OGX despenca 9% enquanto siderúrgicas disparam; veja destaques

Antes de realização de assembleia, Pet Manguinhos dispara, enquanto Ambev registra perda de 3,34% na sessão de hoje

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SÃO PAULO – Em um dia bastante volátil, o Ibovespa, após se descolar das bolsas internacionais e ganhar forças durante a tarde, acabou invertendo nos momentos finais e encerrou esta segunda-feira (25) em queda de 0,14%, aos 56.617 pontos.

O principal destaque do dia ficou com as ações das siderurgicas, principalmente a Usiminas (USIM3; USIM5). As ações da companhia ganharam força durante a tarde, sendo que os papéis ordinários fecharam com alta de 6,26%, valendo R$ 10,52. Já as ações preferenciais subiram 6,82%, para R$ 9,87.

O movimento forte pode ser um reflexo das expectativas de reajuste no preço do aço, que pode ocorrer já no segundo trimestre. Essa alta ajuda a puxar os papéis de outras companhias do setor, sendo que as ações da CSN (CSNA3) também registram forte alta no intraday 5,76%, mas perderam fôlego e fecharam com alta 0,72%, aos R$ 9,79. As ações da Gerdau (GGBR4; GOAU4) subiram mais de 3% durante o pregão, mas também perderam fôlego. 

OGX despenca 9% sem confirmação de venda de participação
Do outro lado do índice, as ações da OGX (OGXP3) caíram 8,91%, ficando cotadas a R$ 3,27, após a empresa negar existência de “qualquer negócio consumado que deva ser comunicado ao mercado”. O esclarecimento é em resposta à consulta da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre a oscilação dos papéis dos últimos dias, quando o mercado especulava sobre a venda de parte de empresa para a Petronas, petrolífera estatal da Malásia.

O movimento negativo ocorre após os papéis terem subido 11,8% na última quinta-feira, em meio às especulações de venda de fatia da empresa. Os rumores puxaram uma alta das ações também no início do pregão de sexta-feira, quando abriram com valorização de 8%, mas perderam todos os ganhos e fecharam com queda de 0,28%, a R$ 3,59.

Na contramão, a maioria das outras empresas do Grupo EBX  fecharam com ganhos nesta segunda, como é o caso da MMX (MMXM3), MPX (MPXE3) e OSX (OSXB3), com avanços de 0,59%, 0,50%, e 0,44%, respectivamente, cotadas a R$ 3,41, R$ 10,10 e R$ 6,91. Já a LLX (LLXL3), encerrou o dia com queda de 1,99%, a R$ 1,97.

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Após resultados, Telefônica sobe e puxa o setor
Já os papéis da Telefônica Brasil (VIVT4) ganham destaques pela valorização após a divulgação dos resultados trimestrais da companhia. As ações da empresa encerraram a sessão com alta de 3,26%, cotadas a R$ 50,05 – sendo que na máxima do dia, os papéis atingiram R$ 50,80, ou alta de 4,81%.

Segundo o CGD Securities, o resultado operacional da empresa entre os meses de outubro e dezembro do ano passado foi bom e acima das expectativas. O desempenho favorável no trimestre, avalia, foi motivado pelo crescimento da receita de serviço móvel, em 7,8%, e que foi impulsionado pelo aumento da base de clientes pós-pago, em 4,7%, bem como pelo crescimento do tráfego, de 5,2%.

O otimismo com os papéis ajudou a puxar as ações da TIM (TIMP3), que subiram 2,55% na sessão, fechando ao valor de R$ 8,46.

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Mesmo com noticiário negativo, ações ordinárias da Oi avançam
Seguindo esse dia positivo para o setor as ações ordinárias da Oi (OIBR3; OIBR4), que apesar do momento conturbado da companhia, também registraram alta. Acionistas da empresa consultaram quatro bancos sobre a possibilidade de inserir a adesão da companhia a todas as regras do Novo Mercado, o nível máximo de governança corporativa da BM&FBovespa, informou a coluna de Felipe Patury, da Época.

Mesmo com esse noticiário, as ações ordinárias da companhia, que chegaram a operar com queda de 0,85% durante a manhã, encerraram o dia com alta de 2,32%, aos R$ 8,39, ficando entre as maiores altas do dia. Já as preferenciais, encerraram a sessão com leves perdas de 0,27%, valendo R$ 7,35, sendo que no intraday, os papéis chegaram a queda de 2,31%. 

