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SÃO PAULO – Números mais otimistas quanto à economia norte-americanas mas, em contrapartida, projeções nada favoráveis para o restante do ambiente macroeconômico mundial. Assim veio o relatório com projeções revisadas da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), divulgado nesta terça-feira (2).
A organização reduziu a previsão de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para a Zona do Euro em 2008 de 1,7% para 1,3%. No mesmo sentido, a expectativa de elevação do PIB britânico também foi revisada negativamente, passando de 1,8% no relatório em junho para 1,2% na estimativa atual.
As projeções para o Japão também tiveram decréscimo. A expectativa atual da OCDE para o crescimento do PIB do país asiático é de 1,2%, ao passo que a perspectiva anterior dava conta de uma elevação de 1,7%. Por sua vez, os EUA – cerne da atual crise que se abate sobre as principais economias desenvolvidas do mundo – receberam previsões mais favoráveis.
Em seu relatório publicado em junho, a OCDE esperava um crescimento de 1,2% a ser constatado no PIB norte-americano neste ano. Contudo, de acordo com a organização, o pacote de estímulos fiscais elaborado pelo governo de George W. Bush teve efeito mais imediato do que o previsto e, com isso, a estimativa foi atualizada para 1,8%.
Crise
Outro aspecto tratado no relatório da OCDE é o atual momento de turbulência que se põe no sistema financeiro internacional. De acordo com a equipe da organização, a real magnitude da crise ainda é desconhecida e novos episódios da novela do subprime devem tomar lugar nos próximos meses.
Paralelamente, os solavancos pelos quais passa o mercado imobiliário norte-americano não dão indícios de arrefecimento, com os preços dos imóveis em trajetória declinante no país e a concessão de crédito em queda contínua, que impede uma eventual recuperação do setor.
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Inflação
Por fim, a questão inflacionária também foi abordada pela OCDE. A inflação anual ao consumidor nos 30 países que compõem a organização atingiu em julho 4,8%, o maior patamar desde novembro do ano passado. Em junho, a alta foi de 4,4%.
O núcleo do indicador, que desconsidera itens considerados mais voláteis como preços de energia e alimentos, passou de uma elevação de 2,2% em junho para 2,3% no sétimo mês deste ano.