OGX e OSX têm “alívio” imediato; MRV aumenta dividendos; veja mais

Ainda entre os destaques, Suzano tem prejuízo líquido no 4º trimestre; "Family office" de Abilio zera posição no Pão de Açúcar

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SÃO PAULO – A semana inicia agitada no mercado brasileiro, em meio à temporada de balanços e noticiário corporativo. Entre ontem à noite e a manhã desta sexta-feira, sete empresas divulgaram seus balanços, com destaques para MRV Engenharia, Suzano e BR Malls, enquanto o mercado digere notícias envolvendo a ex-OGX Petróleo (OGXP3), OSX Brasil (OSXB3), Grupo Pão de Açúcar (PCAR4), ALL (ALLL3) e outras X. Além disso, é aguardado também a AGE (Assembleia Geral Extraordinária) referente à OPA (Oferta Pública de Aquisição) das ações da Brookfield (BISA3), agendada para esta tarde.

Entre os destaques, a Óleo e Gás Participações, ex-OGX Petróleo, informou que foi concluído o aporte da primeira tranche do financiamento DIP, no valor de R$ 125 milhões. O aporte da primeira tranche do financiamento é um importante passo para a companhia, que se encontra em recuperação judicial, destacou a empresa em nota. Segundo comunicado, os recursos obtidos serão utilizados para a quitação do Empréstimo-Ponte, nos termos do acordo celebrado entre a companhia e suas subsidiárias com certos credores em 13 de janeiro, e para financiar parte do capital de giro da empresa e suas subsidiárias, bem como despesas relacionadas à sua recuperação judicial

A empresa também divulgou volumes de sua produção, mostrando leve melhora em alguns campos. Em Tubarão Martelo, o poço 8-HP produziu, em 11 de março, 3.969 barris de patróleo, enquanto em 28 de fevereiro, a produção foi de 3.901. Já no poço 44-HP, a produção passou de 6.472 para 6.827 no mesmo período. Enquanto isso, a produção do poço 26-HP em Tubarão Azul, passou de 3.971 barris em 28 de fevereiro para 3.719 em 11 de março. Do início do período de testes atual, em 2 de fevereiro, até 11 de março, a produção do poço atingiu 148.125 barris, informou a companhia.

OSX chega a acordo com credores
Já a
 empresa de construção naval OSX (OSXB3) informou ontem ter chegado a um acordo “em princípio” com detentores de títulos sobre os termos da reestruturação das condições financeiras dos bônus de sua subsidiária OSX3. Segundo comunicado da empresa em recuperação judicial, a proposta de reestruturação prevê aumento na taxa de juros dos títulos, de 9,25% ao ano para 13% ao ano e prêmio único, a ser pago mediante emissão e entrega de novos bônus. Os credores também terão direito de eleger um diretor independente nas companhias do Grupo OSX3 e um diretor observador na OSX Leasing. Também poderão incluir o direito de recompra dos bônus a valor de face em favor da Óleo e Gás, ex-OGX, caso os bônus não sejam refinanciados em seu vencimento.

MRV aumenta dividendos; lucro fica abaixo do esperado
Dando continuidade à temporada de balanços, a MRV Engenharia (MRVE3) apresentou resultados trimestrais abaixo do esperado, com recuo de 37,2% no lucro líquido, mas apresentou a posição de caixa no período e propôs aumentar o pagamento de dividendos, enquanto dá continuidade ao processo de sucessão do presidente. A empresa teve lucro líquido de R$ 72 milhões entre outubro e dezembro, ante R$ 115 milhões um ano antes. A média das estimativas de analistas apontava para lucro de R$ 129,5 milhões. Apesar disso, a administração da MRV propôs a distribuição de 35% do lucro em dividendos, sendo 10% adicionais. O valor total proposto foi de R$ 141 milhões, R$ 0,297 por ação.

Além disso, a construtora decidiu em assembleia sua nova estrutura, com co-presidentes, em 26 de março. Os candidatos naturais a dividir a presidência da MRV são Rafael Menin e Eduardo Fisher, filho e sobrinho, respectivamente, de Rubens Menin, atual presidente-executivo e presidente do Conselho de Administração da empresa. Eles hoje ocupam os cargos de diretores executivos regionais. “Essa estrutura já vem funcionando de uma maneira informal. A formalização de tudo isso não vai causar um rompimento”, disse à Reuters o diretor executivo de Finanças da companhia, Leonardo Corrêa.

