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SÃO PAULO – O presidente Barack Obama voltou a realizar um discurso sobre a economia dos EUA nesta quarta-feira (14).
Desta vez, Obama respondeu a perguntas de jornalistas sobre diferentes temas, mas o foco acabou sendo o temor do “fiscal cliff” (abismo fiscal) vivido pelo país ultimamente. Ele afirmou que os EUA estão se recuperando, e que o foco atual está na geração de empregos e na manutenção do ritmo de crescimento do país.
Obama voltou a afirmar que está aberto a sugestões e novas ideias sobre como melhorar a receita do país. Ele ainda disse acreditar que o problema sobre os impostos tem solução, mas qualquer ideia precisa proteger a classe média e reduzir o déficit da economia norte-americana.
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“Posso afirmar que 98% dos americanos não irão ver seus impostos aumentarem, e 97% dos pequenos empresários também não terão seus impostos aumentados”, explicou Obama, que ainda disse que o fim do corte dos impostos para os mais ricos resolveria metade do “fiscal cliff”.
O presidente, reeleito na semana passada, ainda se disse confiante de que democratas e republicanos podem se unir para mudar esta situação: “só existe uma forma de resolvemos este problema, e teremos que fazer isso juntos”.
Oriente médio, escândalo e meio ambiente
Apesar do grande número de questões sobre a economia do país, Obama também respondeu a dúvidas sobre o Irã, explicando que não deixará que o país tenha uma arma nuclear, mas que também pretende resolver qualquer divergência de forma democrática. Quando questionado, o presidente disse que não irá fornecer detalhes sobre as negociações.
Em relação ao atentado ocorrido à embaixada dos EUA na Líbia, Obama disse que disponibilizará todas as informações disponiveis sobre o caso. Já o caso do escândalo sexual envolvendo o diretor da CIA, David Petraeus, o presidente disse que não há evidência de que a segurança do país esteja em risco e que os EUA são um país seguro por causa do trabalho realizado por Petraeus.
Quando questionado sobre o furacão Sandy e as mudanças climáticas no mundo, Obama afirmou que a temperatura do planeta está subindo e que isso se deve às atitudes tomadas pelas pessoas. Porém, ele também explicou que está conversando com engenheiros e cientistas sobre como melhorar a emissão de carbono dos EUA.