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SÃO PAULO – Em de volatilidade no Ibovespa, ganha destaque as ações da LLX Logística (LLXL3), que figuravam na melhor posição do índice às 13h10 (horário de Brasília), com valorização de 8,70%, a R$ 1,00. O desempenho reflete o comunicado da empresa divulgado na noite da véspera de que o grupo EBX deixou o controle da empresa, que passou para as mãos do fundo norte-americano EIG. A operação de aumento de capital da empresa, que foi concluída na véspera, diluiu a participação do empresário Eike Batista de 53,5% para 20,9% do capital social. O empresário não comprou novas ações da empresa.
Também entre as empresas “X”, chama atenção neste pregão os papéis da MMX Mineração (MMXM3), com valorização de 4,84%, sendo cotadas a R$ 0,65. A companhia informou que aguarda definição de um novo parceiro estratégico para avançar no projeto de aumento de capacidade de produção em Serra Azul.
Fora do índice, mas ainda entre as companhias com X no nome, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) avançam 10,53%, sendo cotadas a R$ 0,21, com forte volume de R$ 10,078 milhões, já superando o volume diário de R$ 7,25 milhões médio de 21 pregões. A empresa confirmou nesta manhã que iniciou produção no campo de Tubarão Martelo. Além disso, segundo reportagem do Valor, a expectativa é que Eike fique com apenas 5% da empresa após negociação com credores, que deve sair até 15 de dezembro.
Cemig sobe com proventos de mais de R$ 500 mi
Ainda entre os destaques positivo do dia, as ações da Cemig (CMIG4) registram forte valorização nesta sessão de 3,93%, a R$ 19,17, com investidores demonstrando entusiasmo com o anúncio de que a empresa distribuirá mais de R$ 500 milhões aos acionistas sob forma de juros sobre o capital próprio, o que pode abrir a possibilidade de proventos robustos no ano que vem – embora alguns analistas já tenham demonstrado ceticismo quanto a isso ao longo da semana.
Segundo comunicado ao mercado divulgado na noite anterior, a Cemig aprovou o pagamento de R$ 553,15 milhões aos seus acionistas sob forma de juros sobre capital próprio. O montante equivale a R$ 0,554058 por ação e será pago em 19 de dezembro, mesma data em que a verba remanescente da 2ª parcela dos dividendos ordinários de 30 de abril, de R$ 359,05 milhões – ou R$ 0,4211 por ação. Vale mencionar que as ações ficaram “ex” juros nesta sexta-feira, ou seja, só receberá os proventos quem detinha papéis da Cemig até o pregão de ontem.
Ação da Bovespa “dribla” preocupação com multa e sobe
Na sequência, aparecem as ações da BM&FBovespa (BVMF3), que registram valorização de 3,38%, sendo cotadas a R$ 11,02, após terem recuado 4,6% na véspera. O desempenho positivo “dribla” a multa R$ 410 milhões que a empresa teria que pagar à Receita Federal relacionada à amortização do ágio gerado na compra da Bovespa pela BM&F, referente a cobrança de imposto de renda de pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucro líquido não recolhidos nos exercícios de 2008 e 2009.
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A Receita Federal vem contestando o valor que foi considerado pela BM&FBovespa para comprar as ações da Bovespa no processo de criação da holding. Segundo a Receita, o valor estaria muito acima do mercado, o que criou, desse ponto de vista, um ágio considerado “irreal”.
Em relatório, o Credit Suisse destacou que, se confirmada a decisão desfavorável, publicada pela empresa na véspera, a BM&FBovespa continuará a apelar, mesmo que tenha que ir aos tribunais. Neste cenário, a empresa seguiria amortizando o ágio e passaria a classificar esse processo judicial conforme a probabilidade de perdê-lo. Se classificada como perda “provável”, a provisão se torna necessária, o que não acontece quando é apontada como “remota” ou “possível”. A multa de R$ 410 milhões representa R$ 0,21 por ação, mas alcançam R$ 0,43 por ação, considerando multa, juros e principal, o que perfazeria um montante de R$ 845 milhões.
Ação da EDP sobe forte após negócio milionário com chinesa
A EDP – Energias do Brasil (ENBR3) – também é destaque. Os papéis da empresa sobem 3,23%, sendo cotados a R$ 12,18 – segunda maior valorização do Ibovespa nesta sessão. A empresa comunicou pela manhã que fechou acordo para vender 50% de dois projetos hidrelétricos no Brasil à parceira chinesa Três Gargantas (CTG), estimando ter um ganho de capital de € 27 milhões em 2014. O negócio foi bem avaliado pela equipe de análise da XP Investimentos.
