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SÃO PAULO – O Ibovespa intensifica as perdas na tarde desta quinta-feira (4), pressionado pelas ações da OGX (OGXP3, -8,56%, R$ 2,03) e Vale (VALE3, -2,46%, R$ 34,48; VALE5, -2,40%, R$ 32,89). Às 13h45 (horário de Brasília), o índice registrava baixa de 1,47%, a 54.767 pontos.
Reflete nas ações da mineradora a suspensão do julgamento que envolve uma disputa de mais de R$ 30 bilhões em cobrança de tributos da Vale. O processo será retomado na próxima quarta-feira. Na véspera as ações da mineradora saltaram quase 6%.
O mercado não chegou a um consenso sobre a suspensão do julgamento. A LCA começa um relatório com a frase “Vale ganha no Supremo Tribunal Federal, mas não leva”, assim como a Planner declara “uma certa vitória” para a mineradora. Eles dizem que, apesar de não haver uma solução definitiva, a decisão, que parecia estar indo em direção contrária, melhorou.
A XP Investimentos avalia a notícia como negativa, já que novamente adiciona um componente de incerteza sobre as ações da empresa, até que se tenha uma decisão final sobre o caso.
OGX lidera perdas
Também ajuda a puxar o desempenho negativo do Ibovespa a ação da OGX Petróleo (OGXP3, -9,01%, R$ 2,02), que volta a liderar as perdas do índice e já perde mais da metade do valor de mercado apenas neste ano. Na última noite a agência de classificação de risco Standard & Poor’s cortou o rating de dívida da petroleira de Eike Batista de “B” para “B-“, com perspectiva negativa.
Nessa nota a agência entende que a empresa ainda possui capacidade de honrar seus compromissos financeiros, mas se a nota for rebaixada em mais um degrau, para CCC, ela vai se tornar dependente de condições favoráveis de negócios, financeiras e econômicas para honrar os compromissos financeiros.
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A desvalorização da OGX é acompanhada por outras empresas do grupo de Eike Batista, como LLX Logística (LLXL3, -4,76%, R$ 2,00), MMX Mineração (MMXM3, -2,44%, R$ 2,00) e OSX (OSXB3, -4,0%, R$ 4,08)
MRV e Rossi avançam pelo 3° dia consecutivo
Do outro lado, os papéis das imobiliárias avançam forte pelo terceiro dia consecutivo. As ações da MRV Engenharia (MRVE3) sobem 3,68%, sendo cotadas a R$ 9,01, e são seguidas pelos ativos da Rossi Residencial (RSID3), que registram ganhos de 2,36%, a R$ 3,47.
Nos últimos três dias, os papéis da MRV subiram 7,39%, enquanto os da Rossi valorizaram 13,77%.
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Direcional cai após prévia do 1° tri
Nem todo setor de construção civil acompanha esse movimento positivo, como é o caso das ações da Direcional (DIRR3), que caem 1,11%, a R$ 14,24. Na mínima do dia, os papéis atingiram queda de 2,08%, sendo cotados a R$ 14,10.
Reflete sobre os papéis da companhia a prévia operacional divulgada na noite de ontem. Os lançamentos da companhia atingiram VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 419,8 milhões entre os meses de janeiro e março, crescimento de 193% na comparação com o mesmo período de 2012.
Em relatório, o Itaú BBA comentou que os números já eram esperados. Segundo a corretora, nos últimos trimestres a empresa tem correspondido às expectativas de mercado, levando-a a acreditar que essa maior previsibilidade/confiabilidade nos balanços justifica o prêmio das ações da Direcional, que é negociada a 1,9 vezes o P/BV (Preço pelo Valor Patrimonial, na sigla em inglês).
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A recomendação foi reiterada em compra, com preço-alvo de R$ 19,00 para dezembro deste ano – configurando um potencial de valorização de 31,94% em relação ao fechamento da véspera.
HRT dispara 35% em 4 dias
Outra ação que chama atenção neste pregão é a da HRT (HRTP3), que sobe 12,50%, a R$ 4,50 – patamar próximo a máxima do dia de valorização de 18%, a R$ 4,72.
Em cerca de três horas de negociação, o volume financeiro movimentado com os papéis atinge R$ 22,5 milhões, acima da média diária dos últimos 21 pregões de R$ 18,05 milhões.
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Nos últimos quatro dias, os papéis da companhia dispararam 35,14%, sendo que grande parte da valorização foi registrada na segunda-feira (1), quando as ações subiram 17,42%.
O desempenho dos papéis, contudo, não foi atribuído a nenhuma notícia. Procurada pelo InfoMoney no início da semana, a própria empresa disse desconhecer o motivo da alta.
Fitch corta nota de crédito da Gol
A Gol (GOLL4) teve sua nota de crédito cortada pela Fitch, de B+ para B-, com perspectiva negativa. Segundo a agência de classificação de risco, o rebaixamento reflete a contínua deterioração do perfil de crédito da empresa, ocasionada pelos fracos resultados operacionais e pela expectativa de limitada recuperação de geração de fluxo de caixa da companhia em 2013. Em reflexo, as ações da companhia caem 3,64%, a R$ 10,85.
Analistas de mercado disseram que a revisão é negativa, mas já era esperada. A empresa tem feito esforços para melhorar os resultados operacionais, mas fez apenas melhorias pontuais em um cenário que exige mudanças mais drásticas.
Fibria irá elevar preço da celulose
A Fibria (FIBR3), maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, irá elevar os preços do insumo em US$ 30 por tonelada, segundo informou a assessoria de imprensa. Os papéis da empresa operam em queda de 1,0%, a R$ 23,86, mas chegaram a atingir ganhos de 1,54%, a R$ 24,47.
A companhia disse que o aumento será adotado para todos os mercados, mas não informou quando entrará em vigor. Em dezembro do ano passado, o preço da tonelada estava em 830 dólares para a América do Norte, 780 dólares para a Europa, e 670 dólares para a Ásia, segundo dados do balanço do quarto trimestre da Fibria.