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SÃO PAULO – Após a OGX Petróleo (OGXP3) revelar que a vazão ideal para a produção em dois poços de Tubarão Azul ter vindo muito abaixo do que a própria empresa projetava, surge no mercado o questionamento em como a petrolífera conseguirá financiar seus projetos. Para o Deutsche Bank, isso só acontecerá com emissão de dívida.
“Nós permanecemos preocupados com alguns covenants restritivos da dívida”, escrevem em relatório Marcus Sequeira e Luiz Fonseca. No módelo utilizado pelos analistas, a OGX deverá chegar ao final de 2013 com uma dívida de US$ 1 bilhão, ao passo que a companhia prevê reduzir seu capex no ano em questão através de menos sondas de perfuração contratadas e menos trabalhos sísmicos.
Situação pode piorar
“Taxas de vazão menores podem criar a necessidade por mais dívida e, se a produtividade desapontar, a OGX estará em uma situação ainda mais vulnerável”, alertam. Dessa forma, os analistas recomendam cautela para os investidores, já que o mercado ainda não precificou totalmente as incertezas que rondam a petrolífera.
Os papéis só devem ganhar um novo impulso com a monetização do portfólio, e não com um novo relatório como aquele da certificadora D&M, que estimou o potencial de reservas da companhia. Sequeira e Luiz Fonseca ainda destacam que a credibilidade da OGX foi abalada e que o mercado se tornará mais seletivo em acreditar nas empresas pré-operacionais.
OGX revê suas projeções
Além do mais, a situação pode piorar. “A vazão no campo de Tubarão Azul – elas podem piorar mais? Sim”, escrevem. A curva de produção da empresa deve estar sob revisão, avaliam. Já o Deutsche prevê uma curva muito abaixo daquelas previstas pela OGX.
Para esse ano, a produção média estimada é de 11,3 mil barris de petróleo por dia, contra o guidance de 40 mil a 50 mil da empresa. No ano seguinte o número deve se elevar para 55 mil barris de óleo por dia, para chegar em 2015 aos 234 mil, enquanto as expectativas da OGX são de 165 mil e de 730 mil, respectivamente.