OGX vê nova queda das ações após relatório de produção de janeiro

Diretor de Relações com Investidores diz que mercado atribui queda das ações na semana passada à frustração no prospecto de Cozumel e movimento especulativo antes de anúncio da produção de janeiro

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*Atualizado às 12h35 (horário de Brasília)

SÃO PAULO – Depois da queda de 14% na última semana, o diretor de Relações com Investidores da OGX Petróleo (OGXP3), Roberto Monteiro, tentou esclarecer o mercado sobre o forte movimento, mas isso não impede que a ação da companhia continue sua trajetória de queda.

Nesta manhã, os papéis da petrolífera de Eike Batista abriram o pregão liderando as perdas do Ibovespa, mas durante a primeira hora de pregão ameniza as perdas e, às 12h35 (horário de Brasília), cai 2,41%, cotados a R$ 4,05. No mesmo momento, o principal índice de ações da bolsa cai 1,37%.

Mais cedo a companhia revelou uma produção de 16,4 mil barris de petróleo equivalente por dia, sendo 13,2 mil em produção no mar e o restante em produção em terra. Os dados não foram bem recebidos pelo mercado, que esperava um nível de produção maior.

No final da tarde de sexta-feira Monteiro havia dito que desconhecia os motivos para tais oscilações no mercado, mas ponderava que alguns analistas atribuiam o movimento a especulações sobre o relatório de produção de janeiro.

Monteiro também lembrou que alguns analistas relacionavam a queda das ações ao prospecto de Cozumel. Na semana passada a petrolífera anunciou um poço seco na região, localizada na Bacia de Campos.

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Para a equipe de análise do Itaú BBA, esse fato aumenta as preocupações do mercado sobre a produção da companhia e eleva as incertezas com relação à OSX-5.

Os comentários foram feitos depois de questionamento da BM&FBovespa. Ele também diz que o cenário macroeconômico desfavorável pode estar desagradando alguns investidores estrangeiros, que responde por grande parcela do capital social da petrolífera.