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SÃO PAULO – Mais uma rodada de negociação entre a OGX Petróleo (OGXP3) e os detentores de bônus internacionais, com valor de face de US$ 3,6 bilhões, terminou sem acordo, informou o Valor.
O impasse pode levar a petroleira de Eike Batista já na próxima semana a ser declarada oficialmente inadimplente. Isso porque depois de ter anunciado, no início de outubro, que não iria pagar os juros de bônus aos credores no valor de US$ 45 milhões, a OGX possuía um chamado prazo de “cura” de 30 dias para tentar um acordo, sendo a data limite 3 de novembro. Entretanto, segundo a publicação, não há um novo encontro marcado com os credores.
A ausência de acordo entre as partes está gerando apreensão também nos donos de bônus da outra empresa do Grupo EBX, a OSX Brasil (OSXB3). Diferentemente dos credores da OGX, os donos dos papéis da OSX têm garantias para a dívida: a plataforma OSX-3. Entretanto, esses investidores temem perder o acesso a essa garantia, informou o Valor.
A apreensão deve-se a hipótese de que uma recuperação judicial da OGX poderia atingir, de alguma forma, a plataforma incluída na garantia da OSX holandesa. Uma das ideias seria defender que tanto a OSX no Brasil quanto a holandesa seriam um mesmo grupo econômico, mesmo situadas em países diferentes, e o navio da plataforma, portanto, entraria em um possível plano de reestruturação. Com isso, os credores da OSX ficaram sem uma importante arma de pressão em uma negociação, uma vez que sem a plataforma, a OGX não consegue explorar Tubarão Martelo e iniciar a geração de receitas.
Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na véspera, a empresa esclarece que mantém contínuo diálogo a acerca dos contratos vigentes com a cliente OGX, visando o seu cumprimento ou otimização, conforme interesses da companhia. “Nesse aspecto, desde o acordo de quitação celebrado em 28 de junho de 2013, não houve outro acordo firmado entre a OSX e sua cliente OGX com relação às unidades de produção contratadas, permanecendo em curso os mencionados diálogos relativos a cada uma dessas unidades”, informou.
MP do Rio de Janeiro investigará BNDES e LLX
Também no noticiário do grupo EBX, destaque para a matéria da Folha de S. Paulo afirmando que o MPF (Ministério Público Federal) do Rio de Janeiro está investigando o uso de recursos do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) na implantação de pátios logísticos no Porto de Açu, no Rio de Janeiro. O projeto pertence à LLX Logística (LLXL3), que passou para o controle da EIG em meados de outubro.
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O MPF avalia que “devido ao cancelamento de diversas obras e à situação de venda de ações da empresa OGX”, quer obter “a devida transparência na gestão dos recursos federais que possam ter sido empregados na construção do Porto do Açu, com fins de, entre outras medidas, informar ao mercado e à sociedade a destinação de verbas públicas”, disse em nota.