ 1,70. A empresa anunciou a venda de 20% da Torre Sigma e do Mall do empreendimento Alpha Sigma Towers (antigo terreno Giroflex), situado em São Paulo. O preço da venda foi de R$ 153,3 milhões.
Segundo analistas do Credit Suisse, a notícia é positiva para a empresa. A venda dos ativos deve dar mais tempo para que a empresa alcance o ponto de inflexão do seu fluxo de caixa. Os analistas lembram que a empresa tem sofrido com os custos da construção e alta alavancagem, em um período de aumento de desembolsos com a construção. Mas, com a entrada de cerca de R$ 153 milhões, a empresa conseguiria aumentar seu caixa em 16% para R$ 1,1 bilhão.
Minerva recuo com anúncio de suspensão de vendas à Rússia
Fora do Ibovespa, as ações da Minerva (BEEF3) recuam 1,93%, a R$ 9,68. A empresa informou nesta tarde que o serviço de fiscalização veterinária e fitossanitária da Rússia suspendeu temporariamente as importações de determinadas unidades frigoríficas no Brasil, incluindo duas unidades da empresa (Araguaína e Barretos).
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Adicionalmente, a empresa informou que outras unidades da companhia no Brasil, Paraguai e Uruguai continuam habilitadas para exportar para a Rússia.
Mangels já acumula alta de 112% no mês
Chama atenção ainda novamente as ações da Mangels (MGEL3), com valorização de 8,51%, a R$ 1,41. Embora pouco comentado na bolsa, os papéis da empresa vêm ganhando destaque no último mês, período em que acumula valorização de 112,5%; e desde que a arrancada começou, em 25 de julho, os ativos registram alta de mais de 205%.
Nesta sessão, impressiona também o volume financeiro movimentado com a ação, que atinge R$ 1,5 milhões – maior patamar desde -, cinco vezes acima da média diária dos últimos 21 pregões, de R$ 338,7 mil.
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O que está por trás dessa alta? O movimento positivo dos papéis está relacionado principalmente às perspectivas lançadas pela empresa no release de resultados, de que está renegociando a dívida com credores, ao passo em que espera vender seus ativos (planta de São Bernardo do Campo) até o primeiro semestre de 2014. “O mercado está especulando com base nisso”, o analista Roberto Altenhofen, da casa de research Empiricus.
Com liquidação decretada, Laep tem ações suspensas na bolsa
Além disso, as ações da Laep (MILK33), dona da Parmalat, foram suspensas hoje na bolsa depois que a empresa informou a Suprema Corte de Bermudas decretou sua falência.
O pedido de liquidação foi feito dia 23 de setembro e a indicação dos liquidantes foi realizada pelo fundo Emerging Market Special Situation 3, veículo do fundo GLC. E, naquela data, a pedido da GLG, foram designados como liquidantes Michel Morrison e Charles Tresh, que passaram a controlar e gerir a sociedade.
Com isso, a empresa informou, por meio de comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que foram afastados os antigos administradores e controladores e os membros da diretoria da empresa. O representante legal da Laep no Brasil, Antonio Romildo Silva, confirmou sua renúncia ao cargo. O sucessor deverá seu indicado no prazo de até 15 dias, conforme instrução da CVM.