OGX cai mais de 5%; Gafisa recua com dados do 2° tri; Petro e Vale operam em queda

Ainda entre os destaques, outras imobiliárias também seguem no negativo nesta sessão, como Direcional, EzTec e Even; PDG destoa com alta de quase 3%

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SÃO PAULO – Após dois dias seguidos de alta, o Ibovespa registra queda nesta sexta-feira (12), pressionado pelo desempenho pior que o esperado da “prévia” do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em maio e pela expectativa acerca do PIB chinês, que sairá na segunda-feira. Às 12h16 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira apontava queda de 0,74%, a 46.280 pontos, ampliando as baixas de cerca de 0,5% no início da sessão após dados de confiança do consumidor piores do que o esperado nos EUA.

As ações das empresas “X” voltam ao centro das atenções neste pregão, com os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) caindo 7,27%, a R$ 0,51, após alcançar na mínima do dia desvalorização de 9,09%, a R$ 0,50. Com movimentos negativos mais amenos, aparecem os papéis da MMX Mineração (MMXM3) e LLX Logística, com perdas de 2,03% e 2,35%, a R$ 1,45 e R$ 0,84, respectivamente. Já fora do Ibovespa, as ações da OSX Brasil (OSXB3, +1,48%, R$ 1,37) e CCX Carvão (CCXC3, -1,25%, R$ 0,79) operam em sentidos opostos. 

Uma série de notícias sobre as companhias ganhou destaque nesta manhã. Entre elas, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) questionou as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, por não divulgarem “fato relevante” sobre a reestruturação da dívida da holding do empresário com a Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi. 

Em resposta, as companhias do grupo afirmaram que não são parte, de forma direta ou indireta, dos contratos celebrados entre o acionista controlador das empresas, Eike Batista, e a Mubadala Development Company.

Além disso, a petrolífera do grupo confirmou ter consultado a ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para dar óleo como garantia a blocos, enquanto a Justiça negou o bloqueio de bens de Eike feito por acionista minoritário. 

Gafisa cai depois de dados do 2° tri
As ações da Gafisa 
(GFSA3) caem 1,37% nesta sessão, sendo cotadas a R$ 2,88, após atingirem na mínima do dia queda de 3,08%, a R$ 2,83.

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Os papéis refeletem a divulgação dos dados operacionais do segundo trimestre. A empres encerrou o período com R$ 461 milhões em lançamentos, um aumento de 50% em relação ao primeiro trimestre do ano. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, houve queda de 16%. No acumulado do primeiro trimestre, os lançamentos atingiram R$ 768,6 milhões, o que representa recuo de 24% em relação ao primeiro semestre de 2012. 

Segundo o analista Eduardo Silveira, do Banco Espírito Santo, não foram inspiradores. Embora melhores do que na comparação com o trimestre anterior, ficaram abaixo das expectativas em termos de lançamentos, vendas e entrega de projetos, avalia. Diante disso, ele acredita numa reação negativa das ações no curto prazo, especialmente, devido ao cancelamento das vendas (equivalente a 39% das vendas brutas no segundo trimestre).

Outras imobiliárias também seguem o desempenho negativo nesta sessão, como Direcional (DIRR3, -1,95%, R$ 12,57), EzTec (EZTC3, -1,71%, R$ 25,26) e Even (EVEN3, -1,71%, R$ 7,49). Na véspera, a Even havia reportado seus números operacionais do trimestre, mostrando R$ 513 milhões em lançamentos, 179% acima do mesmo período do ano passado. Por sua vez, a PDG Realty (PDGR3) destoa dos demais players do setor, com alta de 2,92%, a R$ 1,76.

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Petrobras e Vale recuam após forte alta
As ações da Petrobras (PETR3, -0,07%, R$ 14,79; PETR4, -0,57%, R$ 15,71) recuam levemente nesta sessão, após fortes ganhos na véspera. Os papéis ordinários da estatal dispararam 7,25% no fechamento do último pregão – a maior alta do Ibovespa -, enquanto os preferenciais avançaram 3,88%, refletindo a notícia de que a empresa está realizando a contabilidade de hedge, o que deve permitir que a companhia reduza o impacto das variações do câmbio.

Conforme destacam os analistas do JPMorgan, através desta contabilidade, os resultados da Petrobras podem vir mais positivos, com as expectativas de perdas financeiras se reduzindo em cerca de R$ 4,5 bilhões. 

As ações da Vale também operam no negativo depois da arrancada da véspera. Nesta sessão, os papéis ordinários registram queda de 1,49%, a R$ 27,13, enquanto os preferenciais caem 1,06%, a R$ 29,99. 

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Em relatório divulgado hoje, o HSBC aponta que “é a hora de reavaliar o pessimismo com a Vale”. Embora haja riscos no horizonte, os analistas acreditam em alguns desdobramentos positivos no curto prazo, vindos da China e dos mercados de minério de ferro que podem ajudar a aliviar o pessimismo – talvez extremo – descontado nas ações da mineradora.