OCDE: fundos de estabilização da Europa devem ser expandidos

Segundo a instituição, mecanismos devem promover assistência à oferta de crédito na região, exigindo contrapartidas

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SÃO PAULO – A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) recomendou em um relatório sobre a crise da Zona do Euro divulgado nesta terça-feira (27) que os fundos de estabilização europeia sejam expandidos para promover assistência financeira aos países mais problemáticos, mas sujeita a condições preestabelecidas.

Para a instituição, a confiança ainda não foi restaurada, apesar da utilização dos mecanismos para aumentar a oferta de crédito no bloco. Atualmente, a união monetária conta com o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira, na sigla em inglês) e o ESFM (Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira).

No futuro, eles serão consolidados no ESM (Mecanismo Europeu de Estabilização). Além disso, o FMI (Fundo Monetário Internacional) também tem promovido auxílios às economias periféricas mais atingidas pela crise da dívida soberana.

Setor financeiro
Adicionalmente, a OCDE ainda recomenda que a reestruturação do endividamento grego siga de maneira voluntária. O órgão é enfático ao dizer que o caso da Grécia é, na verdade, excepcional, já que o peso de suas obrigações era “insustentável” para a nação.

Por fim, ela acredita que o balanço patrimonial dos bancos têm de ser reconstruído para permitir a consolidação de ativos mais saudáveis financeiramente. Mesmo assim, ela alerta: evitem uma desalavancagem excessiva.