O processo, que ainda corre em sigilo, poderá resultar na diluição das participações acionárias dos atuais controladores, a Andrade Gutierrez, La Fonte, Portugal Telecom e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O acordo que permite a esses acionistas gerir a empresa pode sumir. Nesse caso, ela assumirá o modelo das grandes corporações norte-americanas. Entre os bancos envolvidos na preparação da operação estão o BTG Pactual e o português Espírito Santo.

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CCX sobe 7,4% após laudo da OPA
Outra empresa de Eike Batista que também ganha destaque neste pregão é a CCX (CCXC3). As ações da companhia subiram 7,40%, cotadas a R$ 3,92, e atingiram na máxima do dia valorização de 9,04%, a R$ 3,98. O volume negociado do papel superou a média diária dos últimos 21 dias, ficando em pouco acima de R$ 5 milhões, contra a média de R$ 1,8 milhão.

O laudo de avaliação feito pela Brasil Plural para a realização da OPA (Oferta Pública de Aquisições) da companhia apresentou um valor abaixo do oferecido por Eike. O controlador da companhia ofereceu um preço máximo de R$ 4,31 a ser pago pelas ações, mas a estimativa da Brasil Plural aponta para intervalo entre R$ 3,83 e R$ 4,24 por ação. Eike, entretanto, ratificou a intenção de realizar da OPA, dando continuidade à intenção de realizar a oferta a R$ 4,31.

Antes de assembleia, Pet Manguinhos dispara
As ações da Petróleo Manguinhos (RPMG3; RPMG4) subiram forte no pregão desta segunda-feira, a poucos dias de sua assembleia para determinar a aceitação de seu plano de recuperação judicial. Os papéis ordinários valorizaram 33,33%, para R$ 0,32, enquanto as ações preferenciais registraram alta de 31,82%, aos R$ 0,29. O volume também impressionou, sendo que as ações ordinárias negociaram cerca de R$ 3,1 milhões, enquanto as preferenciais movimentaram R$ 1,7 milhões, valor mais de 100 vezes acima da média diária dos últimos 21 pregões.

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Para Eduardo Machado, analista da Amaril Franklin, esse movimento pode ser puramente especulativo. “Essas ações de cunho mais especulativos sobem por conta de expectativas, mas é algo meio vago”, alerta. Para ele, há pouca cobertura do mercado em relação à empresa, um mico, e a baixa liquidez ajuda a ação a ser facilmente manipulável, sujeitando-a movimentos como estes.

A empresa deve anunciar um plano para pagar o seu passivo – decorrente, diz a empresa, da “desapropriação do terreno em que está situada, da política de subsídios ao preço da gasolina praticada pelo governo e da alta dos insumos”. Procurada pelo InfoMoney, a empresa não foi encontrada – com os números listados na área de Relações com Investidores não sendo alcançados. A companhia deve buscar equacionar as dívidas e conservar as atividades.

Ambev tem dia de fortes perdas
Na ponta negativa, ainda destaque para as ações da Ambev (AMBV4), que amargaram perdas de 3,34%, atingindo os R$ 87,61. A empresa mais valiosa do Brasil sofre com a perda de tamanho de seu principal mercado: o de cervejas, que recuou 4,4% no mês de janeiro, atingindo os 739 milhões de litros – culpa de cargas tributárias maiores e excesso de chuvas nos grandes centros populacionais, onde a demanda por bebida é maior. A Ambev continuou com 68% do market-share. Com isso, o mercado começa a se ajustar para resultados mais fracos no futuro.

“Tem que ver o que o mercado espera dela, é uma ação que já está extremamente cara, negocia a um prêmio de uma empresa extremamente eficiente”, avisa Henri Evrard, analista da Infinity Asset. Ele ainda destaca que o mercado continua a embutir uma boa performance de crescimento para a Ambev, mesmo com o principal mercado em queda. “Esses números podem ser um indicativo de que os próximos trimestres não devem ser tão positivos, mas não dá para afirmar que é exatamente isso que pressiona a ação, ainda mais tão próximo do resultado (a ser divulgado na quarta-feira antes do pregão)”, finaliza.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.