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Destaques da Bolsa

Oi dispara 12% com “folga” de R$ 1 bilhão, JBS salta 19% e Petrobras “ignora” petróleo e sobe 3%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta terça-feira

SÃO PAULO – O mercado se afastou da turbulência política e registrou forte alta nesta terça-feira, impulsionado pelo noticiário corporativo, que puxou as ações da JBS, Petrobras, Localiza e telecoms. No caso da Petrobras, a ação “ignorou” a queda do petróleo no mercado internacional e subiu mais de 2%. 

Já a JBS disparou 18% após anunciar revisão em seu plano de reorganização societária. Para o BTG Pactual, a ação pode subir 80% com a notícia, frente ao fechamento de ontem, indo até os R$ 16,67. “O IPO pode ser uma forma de destravar valor e um possível catalisador para o re-rating das ações da companhia”, comentaram os analistas do banco. Seguindo essa linha, o Itaú BBA decidiu elevar a recomendação dos papéis para outperform. 

Destaque hoje também para o setor de telecomunicações, que acelerou os ganhos no final desta sessão, após o Senado aprovar a Lei das Telecoms. Para o Bradesco BBI, a Oi é a principal beneficiada, com estimativas de que R$ 1 bilhão seja liberado com a reforma. A ação da companhia disparou 12% hoje. 

Confira abaixo os principais destaques de ações desta terça-feira: 

Telecoms
As ações do setor de telecomunicações dispararam nesta tarde, após a Comissão Especial do Desenvolvimento do Senado Federal aprovar o projeto de lei que permite transformar as concessões de telefonia fixa em autorizações. Sob o regime de autorização, as empresas terão menos obrigações. O projeto segue agora para sanção presidencial. 

Na Bolsa, as ações da Oi (OIBR3, R$ 2,81, +9,34%; OIBR4, R$ 2,40, +11,63%) lideraram os ganhos do setor, seguidas pelos papéis da Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 43,61, +3,34%) e TIM (TIMP3, R$ 8,17, +3,55%). 

Segundo o Bradesco BBI, a decisão é positiva para a Oi e Vivo e veio antes do esperado. “A Lei deve liberar R$ 1 bilhão para a Oi e R$ 350 milhões para a Vivo em obrigações com as respectivas concessões”, disseram os analistas da corretora. Pelos cálculos do Itaú BBA, a mudança do regime pode gerar um adicional de R$ 2,60 a R$ 3,90 no preço justo por ação da Telefônica Brasil. 

A mudança, defendida pelas empresas, permitirá a exclusão de obrigações que hoje precisam ser atendidas, como a instalação e manutenção de telefones públicos. Segundo as empresas, a alteração é essencial para a continuidade dos investimentos.

JBS (JBSS3, R$ 11,05, +19,07%)
As ações da JBS fecharam na máxima do dia, liderando os ganhos do Ibovespa nesta sessão, após anunciar uma revisão no seu plano de reorganização societária. 

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Depois da notícia, o Itaú BBA elevou a recomendação das ações da companhia de market perform (desempenho em linha com a média) para outperform (desempenho acima da média). Ontem, a JBS anunciou uma revisão em seus planos de reorganização, prevendo um pedido de IPO (oferta pública inicial de ações) da JBS Foods International (JBSFI) na bolsa de Nova York no primeiro semestre de 2017.

O Credit Suisse também ressaltou que a ação deve reagir positivamente hoje ao anúncio e disse que, no seu cenário conservador, o papel tem potencial para valorização de cerca de 30%. Já o BTG reiterou recomendação neutra, mas com viés positivo, caso a JBS consiga ir adiante com essa oferta. Para o banco, o papel tem potencial para subir 80% na Bolsa frente o fechamento de ontem, indo para a casa de R$ 16,67. 

“Vimos essa nova proposta como sendo menos controversa e deve ser bem recebida pelo mercado. O IPO pode ser uma forma de destravar valor e um possível catalisador para o re-rating das ações da companhia”, comentaram os analistas do BTG. 

