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SÃO PAULO – Após divulgar resultados corporativos referentes ao segundo trimestre de 2011, a Vale (VALE3; VALE5), que mostrou um lucro líquido de R$ 10,3 bilhões, recorde para esse período do ano, acredita que a oferta global do minério de ferro passa por grandes desafios, o que poderá ocasionar em atrasos na execução, cancelamentos e elevação de custos.
A companhia – que acredita que a demanda continuará pressionada, principalmente por conta da China, seu principal mercado, e pelas melhorias na economia global – lembra que os projetos greenfield, aqueles levantados a partir do zero, são parte importante da expansão da capacidade de oferta, e isso exige investimentos elevados, complexos e caros também em infra-estrutura, o que acaba aumentando o capex (custos de capital).
Preços e custos permanecerão elevados
Além disso, o baixo patamar do dólar frente às moedas dos grandes produtores de metais, como o Brasil, elevam pressões de custo por conta dos preços dos equipamentos, matérias-rimas e serviços. Assim, custos operacionais aumentaram e devem continuar em alta, com também a maior escassez de minério de ferro. “Esse fenômeno é mais evidente entre mineradores chineses, mas também é um problema em outros países, como Austrália e Brasil”, conclui a mineradora.
Isso, afirma a companhia, deverá criar pressão para que os preços se situem elevados para que a TIR (taxa interna de retorno) permaneça atrativa, garantindo a lucratividade dessas novas operações. A companhia lembra que para repor a capacidade perdida de produção, parte dos investimentos está destinado apenas para manter a produção constante, e não para aumentar efetivamente.