OGX sobe mais de 5%, mesmo após críticas sobre volume das áreas declaradas

Para analista, declaração de comercialidade não é gatilho para papel neste momento; ação caiu 9,2% na véspera e alcançou seu menor patamar da história

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SÃO PAULO – Após quatro pregões de fortes perdas e a renovação do seu menor patamar histórico, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) passaram para o campo positivo na manhã desta quinta-feira (14). Às 11h01 (horário de Brasília), os papéis da companhia registravam valorização de 5,06%, sendo cotados a R$ 2,49 – patamar próximo a máxima do dia de R$ 2,50, alta de 5,49% -, enquanto o Ibovespa avançava 0,57%, aos 57.710 pontos. 

Na véspera, a companhia submeteu à ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a declaração da comercialidade de três acumulações na Bacia de Campos: Pipeline, Fuji e Illimani, no bloco BM-C-41, onde estimou volumes totais de até 1,33 bilhões de barris de óleo equivalente (in situ). A projeção mais pessimista aponta volumes totais de 521 milhões de barris, e a mais provável é de 823 milhões de barris.

A área declarada ainda é pequena, em comparação a área total sob concessão, e veio em linha com as expectativas do analista Oswaldo Telles, do Banco Espírito Santo. Contudo, ele aponta que a notícia é negativa, pois mostra que a empresa está atrasada nos trabalhos de exploração na maioria de seus blocos em ambas as bacias, que tem sido o centro de suas atividades. 

Além disso, ele indica que o volume total de áreas com declaração de comercialização representam até agora apenas 18% do total de 6,4 bilhões de barris de óleo equivalente certificados para ambas as bacias, o que mantém a incerteza dos investidores quando a se este volume certificado será atingido ou não. 

Declaração não é gatilho para alta
Diante disso, o analista Roberto Altenhofen, da casa de research Empiricus, reforça que a declaração não é gatilho neste momento; sobe por conta do fluxo. “O papel está na bacia das almas”, disse. 

A declaração refere-se a queda de 30,29% nos últimos quatro pregões, levando os papéis da companhia aos R$ 2,37, seu menor preço em toda a sua história na bolsa brasileira. Antes disso, o menor patamar da ação havia sido alcançado em novembro de 2008, em R$ 2,50. 

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A reação ocorreu depois do relatório de produção da OGX do mês de fevereiro decepcionar o mercado, e levar sete bancos internacionais a recomendar venda para as ações.