OGX quer empenhar campo de bom potencial para seus credores

Essa penhora deverá ser realizada em garantia ao cumprimento das obrigações assumidas pela OGX tanto no empréstimo-ponte quanto no financiamento DIP
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SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3), atual Óleo e Gás Participações, quer empenhar a sua participação no campo BS-4, Atlanta e Oliva, comunicou a empresa na noite desta quinta-feira (20). Para isso, ela convocou uma assembleia geral extraordinária, a ser realizada no dia 7 de março, onde os acionistas deverão votar. 

Esse penhor deverá ser realizado em garantia ao cumprimento das obrigações assumidas pela OGX tanto no empréstimo-ponte quanto no financiamento DIP (Debtor in Possession), o acordo que deverá salvar a empresa, com a emissão de US$ 215 milhões em debêntures. Participando da assembleia, os acionistas devem comparecer ou pessoalmente ou por procurador. 

Quer entender o que aconteceu com o império de Eike? Clique aqui.

O investidor pessoa fisica deverá enviar o documento de identidade e o comprovante do agente custodiante das ações da OGX, de no mínimo dois dias antes da realização. O envio deverá ser enviado para o “Departamento Jurídico da OGPar” até dois dias úteis antes – localizada na Rua do Passeio, 56, 11º Andar, Rio de Janeiro – sob o CEP de 20021-290.

Se quiser enviar o comprovante por e-mail, o endereço é ri@ogpar.com.br – com assunto de “Documentos AGE OGPar – 07/03/2014 – 15h”. A Companhia ressalta, porém, que enviar a documentação previamente não é condição para participar da Assembleia, visando somente dar agilidade para o processo.

A OGX é dona de 40% de BS-4, mas não o opera. Isso fica a encargo da QGEP Participações (QGEP3), dona de 30%, enquanto a Barra Energia detém outros 30%. A companhia de Eike Batista já ficou inadimplente em relação as suas obrigações no campo e tem sua participação ameaçada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). 

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A exploração de BS-4 mostrou que o campo tem melhores condições do que o esperado. Com todo o imbróglio, a OGX a companhia está excluída das atividades consórcio e não vem tomando nenhuma decisão, restando-lhe apenas o papel de assinar os cheques para pagar os custos que lhe são devidos. Na prática, a empresa já foi afastada do campo. 

A QGEP, porém, destacou que não busca assumir a parte da OGX no campo, ao mesmo tempo em que admitia que a petrolífera precisaria pagar uma dívida de R$ 25,8 milhões. A empresa, porém, disse que vinha conversando com a OGX sobre “alternativas para o ressarcimento do aportes feitos em suporte a OGX e prezar pela continuidade dos investimentos por todas as partes”.