Obama ressalta importância de cooperação entre EUA e China

Discurso deu início ao encontro anual entre EUA e China; Geithner também falou, destacando melhora no déficit

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SÃO PAULO – Estados Unidos e China iniciam a semana com conversas diplomáticas mais intensas. Esta segunda-feira (27) marca o começo do encontro anual entre os dois países, que acontece em Washington até a próxima sessão.

Do lado econômico, o objetivo é tratar de assuntos como a crise financeira internacional, o déficit comercial norte-americano com a China e o aumento da dívida pública dos Estados Unidos. Porém, outras questões também devem ser discutidas, como as mudanças climáticas e a situação político-militar na Coreia do Norte.

Dando início ao encontro, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ressaltou a importância de uma cooperação maior entre os dois países. “A atual crise tornou claro que as escolhas feitas dentro de nossas fronteiras repercutem na economia global”, afirmou Obama.

O presidente norte-americano acrescentou ainda que “é por isso que nós precisamos permanecer comprometidos com uma coordenação bilateral e multilateral forte”.

Déficit menor

Também focando seu discurso no lado econômico, o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, seguiu o presidente Barack Obama e defendeu uma questão que tem despertado críticas entre os governantes chineses: o crescimento do déficit público e a expansão da folha de balanço do Federal Reserve.

Em suas declarações, Geithner assegurou que o déficit do governo não irá se expandir sem controle. “A poupança já está aumentando e nosso déficit externo caiu, e nós estamos comprometidos a tomar medidas para manter uma maior taxa de poupança individual e reduzir o déficit federal a um nível sustentável até 2013”.

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Cabe lembrar que o Banco Central da China detém cerca de US$ 1,2 trilhão de ativos em dólares, sendo um dos maiores credores dos Estados Unidos.

Importância do consumo interno

O secretário do Tesouro também destacou a importância do consumo doméstico chinês para a recuperação da economia mundial. Para ele, o país tem que continuar encorajando o consumo interno e reduzindo as exportações, de forma a impulsionar a retomada do crescimento global.

“O sucesso da China em alterar a estrutura da economia em direção ao crescimento baseado no mercado doméstico, incluindo uma maior participação nos gastos pelos cidadãos da China, será uma grande contribuição para um crescimento global mais rápido, equilibrado e sustentável”, concluiu Geithner.