OHL Brasil: HSBC eleva preço-alvo das ações, mas mantém recomendação underweight

Apesar do resultado acima da expectativa, analistas acreditam que bom desempenho no trimestre já foi precificado pelo mercado

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SÃO PAULO – Apesar do resultado acima das expectativas no terceiro trimestre, Luciano Campos e Leonardo Scutti, analistas do HSBC, reiteraram a recomendação underweight* para os papéis da OHL Brasil (OHLB3), uma vez que os números da companhia já foram precificados pelo mercado e há um limitado upside para as ações.

A OHL reportou receita líquida de R$ 395 milhões, o que representa alta de 18% em comparação com o mesmo período do ano anterior, em linha com as estimativas do banco. Já o Ebitda (geração operacional de caixa) atingiu R$ 260 milhões, elevação de 24% em comparação ao terceiro trimestre de 2009 e cerca de 7% acima das projeções. 

Entretanto, os bons números trimestrais alteraram positivamente o modelo de precificação dos analistas, refletindo diretamente no preço-alvo para os papéis. Em virtude disso, o target passou de R$ 58,00 para R$ 61,00 para os próximos 12 meses, ínfimo potencial de valorização em relação ao fechamento de terça-feira (23).

Plano de investimento em rodovias federais
Nos nove primeiros meses do ano, a empresa alocou 42% de seu guidance de investimentos em rodovias federais. Apesar dos atrasos em função de licenças ambientais, o que afetou o desenvolvimento dos projetos, a empresa pretende seguir esta linha em 2011.

Em teleconferência, a OHL destacou que está atenta à rodada de leilões no primeiro semestre do próximo ano para rodovias federais, estaduais e mobilidade urbana. De acordo com o banco, a participação da empresa deve ser limitada, em decorrência do índice dívida líquida/Ebitda projetado para 2011.

Riscos
O forte desempenho do tráfego, maiores ajustes na tarifa de pedágio e novos projetos com TIRs (Taxa Interna de Desconto) atrativas são os pontos positivos que fundamentam a empresa. Do lado dos riscos, os analistas destacam questões regulatórias, uma possível queda no tráfego e a possibilidade de as taxas de retorno serem menores do que as estimativas.

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* Ação deve ter desempenho inferior em seu retorno implícito esperado por no mínimo 5 pontos percentuais durante os 12 meses seguintes