Oi desaba 24% e Braskem dispara 30%; confira as maiores altas e baixas do mês

Outubro terminou com 11 das 64 ações do Ibovespa registrando alta de mais de 10%, enquanto outros 7 papéis recuaram mais de 10%

Publicidade

SÃO PAULO – Chega ao fim o décimo mês do ano e com uma sessão sem tendência, o Ibovespa conseguiu fechar outubro com leve alta de 1,80%, aos 45.868 pontos, o que deixa o índice com perdas acumuladas de 8,28% em 2015. Nestes 30 dias, foram 11 ações das 64 que fazem parte do benchmark registrando alta de mais de 10%, enquanto outros 7 papéis recuaram mais de 10%.

Um dos maiores destaques do mês ficou com os papéis da Oi (OIBR4), que acabou liderando as perdas do índice após ter um noticiário bastante agitado nas últimas semanas. A companhia fechou o período com queda de 24,01%, cotada a R$ 2,12 após muitos rumores de que ela pode se fundir com a TIM (TIMP3), principalmente após a notícia de que um grupo russo ofereceu um aporte de US$ 4 bilhões condicionado à união das duas empresas.

Ainda no início de outubro o conselho de administração da companhia homologou a conversão voluntária de ações preferenciais em ordinárias de emissão da empresa, o que levou os papéis da caírem 23% em apenas um pregão. Depois disso, os papéis até chegaram a registrar um pequeno rali com a possível fusão com a TIM, mas com a falta de uma confirmação, as ações passaram a oscilar bastante, fechando o mês com fortes perdas.

Usiminas, JBS e BRF afundam em outubro
Outubro começou com um rali das companhias siderúrgicas, embaladas por uma expectativa destas empresas em iniciarem um projeto de desinvestimentos e melhoria de caixa, principalmente por parte da CSN. A Usiminas (USIM5) chegou a acompanhar as altas, mas não conseguiu se sustentar, fechando o mês com perdas de 17,01%, a R$ 2,78.

O cenário ruim ficou completo com o resultado da companhia ontem. A Usiminas teve prejuízo líquido de R$ 1,042 bilhão no terceiro trimestre de 2015, ante prejuízo líquido de R$ 24 milhões no mesmo período do ano anterior. Segundo a XP Investimentos, o resultado veio muito ruim, com volumes fracos e redução nos preços, combinados com um aumento expressivo no endividamento da companhia, atingindo 6,8 vezes o indicador dívida líquida/Ebitda.

Na sequência da ponta negativa do mês ficaram duas companhias de alimentos, que ficaram nestas posições por conta destes dois últimos pregões. A JBS (JBSS3) caiu 5% na quinta-feira após o resultado da sua subsidiária americana Pilgrim’s Pride desapontar o mercado e colocar um grande risco sobre a companhia. Os papéis da empresa fecharam o mês com perdas de 15,18%, a R$ 14,25.

Continua depois da publicidade

Enquanto isso, nesta sexta a BRF (BRFS3) afundou 9,56%, levando a companhia a amargar perdas de 14,86% em outubro, cotada a R$ 60,10. A empresa teve um balanço considerado fraco pelos analistas, com destaque para a fraqueza nas vendas domésticas no terceiro trimestre. Diante do resultado fraco e perspectivas desafiadoras, o Bank of America Merrill Lynch rebaixou a recomendação das ações da companhia de compra para underperform (desempenho abaixo da média), cortando o preço-alvo de R$ 80,00 para R$ 65,00 por ação.

Braskem e Kroton lideram ganhos do mês
A melhor ação de outubro foi a Braskem (BRKM5), que ficou com ganhos de 30,65%, cotada a R$ 21,78 diante de uma melhora do cenário para a empresa. Até metade do mês os papéis subiram forte após grandes perdas nos últimos meses. O Morgan Stanley elevou sua recomendação para a companhia e os analistas apontaram que a queda nos preços do petróleo e valorização do dólar vão favorecer a ação.

Veja mais: De alvo da Lava Jato à alta de 55% na Bolsa: o que explica o rali da Braskem?

Continua depois da publicidade

Na sequência apareceram os papéis da Kroton (KROT3) que desde o início do ano vinha sofrendo na Bolsa com as mudanças do governo no Fies e outros programas estudantis. No dia 19, a companhia realizou um Kroton Day e mostrou para investidores e analistas suas estratégias para conseguir reverter o complicado cenário do setor, incluindo a possibilidade de uma joint venture e a realização de financiamento privado. Isso colaborou para um otimismo maior com os papéis, que subiram 27,89% em outubro, cotados a R$ 27,89.

Veja também: De aquisição a “joint venture”: as novidades da Kroton para deixar a crise para trás

É hora ou não é de comprar ações da Petrobras? Veja essa análise especial antes de decidir:

Continua depois da publicidade


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.