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SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) anunciou que, por decisão unânime, exerceu opção de venda – put – em face de seu acionista controlador, Eike Batista, no valor de US$ 1 bilhão. O preço de exercício é de R$ 6,30 por ação da companhia, enquanto os papéis fecharam a última sessão a R$ 0,41. Ou seja, o empresário irá desembolsar um valor mais de 15 vezes maior para a compra das ações da companhia.
O valor de US$ 100 milhões será embolsado diretamente e o saldo ocorrerá de forma modulada diante da necessidade de caixa adicional pela companhia, conforme determinação de sua administração. A diretoria da petrolífera irá propor uma reunião extraordinária do conselho de administração para a convocação de assembleia geral destinada a aprovar o imediato aumento de capital social no valor de US$ 100 milhões.
Muitas dúvidas ainda existem a respeito do exercício, mas, na ausência de um conselheiro independente, ele foi autorizado pelos diretores da companhia e não pelo conselho de administração, confirmou a assessoria da OGX. Agência Estado e Valor Econômico afirmaram que Eike não ira honrar a put, mas o grupo EBX, procurado pelo InfoMoney, não se manifestou a respeito.
Contrato firmado em outubro
Vale ressaltar que o mercado estava bastante cético quanto ao exercício da opção pela companhia, em meio às dificuldades financeiras do empresário. O contrato de put foi firmado em outubro de 2012; na época, foi estabelecido que Eike poderia comprar US$ 1 bilhão em ações da companhia quando ela achasse que fosse necessário se capitalizar. A empresa precisará subscrever novas ações ao controlador ao preço de R$ 6,30 até completar a quantia de US$ 1 bilhão. Na sessão do dia 24 de outubro, as ações estavam cotadas a cerca de R$ 5,00, valor 20% abaixo do estabelecido pela put.
“Ao conceder essa opção, enfatizo a minha confiança na qualidade do corpo técnico e ativos da companhia, bem como nas novas oportunidades que o setor de óleo e gás oferece à OGX”, afirmou o empresário na ocasião. A opção poderia ser exercida até o dia 30 de abril de 2014 – condicionada à necessidade de capital social adicional da companhia e a ausência de alternativas melhores.