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Suzano tem prejuízo líquido no 4º tri
Já a fabricante de papel e celulose Suzano (SUZB5) registrou prejuízo no quarto trimestre, pressionada pela valorização do dólar ante o real, embora tenha visto o maior volume de vendas e preços elevarem sua geração de caixa. 
A companhia teve prejuízo líquido de R$ 58 milhões no quarto trimestre, revertendo lucro de R$ 34 milhões um ano antes, informou a empresa na madrugada desta sexta-feira. Ainda assim, o número ficou melhor que o esperado. A média de três estimativas obtidas pela Reuters indicava um prejuízo de R$ 103,7 milhões no período.

BR Malls tem lucro ajustado de R$146,6 mi
Por sua vez, a administradora de shoppings centers BR Malls (BRML3) apresentou lucro líquido ajustado trimestral acima das projeções de analistas e impulsionado por ganhos não-caixa. 
Entre outubro e dezembro, o lucro líquido ajustado foi de R$ 146,6 milhões, alta de 30,5% na comparação anual e diante de expectativa média de analistas de R$ 111 milhões. Segundo a BR Malls, teve impacto sobre o resultado a variação cambial, que incidiu sobre o principal da dívida perpétua. A despesa financeira líquida referente a variação cambial foi de R$ 37,9 milhões (ante R$ 2,1 milhões um ano antes). Para conferir outros resultados divulgados entre ontem à noite e hoje, clique aqui. 

“Family office” de Abilio zera posição no Pão de Açúcar
De uma só vez, a Península Participações – family office pertencente à Abilio Diniz – reduziu sua participação no Pão de Açúcar (PCAR4) de 19.375.000 ações preferenciais para zero. O movimento faz parte de um planejamento societário da Península e os papéis agora passam a ficar diretamente sob posse dos membros da família Diniz, não alterando a participação deles no capital social do grupo. “
As participações que os acionistas Abílio dos Santos Diniz, Ana Maria Falleiros dos Santos Diniz D’Ávilla, João Paulo Falleiros dos Santos Diniz, Pedro Paulo Falleiros dos Santos Diniz, Adriana Falleiros dos Santos Diniz, Rafaela Marchesi Diniz e Miguel Marchesi Diniz detinham no capital social da Península foram canceladas e restituídas mediante a transferência da totalidade de suas participações em ações preferenciais de emissão da CBD (Companhia Brasileira de Distribuição)”, informou a companhia em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

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ALL consegue licença para duplicar rodovia
A ALL (ALLL3) informou na noite da véspera que finalmente recebeu nesta semana (no dia 12) do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) as últimas licenças ambientais para finalizar o projeto de duplicação do trecho de 264 km de sua ferrovia entre Campinas e o porto de Santos, em São Paulo, depois de quatro anos de espera. A licença refere-se a dois pequenos trechos, que somados dão 40 km, em áreas indígenas, que vão de Embu-Guaçu a Evangelista e de Paratinga a Perequê. 

CSN autoriza novo programa de recompra de ações
O conselho de administração da CSN (CSNA3) autorizou a abertura de um novo programa de recompra de ações para permanência em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento. Segundo comunicado, a diretora deve adquirir 70.205.661 ações em um mês (entre 14 de março e 14 de abril). O valor representa 10% das ações atualmente em circulação. 

Consultoria recomenda voto em favor de fusão com Portugal Telecom
A consultoria global independente Glass, Lewis & Co emitiu um documento na quinta-feira no qual recomenda aos acionistas da Oi (OIBR3) voto favorável à operação de aumento de capital da companhia no contexto da fusão com a Portugal Telecom. 
A Glass, Lewis & Co afirma que a proposta de aumento de capital pavimenta o caminho para uma captação da Oi – assim como a planejada troca de ações com o grupo português. “Portanto, apesar de certas limitações na política de divulgação de informações da companhia, acreditamos que há uma causa para os acionistas apoiarem (a operação)”, disse a empresa no documento obtido pela Reuters. 

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A consultoria diz ainda não haver razões para duvidar da metodologia adotada pelo banco Santander na elaboração do laudo de avaliação dos ativos da Portugal Telecom que serão utilizados no aumento de capital.

BNDES aprova financiamento para Klabin
A diretoria do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 3,37 bilhões para a Klabin (KLBN4). Segundo comunicado, os recursos serão destinados à construção de uma fábrica de celulose de mercado de fibra longa e fibra curta, em Ortigueira (PR), com capacidade de produção de 1,5 milhão de toneladas/ano.

O crédito representa 43,6% do investimento total, de R$ 7,728 bilhões. No montante estão incluídos R$ 5,8 bilhões direcionados aos investimentos industriais, R$ 800 milhões em pagamento de impostos recuperáveis sobre os equipamentos, R$ 600 milhões em infraestrutura e R$ 500 milhões de capital de giro. O financiamento inclui a implantação da infraestrutura logística e energética necessária ao projeto, além de investimentos sociais em áreas de influência da empresa.

