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SÃO PAULO – Após operar em alta durante a manhã, o Ibovespa virou para o campo negativo durante a tarde e por lá se manteve até o final da sessão, completando nesta sexta-feira (22) seu 4º pregão seguido de queda. Com recuo de 0,60%, o benchmark da bolsa brasileira fechou a 55.243 pontos, seu pior patamar desde julho do ano passado, impactado principalmente pela queda de 9,20% das ações da OGX Petróleo (OGXP3, R$ 2,27), que possui a 3ª maior participação na composição do índice.
Além das empresas de Eike Batista, que voltaram a ser destaque negativo (para acompanhar o desempenho dos papéis do Grupo EBX, clique aqui), a Oi (OIBR3; OIBR4) também figurou entre as maiores desvalorizações do Ibovespa neste fechamento de semana. Os ativos da companhia chegaram a cair quase 6% no intraday, porém amenizaram levemente suas perdas e fecharam com queda de 4,77%, a R$ 7,18 para as ações ordinárias, e de 4,99%, aos R$ 6,09 para as preferenciais. Trata-se do pior fechamento desses papés desde novembro de 2011.
Na véspera, a companhia anunciou que iria distribuir R$ 1 bilhão em dividendos e bonificação. Porém, de acordo com a equipe de análise da Planner Corretora, a continuidade da política de remuneração aos acionistas é negativa, uma vez que não se demonstra compatível com a geração de caixa e necessidades de investimento da companhia.
Além disso, um outro fator pode colaborar para o movimento de queda: a partir desta sessão, as ações da Oi passaram a ser negociadas “ex” juros e “ex” bonificação. Isso significa que os investidores que adquirirem os papéis da companhia nesta sexta não terão direito a esses benefícios, que ficou restrito apenas aos acionistas que detinham posição na companhia até ontem.
Cyrela: melhor pregão em 5 meses após balanço
Apesar de mais um dia de pessimismo, algumas ações conseguiram se destacar positivamente nesta sexta, principalmente aquelas que divulgaram seus resultados de 2012 antes da abertura do pregão. As ações da Cyrela (CYRE3), após divulgação do balanço do quarto trimestre, lideraram as altas do Ibovespa com valorização de 3,74%, a R$ 16,65. Foi o melhor pregão do papel desde 5 de outubro do ano passado.
A companhia anunciou lucro líquido de R$ 160 milhões no quarto trimestre, queda de 11,6% na comparação anual. Apesar de ter vindo abaixo da média das projeções dos analistas compiladas pelo Portal InfoMoney, a recuperação das margens e a redução no endividamento são tópicos mais importantes. No período, a receita líquida caiu 27,6%, para R$ 1,44 bilhão.
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Em teleconferência, a empresa traçou um cenário de melhora. Com isso, Flávio Conde, analista da Gradual Investimentos, destacou três pontos do que foi dito: a margem bruta apresentada no último trimestre é sustentável, os lançamentos serão mais fortes que no último ano e a geração operacional de caixa também vai crescer. “Este foi um dos pontos mais importantes”, reforça Conde.
Sabesp: revisão tarifária, resultados e desdobramento
As ações da Sabesp (SBSP3) também foram destaque na sessão, em meio ao noticiário corporativo bastante agitado para a companhia. Em primeiro lugar, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 765,4 milhões no quarto trimestre, salto de 55,3% sobre o resultado obtido no mesmo período do ano anterior, resultado considerado positivo pelos analistas. Com isso, as ações da empresa fecharam com alta de 2,62%, aos R$ 91,23.
Além disso, destaque para o segundo ciclo da revisão tarifária provisória definida pela Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado São Paulo). O metro cúbico de água após a definição será 2,35% superior às tarifas atuais, com investimentos de R$ 12 bilhões até 2016. Com isso, o papel registra alta de 2,28%, a R$ 90,88.
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Outro ponto a ser destacado, foi o anúncio da aprovação do pagamento de dividendos na forma de juros sobre capital próprio, sendo que a companhia convocou uma assembleia geral extraordinária para os acionistas votarem a proposta de desdobramento de suas ações, na razão de 3 novas ações para cada 1. Segundo comunicado, a companhia pagará R$ 534,28 milhões em juros, o que equivale a R$ 2,345 por cada ação.
Log-In: momentum positivo após balanço
Fora do Ibovespa, as ações da Log-In (LOGN3) seguem refletindo os resultados apresentados na terça-feira (19) após o fechamento do pregão. Com o fechamento de hoje, elas acumularam ganhos nas cinco sessões da semana, acumulando ganhos de 5,11% nestes 5 pregões, fechando a R$ 8,90 – maior cotação desde março de 2011.
A empresa reportou prejuízo consolidado de R$ 24,9 milhões em 2012, ficando 68% melhor que os R$ 78,2 milhões de prejuízo no ano anterior. Desse total R$ 8 milhões foram apresentados no último trimestre, ante R$ 49,6 milhões de prejuízo um ano antes. Para os analistas do Brasil Plural o resultado não foi positivo, porém, os planos de investimento na ordem de R$ 1,3 bilhões podem ser positivos em longo prazo.
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T4F segue em alta
A Time For Fun (SHOW3) segue acumulando ganhos e nesta sessão fechou com valorização de 2,94%, aos R$ 8,76, levando os papéis a terem alta de 7,75% na semana. No ano, os ativos já chegam a um avanço de 11,73%, tentando apagar o péssimo resultado de 2012, quando suas ações caíram mais de 30%.
Analistas já destacam que este ano pode ser positivo para a companhia, com espetáculos do Cirque du Soleil e o Rei Leão ajudando os números da empresa, que no ano passado teve prejuízo com shows como o da cantora Madonna e da Lady Gaga.