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Em relatório, a XP Investimentos afirma que o negócio é positivo por quatro motivos. Primeiramente, porque a empresa monetiza no curto prazo ativo no valor retido e concentrado no longo prazo; em segundo, a companhia reduz seu risco de execução em projetos na medida em que divide isso com um novo sócio para desenvolver tais empreendimentos.
Em terceiro lugar, apesar da estrutura de tomada de decisão ser difusa com o controle e tomada de decisão sendo dividida entre duas empresas, os analistas salientaram que a CWEI é controladora da EDP Portugal (possui participação de 21,35% na empresa) e, portanto controladora indireta da EDP Brasil, portanto a união entre as empresas visa apenas a viabilizar investimentos, uma espécie de agente financiador. Por último, o negócio é bem visto pois reduz a necessidade de capex (investimentos em bens de capital) para desenvolvimento dos projetos.
Sabesp sobe após cumprir etapa no processo de revisão tarifária
No setor de saneamento básico, os papéis da Sabesp (SBSP3) chama atenção com alta de 1,66%, a R$ 23,29. A empresa protocolou esta semana na Arsesp (Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo) os documentos que detalham sua base de ativos ao órgão regulador e afastou, momentaneamente, o temor de investidores de que ocorresse um novo atraso da revisão tarifária.
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O cumprimento da agenda foi considerado pela equipe do Bank of America Merrill Lynch, que manteve a recomendação de compra para as ações da Sabesp, com preço-alvo de R$ 35,00.
Dasa lidera perdas do Ibovespa
Já na ponta negativa do Ibovespa, o pior desempenho fica com as ações da Diagnósticos da América (DASA3), que recuam 0,96%, sendo cotadas a R$ 12,33.
Na véspera, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, com restrições, a incorporação da MD1 – do grupo Amil – pela Dasa, empresa de serviços de medicina diagnóstica, dona do Delboni Auriemo e Lavoisier. Para dar o aval à operação, o órgão antitruste firmou um TCD (Termo de Compromisso de Desempenho) com as empresas, com a venda de ativos e impedimentos temporários a novas aquisições em alguns mercados.
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Com a decisão, a Dasa informou que criará uma nova empresa para abrigar cerca de 30 unidades a serem vendidas. A nova empresa será formada por um conjunto de unidades no estado do Rio de Janeiro e deverá ter faturamento anual de R$ 110 milhões. Além disso, a companhia não poderá deter mais de 20% de relevância no mercado de serviços de apoio diagnóstico na cidade do Rio de Janeiro.
Petrobras volta a cair e acumula queda de acima de 9% na semana
Na sequência, aparecem os papéis da Petrobras (PETR3, -1,39%, R$ 16,27; PETR4, -1,47%, R$ 17,37), que retomam as perdas neste pregão. Desde que aprovou o reajuste para os preços dos combustíveis, na noite da última sexta-feira (29), e veio abaixo do esperado pelo mercado, os papéis ordinários da companhia acumulam queda de 11,19% e os preferenciais de 9,15%.
Apesar do mercado estar, de forma geral, pessimista com a empresa, e boa parte dos analistas terem cortado as recomendações das ações da petroleira após o anúncio do reajuste e a nova política de preços, com destaque para o Credit Suisse, a Ágora/Bradesco Corretora mostrou-se otimista com a empresa em relatório divulgado hoje.
A corretora elevou a recomendação dos papéis PETR4 de manutenção para compra e aumentou o preço-alvo para dezembro de 2014 de R$ 20,20 para R$ 30,00, uma alta de 48,51% e que representa um potencial de valorização de 70,16% na comparação com o fechamento da última quinta-feira (5).
Kepler Weber atinge queda de 8% em meio à briga com BNDES
Fora do índice, as ações da Kepler Weber (KEPL3) recuam 3,46%, sendo cotadas a R$ 38,23, após atingirem queda mínima de 8,01%, a R$ 36,43. O desempenho ocorre após matéria da revista Exame desta semana apontar que a Kepler Weber, fabricante de equipamentos para armazenar e transportar grãos, está a um passo de comprar uma briga com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), seu principal credor. A origem de tudo seria uma dívida de R$ 150 milhões em 2007, num acordo que dá direito ao banco de convertê-la em ações.
Segundo a publicação, a empresa estuda discutir o contrato na câmara de arbitragem. Isso porque o BNDES diz que o valor da conversão deve ser de R$ 16 por ação, enquanto a empresa afirma que é de R$ 26. Em comunicado enviado na noite da véspera, a empresa disse que “está mantendo diálogo com o BNDES, objetivando alcançar a solução que melhor atenda aos interesses da companhia e dos titulares dos bônus de subscrição emitidos em 5 de outubro de 2007”.