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Além disso, o BNDES está finalizando negociações para aportar, por meio de subscrição de debêntures a serem emitidas pela empresa, uma parcela adicional de R$ 800 milhões ao projeto. A participação do Banco no empreendimento terá desdobramentos sociais e econômicos. Os investimentos na nova fábrica vão gerar 1,4 mil empregos diretos quando a unidade entrar em operação, em 2016, e até 8,5 mil, entre diretos e indiretos, durante as obras.

Marfrig capta US$ 275 mi no exterior
O frigorífico Marfrig (MRFG3) captou US$ 275 milhões ontem com a reabertura de um emissão de bônus que vencem em 2020, informou uma fonte ao Valor. Os papéis foram colocados com rendimento de 9,40% ao ano. Quando a operação foi lançada, em 2010, a companhia emitiu US$ 500 milhões em bônus. Na ocasião, os títulos saíram com retorno de 9,75% ao ano. Os papéis pagam cupom de 9,50% ao ano. 

Cesp pretende ir à Justiça para questionar leilão de Três Irmãos
O presidente da Cesp (CESP6), Mauro Acre, disse que a companhia irá entregar a usina de Três Irmãos, logo após o leilão marcado para o dia 28 de março, e vai contestar o processo de não renovação da concessão na Justiça. O certame previa a possibilidade de haver uma transição de seis meses, durante os quais a nova concessionária da usina abriria mão das receitas enquanto operaria os equipamentos em parceria com a Cesp. Mas, Arce descartou essa hipótese. 

Copasa anuncia dados operacionais de fevereiro
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais, Copasa (CSMG3), anunciou seus dados operacionais do mês de fevereiro. A companhia destacou que, o resultado do volume faturado no segundo mês do ano normalmente é afetado pelo feriado de Carnaval. Com este feriado caindo em março, o volume faturado de fevereiro teve aumento, que está associado também à elevação no número de economias, apesar de um menor período de consumo.

O volume fatura do segmento de água ficou em 57,38 milhões de metros cúbicos, valor 4,67% superior aos 54,82 milhões registrados um ano antes. Enquanto isso, no segmento de esgoto, a companhia teve um volume faturado de 37,40 milhões de metro cúbicos, enquanto em fevereiro de 2012, o resultado foi de 35,43 milhões, uma alta de 5,58%.

Cyrela terá mudança na presidência
O conselho de administração da Cyrela (CYRE3) aprovou nesta quinta, por unanimidade, uma proposta de modificação do Estatuto Social da companhia visando à criação dos cargos de dois diretores co-presidentes, com a consequente extinção do cargo de diretor presidente. A proposta ainda será submetida à aprovação em assembleia geral e, se aprovada, será convocada nova reunião do conselho para eleição de Efraim Horn e Raphael Horn, que exercerão, em conjunto, a presidência executiva da companhia a partir de maio deste ano.

BR Malls aprova renúncia de diretor financeiro
O conselho de administração da BR Malls (BRML3) aprovou a renúncia de seu diretor financeiro, Leandro Rocha Franco Lopes. Com isso, Frederico da Cunha Villa passa a acumular os cargos de diretor de relação com investidores da companhia e de diretor financeiro. Vale destacar que a divulgação dos resultados da companhia está marcada ainda para esta noite.

Embraer aprova distribuição de proventos no valor de R$ 36 mi
O conselho de administração da Embraer (EMBR3) aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio no valor de R$ 0,05 por ação. O montante total, referente ao primeiro trimestre de 2014, é de R$ 36.646.882,20.

O pagamento será feito em 9 de abril com as ações ficando ex-juros a partir de 25 de março – ou seja, só receberão os proventos quem tiver com ações da empresa no fechamento de 24 de março.

Lojas Americanas prevê manter abertura de 100 lojas por ano
A Lojas Americanas (LAME4) deve manter a abertura de 100 lojas por ano daqui para frente, mantendo o ritmo de expansão entre 2009 e 2013, disse o vice-presidente financeiro e diretor de Relações com Investidores da varejista, Murilo Côrrea, nesta quinta-feira. “Temos recursos para abrir mais, mas nós queremos abrir a loja correta”, disse o executivo em teleconferência com analistas, citando a manutenção do rigor na inauguração dos novos pontos de vendas, para os quais a Lojas Americanas espera retorno do investimento em dois anos. A companhia encerrou 2013 com 856 lojas espalhadas por 297 cidades brasileiras, concluindo um programa que previa a abertura de 400 unidades num prazo de quatro anos.

(Com Reuters)