Eles lembraram ainda que o conselho da JBS já aprovou a operação de forma unânime, o que deve indicar suporte do lado do BNDES. A principal diferença da proposta original, comentam, é que agora a JBSFI continuará sendo uma subsidiária e controlada da JBS (e não o contrário como proposto anteriormente). Dessa forma, nada vai mudar para os controladores e minoritários da JBS do pontos de vista de governança. 

Vale menção que as demais ações do setor de frigoríficos listadas na Bolsa seguiram o desempenho positivo de JBS, com Marfrig (MRFG3, R$ 6,59, +6,81%) e Minerva (BEEF3, R$ 12,40, +1,81%). No radar, a Minerva teve seu preço-alvo elevado de R$ 16,00 para R$ 17,00 por ação pelo Itaú BBA. 

Petrobras (PETR3, R$ 18,61, +3,27%; PETR4, R$ 16,15, +3,13%)
As ações da Petrobras “ignoraram” a queda do petróleo e fecharam perto da máxima do dia, após a notícia de que a estatal irá reajustar os combustíveis nas refinarias, para que fiquem alinhados aos preços no exterior. Lá fora, o contrato Brent registrava queda de 1,82%, a US$ 53,94 o barril, enquanto o WTI caía 1,76%, a US$ 50,88 o barril. 

Segundo o BTG Pactual, a notícia é muito positiva para a empresa, pois reforça total independência da companhia e a credibilidade da fórmula. Com esse aumento, a empresa está com prêmio de US$ 10,00/boe na gasolina e US$ 13,00/boe no diesel.

Já em vigor a partir desta terça-feira (6), o aumento na gasolina é de 8,1%, em média, enquanto o óleo diesel, de 9,5%. Segundo a companhia, as principais variáveis que explicam a decisão são o aumento observado nos preços do petróleo e derivados e desvalorização da taxa de câmbio no período recente.

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Se esse reajuste for repassado ao consumidor integralmente, a gasolina pode subir 3,4%, ou R$ 0,12 por litro e o diesel pode ficar 5,5% ou cerca de R$ 0,17 por litro mais barato, calcula a estatal. A estatal havia anunciado duas vezes queda nos preços para as refinarias – em 14 de outubro e em 8 de novembro. Porém, em muitos estados os preços nas bombas subiram em vez de cair.

Via Varejo (VVAR11, R$ 9,36, +2,86%)
As ações da Via Varejo subiram após três empresas asiáticas demonstrarem interesse na compra da varejista: as chinesas Alibaba e Suning e a sul-coreana Samsumg, segundo informações do Estadão. Além delas, a chilena Falabella, a sul-africana Steinhoff e a brasileira Lojas Americanas também estão interessadas na compra do negócio de eletrodomésticos do Grupo Pão de Açúcar, que inclui as marcas Casas Bahia e Ponto Frio.   

Para os analistas do BTG Pactual, a ação da varejista pode reagir bem hoje. Pelo preço atual, a participação do Pão de Açúcar na Via Varejo vale R$ 1,7 bilhão e cabe destacar que a transação envolveria 100% de tag along para os minoritários. 

No caso de Alibaba, eles apontam que a companhia adquiriru recentemente operações de B&M na China, como uma cadeia de supermercados (por US$ 290 milhões), e esse acordo pode ser uma forma de aumentarem penetração no mercado de e-commerce no Brasil, dado o bom tráfego nos sites da CNova. Já para a Samsung, eles acreditam que o não faz sentido estratégico, pelo conflito de interesse que teriam que encarar com demais fornecedores.  

Totvs (TOTS3, R$ 22,85, +5,74%)
As ações da Totvs subiram, após o Itaú BBA elevar a recomendação da ação para outperform (desempenho acima da média), com a rolagem do preço-alvo de R$ 28,00 para R$ 35,00 para 2017.

Vale menção que na semana passada o BTG Pactual também apontou oportunidade de compra na ação, após queda de 25% no mês passado, quando os papéis foram fortemente penalizados por um balanço pior do que o esperado no 3° trimestre e a saída da ação do MSCI Emergentes, cuja nova carteira passou a vigorar a partir do dia 1° de dezembro (confira a análise completa clicando aqui).    

