OCDE diminui perspectiva de crescimento econômico para este ano

Organização também apelou aos bancos centrais que ponderem uma possível redução do juro em caso de sinais de recessão

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SÃO PAULO – A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reduziu nesta quinta-feira (8) suas previsões de crescimento para este ano e fez pressão para que os bancos centrais intervenham se a recuperação econômica continuar fraca ou se houver sinais de recessão.

“O crescimento está se revelando muito mais lento do que pensávamos há três meses, e dado ao elevado grau de incerteza, o risco de um período de crescimento negativo subiu”, afirmou o economista-chefe da OCDE, Pier Carlo Padoan.

Para a OCDE, os países do bloco do G7 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Itália, França, Reino Unido e Canadá), excluindo o Japão, vão mostrar crescimento a um ritmo inferior a 1% no segundo semestre.

Padoan disse que a OCDE não prevê uma recessão da magnitude observada em 2008 e 2009, mas recessões prolongadas em alguns países podem prejudicar a confiança, a qual pode desequilibrar o crescimento no médio prazo. 

EUA e Europa
A economia norte-americana deve crescer bem menos do que o anteriormente previsto. Conforme as estimativas da OCDE, o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA vai subir 1,1% e 0,4% no terceiro e quarto trimestres, respectivamente, comparado com a previsão revelada em maio, de alta de 2,9% e 3%, nessa ordem.

O PIB será negativo no quarto trimestre na Alemanha (-1,4%, em ritmo anual) e no terceiro na Itália (-0,1%). De acordo com o relatório da OCDE, a média ponderada do PIB das três maiores economias da Zona do Euro será negativo em 0,4% no último quarto do ano.

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A expectativa de crescimento do Japão no quarto trimestre foi reduzida de 3,5% para 0%, distante dos demais em consequência dos efeitos do terremoto de março e da posterior crise nuclear.

Bancos centrais
Na visão da OCDE, a responsabilidade de responder à desaceleração recai sobre os bancos centrais. A OCDE apelou às autoridades monetárias das economias avançadas que não subam a taxa de juros e que, inclusive, ponderem reduzir o juro se os sinais de recuperação não surgirem em breve.

“As taxas de juros da maioria dos países da OCDE devem ser mantidas em espera. Se nos próximos meses, surgirem sinais da fraqueza persistente ou a economia correr o risco de cair em recessão, as taxas devem ser reduzidas, onde houver espaço”, afirmou Padoan.