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SÃO PAULO – Após comunicado emitido pela OGX (OGXP3) na última terça-feira (26), referindo-se à previsão antecipada do início de sua produção, bem como à ratificação do acordo de cooperação com a OSX, a Itaú Securities elevou de R$ 21,40 para R$ 22,50 o preço-alvo de suas ações, mantendo sua recomendação outperform (desempenho acima da média).
Esse aumento de R$ 1,10 no preço-alvo dos papéis da companhia faz com que o upside (potencial de valorização) de suas ações suba de 23,4% para 29,75%, tomando como base a cotação de fechamento do último pregão.
“Tornar-se uma produtora, na nossa opinião, reduz os riscos da OGX”, afirmam os analistas, otimistas quanto ao fato de a empresa poder adentrar em um “novo estágio de desenvolvimento” com a nova previsão de iniciar a produção de óleo já no início de 2011.
Motivos da elevação
Cerca de R$ 1,0 do aumento no preço-alvo deve-se à “expectativa de a companhia divulgue informações adicionais sobre o potencial de volume de Waimea [poço OGX-3] em breve”. Esse valor pode ser elevado novamente caso haja a confirmação que o poço mantém ligação com o Pipeline (OGX-2).
Além dele, o aumento de R$ 0,10 é auferido à meta de produção da companhia, que fica bastante próxima à reportada pela consultoria especializada em prospecções do setor, a D&M (DeGolyer and MacNaughton), fato que “limitou o impacto do nosso preço-alvo”, afirma a corretora.
FPSO OSX1
Por fim, a Itaú Securities mostra-se bastante positiva no afretamento do equipamento FPSO OSX1 com duração de 20 anos e enfatiza o objetivo de permitir que a OGX antecipe sua produção inicial. Segundo estimativas, a máquina tem a capacidade de armazenagem de 950 mil barris e de processamento de 80 mil barris por dia. O valor do contrato é de US$ 263 mil por dia.