OGX negocia venda de campos de gás e pode se chamar Brazil Oil após recuperação

Jornal apurou que os 66,7% que a OGX possui na OGX Maranhão podem render entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões à companhia de petróleo de Eike; site da companhia está fora do ar desde ontem à noite

Publicidade

SÃO PAULO – Em matérias publicadas na manhã desta quinta-feira (24), a Folha de S. Paulo informou que a OGX Petróleo (OGXP3) está negociando a venda de sua participação em campos de gás no Maranhão, da OGX Maranhão, como forma de levantar dinheiro para a recuperação judicial. 

O jornal apurou que os 66,7% que a OGX possui na OGX Maranhão podem render entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões à companhia de petróleo de Eike Batista. Há pressa para que o negócio seja concluído antes da recuperação judicial. De outra maneira, qualquer negociação terá que esperar pelo plano de reestruturação da OGX. A Eneva (ENEV3), antiga-MPX, estaria envolvida nas negociações. 

A transação é vista como estratégica, afirmou o jornal, uma vez que é o dinheiro dessa operação que está sendo dado como garantia aos potenciais investidores; se o negócio for concluído, o pagamento chegará aos cofres da petroleira em dezembro, quando a recuperação judicial já estará em curso. 

O mesmo jornal destacou ainda as mudanças de nome das empresas X para se “afastarem” de Eike. Com a mudança de comando para a EIG, a LLX Logística (LLXL3) deve mudar seu nome e a sua marca em breve, devendo ser rebatizada para a Açu Logística, apurou a publicação. Já a OGX também deve ter outro nome após o processo de recuperação judicial; “uma opção pode ser Brazil Oil, mas ainda não está fechada”, ressaltou. 

Na véspera, fontes ouvidas pela Reuters afirmou que a OGX prevê iniciar na segunda metade de novembro a produção no campo de Tubarão Martelo. O início de produção da OGX em Tubarão Martelo poderá ajudar Eike a renegociar sua dívida de US$ 3,6 bilhões com detentores de bônus no exterior. Depois de não honrar no início de outubro o pagamento de juros sobre bônus com vencimento em 2022, a OGX corre o risco de ser declarada inadimplente no começo de novembro.

Os poços de Tubarão Martelo, que são a aposta de sobrevivência da OGX, estão prontos para serem interligados à plataforma OSX3, que está no local. Já foi concluída a completação de poços, fase em que os poços são preparados e revestidos adequadamente para receber o petróleo, segundo as fontes.

Vale destacar ainda que, desde a noite da última quarta-feira, o site da OGX (www.ogx.com.br) estava fora do ar, mas voltou a funcionar no começo desta tarde. O site da EBX, MMX Mineração (MMXM3), LLX Logística (LLXL3), OSX Brasil (OSXB3) e CCX Carvão (CCXC3) estão funcionando normalmente. 

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.