OGX, Vale e Usiminas disparam; MRV cai após BB e Caixa suspenderem crédito

Braskem, Eletropaulo, Fibria e Suzano sobem com venda de ativos; Brasil Foods adquire fatia da Avex, num negócio de US$ 40 milhões

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SÃO PAULO – A aprovação pela Câmara de Representantes dos Estados Unidos de um acordo para evitar o abismo fiscal no país e o otimismo em relação à economia chinesa impulsionam os mercados no primeiro pregão de 2013. 

A solução encontrada pelos EUA, ainda que provisória, tenta evitar que a maior economia do mundo perca força e entre numa recessão, o que poderia comprometer toda a expectativa de crescimento mundial para este ano.

A proposta trouxe um alívio e, ao mesmo tempo, animou os investidores, puxando forte alta dos ativos considerados mais “arriscados” do Ibovespa, à medida que diminui a aversão ao risco.

Os papéis da OGX (OGXP3, +6,39%, R$ 4,66), Vale (VALE3, +5,46%, R$ 44,59; VALE5, +5,04%, R$ 42,93), Gerdau (GGBR4, +4,85%, R$ 18,80) Usiminas (USIM3, +4,10%, R$ 14,23; USIM5, +4,84%, R$ 13,42) e CSN (CSNA3, +4,22%, R$ 12,36) figuravam entre as maiores valorizações do índice às 12h35 (horário de Brasília), enquanto o benchmark avançava 2,77%, aos 62.639 pontos. 

Um pouco distante, mas ainda assim com forte valorização, aparece a Petrobras (PETR3; PETR4), cujos ativos ordinários avançam 3,48%, aos R$ 20,23, enquanto os preferenciais subiam 2,92%, aos R$ 20,09. Já fora do índice, as ações da Bradespar (BRAP3), holding que possui uma fatia do controle da Vale, subiam 7,07%, sendo cotadas a R$ 32,71

Braskem e Eletropaulo sobem com vendas de ativos
Ainda entre os destaques corporativos, vendas de ativos anunciadas no fim de dezembro levam as ações da petroquímica Braskem (BRKM5) e da distribuidora de energia Eletropaulo (ELPL4) a fortes ganhos. Os papéis sobem 6,09%, aos R$ 13,58, e 3,93%, aos R$ 17,46, nesta ordem. 

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A Braskem vendeu os ativos relacionados à UTA (Unidade de Tratamento de Água) no polo petroquímico de Camaçari (BA), e a totalidade das ações detidas pela companhia na Cetrel – de 54,2% do capital votante e total – para a Odebrecht Ambiental. O valor da operação é de R$ 652 milhões. 

Por sua vez, a Eletropaulo assinou no último pregão do ano passado um instrumento de compromisso de venda de um prédio no Cambuci, em São Paulo, por R$ 160 milhões. A empresa receberá R$ 20 milhões à vista, R$ 8 milhões quando a escritura for repassada ao novo dono e R$ 132 milhões em 48 parcelas mensais, reajustadas pelo IPCA. Em comunicado, a Eletropaulo estima o lucro obtido com a venda do imóvel em R$ 62 milhões, a ser apurados até 2016. 

Suzano e Fibria chamam atenção 
Também chamam a atenção as ações da Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB5), que atuam no setor de papel e celulose, e reagem à desmobilização de ativos para reforçar o caixa das companhias. Os papéis da Fibria avançam 2,75%, aos R$ 23,19, enquanto os ativos da Suzano sobem 3,13%, aos R$ 7,24. 

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A Cemig aceitou a proposta de compra de participação de 18% que a Suzano detém na hidrelétrica de Capim Branco por R$ 320 milhões. A estatal mineira já tem uma fatia de 21% no consórcio da usina, ao lado da Votorantim, com 12,6% de participação, e da Vale, com 48,4%. Na última segunda-feira, André Dorf, presidente da Suzano Energia Renovável, afirmou que a venda deixará a companhia financeiramente tranquila por mais três anos. 

Já a sua concorrente Fibria concluiu a venda do Projeto Losango, conjunto de ativos florestais e terras no Rio Grande do Sul, para a CMPC Celulose Riograndense, por R$ 615 milhões. A venda já havia sido anunciada em setembro.

