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SÃO PAULO – O Ibovespa sobe forte na manhã desta quinta-feira (1), após cair por três dias, acompanhando o otimismo do mercado internacional. Às 10h42 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira avançava 1,40%, a 48.910 pontos. O movimento do Ibovespa vai no embalo dos índices mundiais, que respondem aos PMIs (Purchase Manager’s Index) melhores do que o esperado na zona do euro, China e EUA, mas com dados ruins no Brasil. Além disso, os resultados corporativos e a nova composição do Ibovespa contribuem para o movimento positivo.
O PMI industrial da zona do euro ficou acima da marca que separa expansão de contração pela primeira vez em dois anos, com 50,3, registrando valor acima do esperado na Itália, com 50,4 – a expectativa era de 49,8. Na China, o PMI mostrou dados divergentes, uma vez que são divulgados dois indicadores: o calculado pelo governo registrou 50,3 em julho – a expectativa girava em torno de 49,8 após chegar a 50,1 no mês anterior -, enquanto o do HSBC ficou em linha com o esperado, a 47,7.
O indicador dos EUA subiu para 53,7 em julho, ante leitura preliminar de 53,2, mostrando o melhor resultado desde março. Ainda por lá, o Initial Claims, que compila o número de novos pedidos de auxílio-desemprego, caiu inesperadamente na semana anterior. Enquanto analistas esperavam alta para 345 mil, foram registradas 326 mil solicitações, o menor número desde o início de 2008.
Por aqui, o PMI registrou seu menor patamar em 13 meses, com 48,5 em julho, mostrando contração no setor industrial após expansão de 50,4 no mês anterior, mas isso não parece afetar o ânimo dos investidores. Também entre as referências negativas locais, a Standard & Poor’s disse em relatório que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deve crescer modestamente neste ano, com 2% de expansão econômica, segundo reportagem de O Estado de S.Paulo.
Petrobras e OGX lideram altas
As maiores altas do índice nesta manhã repercutem a 1ª prévia do Ibovespa, que trouxe mudanças na participação de blue chips. A OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,70, +6,06%) foi a que mais ganhou: a ação teve sua participação elevada de 2,1% – segundo dados do último pregão – para 4,39%.
Além dela, a Petrobras (PETR3, R$ 15,90, +3,38%; PETR4, R$ 16,80, +3,13%) também obteve aumento, mantendo a posição de segunda empresa com maior participação no índice, com suas duas ações somando 10,401%. Nesta manhã a companhia anunciou que em junho sua produção atingiu 2,378 milhões de barris por dia, aumento de 4,8% em relação ao mês anterior.
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Já a Vale (VALE3, R$ 31,47, +1,45%; VALE5, R$ 28,61, +1,63%) apresenta alta apesar de ter menor espaço na carteira: a participação das ações ON passaram de 2,812% para 2,515% e das preferenciais, de 8,632% para 8,278%. A mineradora se beneficia dos sinais positivos da China, o principal destino de suas exportações.
Ainda entre as altas, a Gerdau (GGBR4, R$ 14,88, +1,99%) sobe após reportar queda menor do que a esperada em seu lucro líquido trimestral. A companhia obteve R$ 401 milhões, mostrando queda de 27% no valor registrado no segundo trimestre de 2012, mas o valor ficou acima da expectativa do mercado, de R$ 318 milhões.
Ainda entre as companhias que apresentaram balanços, a Ultrapar (UGPA3, R$ 55,70, +2,86%) divulgou aumento de 17% em sua receita líquida, atingindo R$ 15,2 bilhões no segundo trimestre. O lucro da companhia também subiu na comparação com o ano passado, para R$ 283,7 milhões.
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Na ponta negativa do índice aparecem as siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 6,48, -1,37%) e Usiminas (USIM3, R$ 8,57, -2,28%; USIM5, R$ 8,52, -2,18%), que assim como a Braskem (BRKM5, R$ 17,11, -3,30%), sofrem com os rumores de que o governo não renovará o aumento no imposto de importação, o que reduzirá os preços de 100 produtos internacionais a partir de setembro. As alíquotas maiores, que variam conforme o produto, têm validade até o fim de setembro e o governo decidiu antecipar o anúncio da medida para ajudar na formação das expectativas de inflação que, apesar de dar sinais de melhora, ainda continua em patamares elevados, segundo a Reuters.
Reuniões, discursos e indicadores
No Velho Continente, também repercute o fim da reunião do BCE (Banco Central Europeu), que manteve a taxa de juros inalterada e o Bank of England encerrou sua reunião, que não alterou sua taxa de juros de 0,5%, nem seu programa de compra de títulos em € 375 bilhões mensais.
Já na China, uma autoridade chinesa disse confiar que a economia do país crescerá dentro da meta oficial do governo, de 7,5% em 2013.