Destaques da BM&FBovespa

OGX e B2W avançam quase 9% e ação ON da Ambev dispara 12%; veja destaques

Time For Fun e Minerva também chamaram a atenção do mercado nessa sessão

SÃO PAULO – Novo dia positivo na BM&FBovespa, que viu o Ibovespa avançar 1,30%, terminando a segunda-feira (10) aos 59.248 pontos. Puxando o desempenho estiveram os ações da OGX Petróleo (OGXP3), com alta de 8,76%, aos R$ 4,84. A ponta negativa foi novamente ocupada pela Eletrobras (ELET3), com queda de 3,00%, aos R$ 6,47.

Todos os papéis das empresas do grupo EBX, do megaempresário Eike Batista, dispararam nesta sessão – após a coluna de Lauro Jardim, na revista Veja, apontar uma possível venda de parte das empresas para o BNDESPar, o braço de participações do BNDES (Banco Nacional Desenvolvimento Econômico e Social). A alta média das empresas de Eike ficou em 6,70%, impulsionado pelo movimento da petrolífera OGX. 

Além dela, as ações da LLX Logística (LLXL3) subiram 7,34%, para R$ 2,34, enquanto a MMX Mineração (MMXM3) viu seu valor de mercado subir em 3,38%, sendo que cada ação agora vale R$ 4,01. A CCX Carvão (CCXC3) avançou 2,88%, para R$ 2,49, enquanto a MPX Energia (MPXE3) teve ganhos de 3,86%, para R$ 11,85, enquanto o OSX Brasil (OSXB3) registrou alta de 0,45%, para R$ 8,94. As empresas de Eike listadas na bolsa, portanto, passaram de valor de mercado de R$ 23,17 bilhões para R$ 24,72 bilhões. 

“Em um primeiro momento, acredito que essa notícia é bastante positiva”, salienta Carlos Müller, analista-chefe da Geral Investimentos. “Ela significa a entrada de um forte novo sócio, capitalização das empresas, e é muito possível que seja isso”, avalia o analista.

De acordo com ele, isso permitiria as empresas aumentarem as suas operações, além de resolver diversos temores que o mercado possui sobre o caixa da companhia. Procurado pelo portal InfoMoney, o Grupo EBX destacou que “não comenta rumores de mercado”. 

Ação ON da Ambev dispara
Reagindo ao anúncio de que a Ambev (AMBV3AMBV4) irá propor em assembleia a mudança em sua estrutura societária, de modo a ter apenas ações ordinárias, os papéis com direito a voto dispararam até 14,56%, mas terminaram com alta de 11,29%, aos R$ 85,25. Esse valor os deixou em um nível muito próximo do papel preferencial, que subiu 0,18% e terminou aos R$ 87,91. Assim, a diferença entre as duas empresas caiu para R$ 2,66.  

Segundo comunicado pela empresa, a assembleia para votar essa migração deverá ser convocada para o primeiro semestre de 2013. A relação de troca deverá ser de um para um, isso é, cada ação preferencial será trocada por uma ordinária. A empresa ainda prevê que o dividendo mínimo obrigatório suba de 35% para 40% do lucro líquido ajustado.

“A notícia, evidentemente, é mais positiva para o acionista que detém ações ordinárias da Ambev, dado que a relação de troca seria unitária”, escreve a equipe de análise da XP em relatório. Os analistas explicam que as ações preferenciais não necessariamente perdem valor, já que as ordinárias levam em conta o potencial de dividendos que pode ser adquirido nessa troca.

“Tal movimento poderia levar a Ambev a ser uma empresa ainda mais valiosa, o que sugere a motivação por trás da proposta do controlador”, ressaltam. No final de novembro, a empresa chegou a ultrapassar a Petrobras (PETR3PETR4) e alcançar o posto de empresa mais valiosa do Brasil, com um valor de mercado de R$ 248,7 bilhões à época. Com o fechamento desta sessão, a companhia agora vale R$ 270 bilhões. 

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B2W Varejo estende ganhos
As ações da B2W Varejo (BTOW3) estenderam os ganhos das últimas semanas, com alta de 8,57%, aos R$ 16,85. Na avaliação de Henri Evrard, analista da Infinity Asset, esse movimento é apenas continuação das fortes altas das últimas semanas. “Não tem nada de novo publicamente, parece ser só continuação do movimento mesmo”, afirma.

“Para esse movimento mais agressivo, alguém deve estar zerando alguma posição vendida, muito provavelmente é isso que está afetando a empresa tanto”, destaca. Contudo, chamou a atenção o desempenho da sua controladora – a Lojas Americanas (LAME4) – que recuou 1,83%, para R$ 18,77. 

Minerva diz que Japão não faz diferença, mas ações caem
O frigorífico Minerva (BEEF3) afirmou que o embargo do Japão às carnes bovinas do Brasil não afeta os negócios da companhia. “O Minerva já não exportava carne in-natura para o país asiático e esta restrição foi, portanto, limitada à exportação de carne bovina industrializada/processada”, explicou a companhia, em nota.

O frigorífico destaca ainda que, na sexta-feira passada, a OIE (Organização Mundial de Saúde Animal), manteve a classificação do Brasil como país de risco insignificante para o mal da vaca louca, confirmando que o Brasil é livre da doença. “Esta classificação tem sido seguida por importantes países e blocos consumidores como Chile e Europa”, destacou o Minerva.

A companhia comentou ainda que o Ministério de Agricultura do Brasil está prestando todos os esclarecimentos necessários para qualquer país que tenha solicitado informações sobre o evento, com o objetivo de ratificar a decisão tomada pela OIE. Mesmo assim, as ações da companhia sofreram neste pregão por conta da notícia, com queda 3,14%, valendo R$ 10,49.

Mercado recompensa honestidade da Time For Fun
Após dois fracassos recentes – as turnês da Lady Gaga e Madonna -, a Time for Fun (SHOW3) decidiu admitir aos investidores que os próximos resultados podem ser impactados negativamente.

O excesso de sinceridade parece ter tido um efeito positivo no mercado – ou talvez as ações estejam simplesmente corrigindo parte das perdas de mais de 60%, acumuladas de setembro pra cá -, mas a verdade é que os papéis da empresa de entretenimento avançaram 1,43%, sendo cotadas a R$ 7,10. Na máxima do dia, eles chegaram a atingir alta de 7,14%, quando valiam R$ 7,50. 

Em fato relevante, a T4F falou que vai ter que puxar o freio nos grandes shows de estrelas internacionais para espetáculos ao ar livre, mas esse cenário pessimista já vem sendo incorporado ao preço do papel nos últimos meses. “Esse desempenho negativo mostra que os recentes eventos já estavam precificados”, diz Evrard, da Infinity Asset.

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Corroborando para esse cenário, o Credit Suisse divulgou nesta segunda-feira um relatório no qual revisou suas estimativas para a empresa. Embora os analistas Andrew Campbell e Daniel Federle tenham revisado para baixo o preço-alvo – de R$ 18 para R$ 11, o que implica num potencial de valorização de 54,93% em relação ao fechamento -, o cenário atual não chega a assustá-los, com a recomendação dada pelo banco seguindo em outperform (desempenho acima da média). Segundo eles, a empresa ainda possui uma forte posição de caixa, e, além disso, projeções de resultados mais favoráveis no próximo ano já podem servir de catalisador para as ações SHOW3.