Venda de ativos

Oi dá exclusividade à Highline em negociação por área móvel após oferta superar a de TIM, Vivo e Claro

A Highline apresentou a melhor oferta, acima do preço mínimo de R$ 15 bilhões para a aquisição da unidade móvel da operadora

Loja da Oi Móvel/Oi telecomunicações em São Paulo
Loja da Oi Móvel/Oi telecomunicações em São Paulo (Foto: Paulo Fridman/Corbis via Getty Images)
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SÃO PAULO – Em fato relevante, a Oi (OIBR3;OIBR4) informou ter assinado exclusividade com a Highline, controlada da americana Digital Colony, para negociar a venda de sua área de telefonia móvel.

A Highline apresentou a melhor oferta, acima do preço mínimo de R$ 15 bilhões para a aquisição da unidade móvel da operadora.

A exclusividade vai até dia 3 de agosto, mas pode ser estendida. O Bradesco BBI assessora a empresa da Digital Colony; já o Bank of America atua como o assessor financeiro da Oi.

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Desta forma, a Highline superou a oferta conjunta feita, no sábado, pela TIM (TIMP3), Vivo (VIVT4)e Claro.

“O acordo [de exclusividade] visa (i) garantir segurança e celeridade às tratativas em curso entre as Partes; e (ii) permitir que, uma vez satisfatoriamente finalizadas as negociações dos documentos entre as Partes, a Oi tenha condições de pré qualificar a Highline, na condição de ‘stalking horse’, para participação no processo competitivo de alienação da UPI, garantindo assim o direito de cobrir (“right to top”) outras propostas recebidas no referido processo”, destacou a Oi no documento ao mercado.

Vale destacar que a Highline também apresentou oferta pelos ativos de telecomunicação outdoor e indoor de transmissão de radiofrequência da Oi por R$ 1,076 bilhão também no último sábado.

Conforme destaca o Credit Suisse, o valor da oferta da Highline provavelmente será tornado público após a conclusão do período do contrato de exclusividade.

Os analistas do banco suíço avaliam que a notícia é uma surpresa negativa para TIM, Vivo e Claro. “Continuamos acreditando que o Oi Mobile vale mais nos negócios dos players existentes do que em uma base independente (independentemente do modelo de negócios que a Highline possa ter desenhado), afirmam.

Assim, continuam a ver Vivo, TIM e Claro como os vencedores mais prováveis ​​no leilão da Oi Mobile no quarto trimestre. “No entanto, acreditamos que a Highline demonstrou mais apetite pela Oi Mobile do que esperávamos e as chances de um resultado diferente do nosso caso-base aumentaram”, apontam.

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Por outro lado, a notícia é muito positiva para a Oi. Isso porque (1) a empresa parece já ter garantido uma oferta de pelo menos R$ 15 bilhões para seus negócios móveis; e (2) a Highline parece interessada na FiberCo (de acordo com o site especializado Teletime), um acordo que pode ser transformador para o valuation da Oi e potencialmente levar a uma alta do preço das ações.

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