Caixa e BB suspendem novos financiamentos da MRV e ações recuam
A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil suspenderam a recepção e contratação de novos financiamentos para produção de empreendimentos da incorporadora MRV (MRVE3). A medida foi uma resposta à inclusão da empresa na lista suja de trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e pela Secretaria dos Diretos Humanos. 

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Em e-mail à Exame, a Caixa afirmou que a medida já foi adotada, e é semelhante àquela da primeira vez em que a MRV entrou na relação de trabalho escravo do governo federal, em agosto do ano passado.

Segundo a própria MRV, cerca de 80% de suas vendas são financiadas pela Caixa, outros 15% pelo BB e o restante por outras instituições. 

Em reflexo, os papéis da companhia caem 3,59%, aos R$ 11,55 – o pior desempenho do Ibovespa no pregão.

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Abílio vende ações do Pão de Açúcar
Ainda entre os destaques, Abílio Diniz, ex-controlador do Pão de Açúcar (PCAR4), vendeu ações preferenciais do grupo, em seu primeiro movimento de venda de ações da empresa fundada por seu pai desde que passou o controle para a rede francesa Casino, em junho do ano passado.

Na semana anterior ao Natal, entre os dias 19 e 24, o empresário colocou na bolsa 1,7 milhão de preferenciais, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões, conforme o preço médio de fechamento desse intervalo. O anúncio foi feito na última sexta-feira (28), quando Abílio completou 76 anos. A quantidade equivale a 1% do capital preferencialista da empresa e a 5% da posição dele nessa espécie de ações.

Brasil Foods adquire fatia da Avex, num negócio de US$ 40 milhões
Ainda entre as principais referências, a Brasil Foods (BRFS3) comunicou que realizou a aquisição de um terço de participação, atualmente detida por minoritários no capital da Avex e, por intermédio desta última, adquiriu também o remanescente de participação das empresas Flora Dánica, Flora San Luis e GB Dan, ambas sediadas na Argentina. 

A operação deverá ser concluída em 90 dias de acordo com o contrato firmado entre partes que prevê o investimento de US$ 40,5 milhões. Este processo permitirá a Brasil Foods a integração dos negócios da Argentina, incluindo as operações da Quickfood (adquirida em julho), bem como a captura das sinergias previstas para os negócios integrados. 

Ecorodovias aprova incorporação da Elog pela Elog Sudeste
O conselho da empresa de infraestrutura logística Ecorodovias (ECOR3) aprovou a reestruturação das subsidiárias Elog e Elog Sudeste, que atuam na área de logística. 

Segundo o comunicado, a Elog será incorporada pela controladora Elog Sudeste, para “melhorar a gestão dos ativos da Ecorodovias, a fim de tornar mais eficiente e ágil a identificação de novas sinergias e alavancar a integração de suas áreas de atuação”. 

Braskem vende ativos no polo de Camaçari por R$ 652 milhões
A Braskem (BRKM5) informou na última sexta-feira (28) ter alienado ativos relacionados à Unidade de Tratamento de Água no polo petroquímico de Camaçari para a Odebrecht Ambiental, no valor de R$ 652 milhões.

A operação foi feita por meio da venda da totalidade das ações da Distribuidora de Águas Camaçari e da participação de 54,2% da Braskem na Cetrel. 

Lojas Americanas pagará juros sobre capital próprio complementar
O conselho de administração da Lojas Americanas (LREN3) aprovou o pagamento complementar de juros sobre o capital próprio no valor de R$ 11 milhões, com base no exercício social de 2012. 

A distribuição aos acionistas ocorrerá dia 1° de abril, e representará R$ 0,01 por ação. Após esta data, os papéis serão negociados “ex-dividendos”.  

Mills anuncia R$ 20 milhões em juros sobre capital próprio
O conselho de administração da Mills (MILS3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio no valor de R$ 20 milhões, equivalente a R$ 0,15 por ação, que serão pagos até o dia 14 de junho e imputados aos dividendos obrigatórios relativos ao exercício de 2012.

As ações da Mills serão negociadas “ex-dividendos” na BM&FBovespa a partir do dia 3 de janeiro.