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SÃO PAULO – A criação de micro, mini e pequenas destilarias de álcool por todo o Brasil poderia regularizar a oferta desse combustível e gerar empregos. Pelo menos esta é a opinião da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que discutiu o tema em reunião em Brasília na última terça-feira (28).
Com a idéia, a CNA espera aumentar a participação dos produtores rurais de menor porte, que hoje levam às destilarias 25% da cana-de-açúcar para a fabricação do álcool; metade do que era fornecido há 15 anos.
Empregos
A confederação acredita que, além de criar mais empregos, a medida pulveriza a oferta e aumenta a concorrência, o que ajudaria a equilibrar os preços.
A política de pulverizar a produção de cana e a produção de álcool permitiria que mais produtores investissem na atividade, evitando concentração de produção e beneficiando a implantação de unidades industriais em regiões onde não há destilarias.
Uma das propostas defendidas pela CNA é criar usinas que produzam de 5 mil a 10 mil litros de álcool por dia, o que demandaria de 11 mil a 22 mil toneladas de cana-de-açúcar por safra, respectivamente.
Financiamento
O presidente da Comissão, Edison José Ustulin, propõe que a criação dessas usinas seja analisada por outros órgãos, como os Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Ciência e Tecnologia (MCT), além da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), para só depois ser iniciado o financiamento dessas indústrias.
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“Estaríamos contribuindo para incrementar a produção de álcool, atendendo a crescente demanda interna e externa, além de gerar renda, empregos e aumentar a arrecadação de impostos”, acredita Ustulin.
Ele lembra que, no momento, a criação de pequenas usinas operadas por cooperativas, que produziriam entre 30 mil e 40 mil litros de álcool por dia, já vem sendo estudada.