Papel e celulose
As ações do setor de papel e celulose – Suzano (SUZB5, R$ 13,65, +6,47%), Fibria (FIBR3, R$ 33,01, +3,64%) e Klabin (KLBN11, R$ 16,02, +0,88%) – subiram apesar do dia turbulento no câmbio. Após alta mais cedo, o dólar comercial fechou em queda de 0,37%, a R$ 3,4166 na venda. Esses papéis são beneficiados pelo movimento de alta da moeda dado que suas receitas são em dólar.  

Em relação à Suzano, que teve a maior alta do setor hoje, a ação foi impulsionada pelo anúncio de que a empresa irá reajustar em US$ 20,00 a tonelada os preços da celulose na Ásia em dezembro. 

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Açúcar & álcool
As ações do setor de açúcar e álcool subiram hoje, após notícia sobre o reajuste nos preços dos combustíveis da Petrobras. Foram elas: Cosan (CSAN3, R$ 39,01, +5,43%) e São Martinho (SMTO3, R$ 54,37, +3,64%). 

Em relatório desta manhã, o BTG Pactual disse que, para as empresas de açúcar & álcool, sem dúvida, essa “nova” Petrobras traz uma previsibilidade e transparência para a política de preço, o que é muito positivo para o setor.

“Se por um lado, o aumento de preço da gasolina é positivo para setor (dado que permite que se tenha aumento de preço de etanol também), o aumento expressivo do preço do diesel compensa parcialmente o efeito positivo da gasolina”, comentaram os analistas. Mas, no geral, é uma notícia positivo para o setor. Os analistas seguem com compra para o setor de açúcar & álcool.  

Banco do Brasil (BBAS3, R$ 26,68, +0,11%)
O Banco do Brasil anunciou na segunda-feira acordo com os Correios para manter serviços do Banco Postal por até 36 meses, mediante um novo modelo de remuneração. O novo modelo é baseado em parte fixa de 5 milhões de reais “e o restante na performance do negócio por meio de comissionamento variável, de acordo com o volume de serviços prestados”, disse o BB em fato relevante. O BB estima que, por este modelo, vai pagar no primeiro mês aos Correios cerca de 24 milhões de reais, “valor que poderá variar de acordo com a produtividade da rede do Banco Postal”. Ainda no noticiário do banco, fontes disseram à Bloomberg que o governo federal adiou o plano de vender ações da instituição financeira no Fundo Soberano.

Vale (VALE3, R$ 30,00, +1,35%; VALE5, R$ 27,00, +1,43%)
As ações da Vale e Bradespar (BRAP4, R$ 16,06, +0,38%) – holding que detém participação na Vale – viraram para alta nesta tarde, puxadas pelo otimismo do mercado doméstico e seguindo os preços do minério de ferro nesta sessão. A commodity spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 1,41%, a US$ 79,73 a tonelada. 

Acompanharam o movimento as ações das siderúrgicas, com Gerdau (GGBR4, R$ 13,10, +0,38%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 5,62, +0,54%) e CSN (CSNA3, R$ 11,99, +1,27%). 

Localiza (RENT3, R$ 34,52, +7,88%)
A Localiza anunciou a compra da Hertz Brasil por um valor estimado de R$ 337 milhões, correspondente ao valor do patrimônio líquido mais a dívida, que será liquidada após o fechamento da transação. Para o BTG Pactual, o múltiplo pago foi barato (1 vez o “book value” + dívida), que se compara com Localiza, que negocia a 3 vezes. “Essa aquisição mostra que tem espaço para consolidação no setor e reiteramos recomendação de compra para o papel, que está muito descontado”, comentaram. 

O BTG destaca ainda sinergias potenciais interessantes e que a aquisição quebra um paradigma da Localiza, que há anos escolheu o caminho do crescimento orgânico. Segundo os analistas, o valor da aquisição representa 5% do valor de mercado da Localiza, agregando 9.200 carros, ou algo como 7,5% da frota da Localiza.