OGX e LLX ganham força e fazem Ibovespa tomar fôlego na reta final

Restrições ao setor imobiliário no país causam grande preocupação acerca da demanda por minério de ferro, pressionando a Vale

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SÃO PAULO – Ganhando força no final desta sessão, o Ibovespa reduziu as perdas para 0,68% por volta das 16h45 (horário de Brasília), aos 56.497 pontos. O reduziu as perdas impulsionado pela recuperação na OGX Petróleo (OGXP3), que chegou a tocar os R$ 2,84 mas agora operam em queda de 1,97%, aos R$ 2,98. A LLX Logística (LLXL3) também chama atenção, com alta de 11,73%, aps R$ 2,19. 

Nesta sessão, o mercado refletiu principalmente as novas restrições ao setor imobiliário na China, na tentativa de conter a forte alta nos preços do setor no país – aumentando dúvidas acerca da demanda de minério de ferro do gigante asiático. Assim, as ações da Vale (VALE3; VALE5) tiveram um dia de forte queda, com os papéis preferenciais recuam 3,18%, aos R$ 34,13. 

Com essas medidas, o principal índice acionário por lá fechou em forte queda de 3,6%, jogando pressões também sobre as bolsas do exterior – entre às principais bolsas mundiais, apenas o Nikkei avançou nesta sessão. O governo local anunciou novas medidas para o setor imobiliário, como uma alta no valor da entrada para a compra do imóvel e aumento nas taxas na hipoteca da segunda casa, além de um imposto de 20% sobre o ganho de capital em imóveis usados.

Por aqui, o Relatório Focus mostrou um leve ajuste nas projeções do mercado para a economia. Enquanto a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 3,10% para 3,09% neste ano, para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) a projeção subiu de 5,69% para 5,70%.

Chama atenção, também, a revisão nas projeções para a taxa Selic por parte de alguns participantes do mercado. Apesar da mediana das expectativas continuar prevendo uma taxa em 7,25% ao ano em 2013, a média das insituições Top 5 de curto prazo já projeta uma alta, para 7,55% ao ano.

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