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SÃO PAULO – Em teleconferência sobre os resultados do último trimestre de 2011, Paulo Mendonça, diretor-geral da OGX (OGXP3), ressaltou que a empresa é “um exemplo para o mundo”, devido à campanha exploratória e a velocidade com a qual é conduzida.
Para esse ano, a intenção é manter uma campanha exploratória agressiva, disse. “Estamos caminhando como planejado no nosso plano de negócios para 2011. Temos um ano bastante empolgante”, complementou Marcelo Torres, diretor financeiro da empresa. O capex previsto para 2011 é de US$ 2 bilhões, destinados principalmente aos testes de longa duração e ao início da produção.
O otimismo é demonstrado pela diretoria mesmo com a ampliação do prejuízo líquido em 2010, quando registrou perdas de R$ 123,5 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impactado pelo aumento das despesas, tais como as despesas exploratórias e das gerais e administrativas, devido ao incremento do número de funcionários, escritórios e operações.
Bacias
Entre os destaques, a OGX já iniciou uma campanha de delimitação do primeiro poço na bacia do Parnaíba, o qual deve apresentar a mesma qualidade dos hidrocarbonetos observada no poço de Waimea – localizada na bacia de Campos e com previsão para início de produção no terceiro trimestre deste ano -, cuja declaração de comercialidade está prevista para ocorrer até o final do ano, afirma Mendonça.
Já com relação à bacia do Pará-Maranhão, a campanha exploratória de perfuração deverá se iniciar no curto prazo, sendo que a licença final deverá ser concedida dentro de duas semanas, ressalta o executivo. Em Espírito Santo a empresa deverá iniciar a campanha exploratória de perfuração no segundo semestre. Segundo a empresa, o foco da bacia no momento é o pós-sal, mas, no futuro, poderão avaliar estudos com o pré-sal.
Por fim, a OGX também está presente na Colômbia, onde já estão sendo avaliadas as condições sísmicas do norte Madalena, considerada pela empresa como a bacia mais importante do país.
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FPSO
Ademais, a empresa espera pela chegada da FPSO (sistema flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo) em meados deste ano, sendo que todos os equipamentos já estão garantidos. Segundo Mendonça, o sistema poderá funcionar como um eixo central para a produção em diferentes poços. Conectar os poços de Pipeline e Waikiki também seria possível, tecnicamente, mas a previsão da empresa é que seriam necessários mais FPSO’s, devido à distância entre eles.